Mais triste do que viver dentro da sociedade dita do consumo é viver dentro da sociedade que, além do consumo extremo, não se importa com o que consome e sim, com a embalagem do que consome.
É só reparar: Não consumimos compulsivamente alimentos saudáveis, esportes prazerosos, roupas confortáveis, livro, música e arte que nos faça bem. Consumimos o que, perante aos olhos alheios tem a embalagem mais bonita. As vezes, olhando as filas imensas em supermercados, shoppings e lanchonetes de fast-food eu percorro um caminho dentro do mais humano possível que consigo tirar de mim como em uma viagem ultradimensional. E ao abrir os olhos, não vejo pessoas consumistas, eu vejo bois. Bois mastigando lentamente uma grama que outrora era local de excressão de outros animais, ou ainda o chão, de algum fazendeiro com as botas cheias de lama originadas do chiqueiro que antes pisara. E eles mastigam e não sabem se cospem, se engolem, não sabem o que fazem, mas mastigam. Mastigam lentamente e tediosamente como se não reparassem, não saboreassem, não sentissem a grama. E, ao contrário dos bois, a grama, a grama nos é fútil, desnecessária, impensada, mastigada e engolida.
Mais ou menos assim, a sociedade do consumo a qual formamos, ela consome sem parar. Mas não sabe o quê, não nota o quê. Se depara com embalagens e as embalagens, elas sim são importantes. Confundem restos de alguma digestão mal terminada com comida própria para ser mastigada, e além de mastigarem, engolem. Vomitam, engolem, Vomitam e engolem o próprio vomito novamente. Sem digerir nada afinal, embalagens são só embalagens. Totalmente vazio, incompleto, indigerível mas, mastigado é o nosso compulsivo consumo em consumir.
E as pessoas, essas que vemos nas ruas todos os dias são só embalagens, vazias e as mastigamos sem reparar no vazio ou não, sem se importar. A lei é consumir e não qualquer coisa. A lei é consumir e tornar-se embalagens.
Não faz sentido e nem deveria. Nada é sentido. Os bois só mastigam grama pisada, que já fora grama um dia e agora, agora é só uma mistura de restos, de restos de embrulho de presentes mal feitos, laços de fitas e caixas. Sem nutrientes, sem nada que nos faça bem, que nos acrescente, que colabore para nos manter vivo. Só restos. e vamos mastigando, cuspindo, mastigando, cuspindo, mastigando e é bom saber que cuspimos pra mastigar de novo. Engolimos e vomitamos, sem digerir. Mas somos bois, bois de uma espécie que não é herbívora e continua comendo grama, sem pensar. Não faz sentido, mas também não é sentido. Acontece que o não fazer sentido é a grande jogada da coisa: Não importa. Não importa se não preciso de grama, se não quero a grama, não importa! Somos bois, vivemos bois e a regra meu irmão, é mastigar.
"E a boiada, de gente
pálida, sem vida, sem gente
segue a estrada, sem questionar
vai só seguindo,
até o penhasco chegar."
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
Indescritivel.
Eu não sei contar histórias. Não sei descrever lugares, as coisas, situações, pessoas, eu definitivamente não sei. Não sei escrever textos, palavras combinadas, textos-textos, textos monótonos, só palavras, vírgulas e ponto final. Não sei. Escolhi não querer saber e pouco me importar se isso é bom ou ruim. A verdade que decidi ser fato é a de que não sei contar histórias. E que,além disso, não quero saber contá-las.
Tudo vai tão além de palavras e contos que é indescritível querer sentir cada parte sem descrição do que me mantém viva, apta a escolher entre querer ou não contar histórias. É esse meu coração que bate o tempo todo, pulsando num ritmo mais vivo do que parece e jorrando mais sangue em mais veias do que pareço ter pelo meu corpo que faz meu cérebro querer ir além, querer sentir cada coisa que me faz existir.
É esse impulso de ser racional que teima em querer descrever as coisas que me faz mal, que me freia, que às vezes me faz pensar que voltar a idade das pedras seria tão melhor. Mesmo sabendo que não, que não é assim eu ainda teimo, teimo porque não me conformo em apenas contar histórias, teimo em querer sentir cada uma delas pulsando como meu coração dentro de mim. Não superficialmente nem morfologicamente dizendo, pulsando em profundidade mesmo, em um ângulo tão novo e surreal que ninguém ainda alcançou. São mais do que descrições, do que histórias e até mesmo do que pulsações. São sensações, que permanecem sempre intactas em mutações, que permanecem sempre sensações.
E tudo isso, porque teimo, eu sempre teimo em não querer contar histórias, mas essa é a verdade: eu não sei. Eu não sei contar, escrever, descrever, eu não sei contar histórias! Eu quero senti-las, sem nome, sobrenome ou apelido, só senti-las. Mais do que sentimentos, quero sentir. Isso me faz forte o suficiente pra continuar existindo. E aqui, eu tô só falando de existir, nem falei de viver. Porque a vida é complexa de se entender quando não se pára pra sentir de verdade e só se segue o fluxo de seus semelhantes. A vida encanta, mantém, sustenta e mata, mata quem não souber viver. É contraditória, é em si, pura contradição. Sem descrições em sua essência e por isso, nunca contada em histórias na íntegra. Continuamos então todos a apenas, existir. E aí sim, existindo escrevemos histórias, descrevemos, textos-textos, textos-palavras, textos-monótonos, ensaios de vida, desejos reprimidos de viver e uma angustia, típica do homem que julga ser humano mas que de humano nada tem enquanto apenas ser existente.
E eu continuo teimando! eu teimo e bato na mesma tecla de que não sei, eu não quero, eu não admito saber contar histórias! não quero descrições, palavras, limitações, situações, pessoas eu não quero. Isso é pouco, e o pouco não é o suficiente quando se tem sede, quando se morre de sede, quando se precisa respirar. Não quero SÓ respirar, quero respiração e inspiração, quero transpiração. E nada disso, nada do que eu diga aqui é o suficiente porque não sei, eu não quero descrever nada! Entre gregos e troianos eu não fico com nenhum e com todos. Eu fico com o viver humano, sentir humano, ou só com o humano, mas que seja sentido.
Eu teimo, eu teimo porque sinto que na verdade, eu não sei contar histórias. eu não quero saber. Porque as palavras nunca me satisfazem por completo, existir não é completo e eu, eu só quero viver.
"só sentir,
só viver e sonhar
só sentir que nada aqui
é o suficiente para ser,
quero mais que existir."
- E eu, dedico todas as flores do mundo, belas ou não em concepções de diferentes olhares, ao sentimento mais vivo que já senti, e que permanece intacto de qualquer definição.
Tudo vai tão além de palavras e contos que é indescritível querer sentir cada parte sem descrição do que me mantém viva, apta a escolher entre querer ou não contar histórias. É esse meu coração que bate o tempo todo, pulsando num ritmo mais vivo do que parece e jorrando mais sangue em mais veias do que pareço ter pelo meu corpo que faz meu cérebro querer ir além, querer sentir cada coisa que me faz existir.
É esse impulso de ser racional que teima em querer descrever as coisas que me faz mal, que me freia, que às vezes me faz pensar que voltar a idade das pedras seria tão melhor. Mesmo sabendo que não, que não é assim eu ainda teimo, teimo porque não me conformo em apenas contar histórias, teimo em querer sentir cada uma delas pulsando como meu coração dentro de mim. Não superficialmente nem morfologicamente dizendo, pulsando em profundidade mesmo, em um ângulo tão novo e surreal que ninguém ainda alcançou. São mais do que descrições, do que histórias e até mesmo do que pulsações. São sensações, que permanecem sempre intactas em mutações, que permanecem sempre sensações.
E tudo isso, porque teimo, eu sempre teimo em não querer contar histórias, mas essa é a verdade: eu não sei. Eu não sei contar, escrever, descrever, eu não sei contar histórias! Eu quero senti-las, sem nome, sobrenome ou apelido, só senti-las. Mais do que sentimentos, quero sentir. Isso me faz forte o suficiente pra continuar existindo. E aqui, eu tô só falando de existir, nem falei de viver. Porque a vida é complexa de se entender quando não se pára pra sentir de verdade e só se segue o fluxo de seus semelhantes. A vida encanta, mantém, sustenta e mata, mata quem não souber viver. É contraditória, é em si, pura contradição. Sem descrições em sua essência e por isso, nunca contada em histórias na íntegra. Continuamos então todos a apenas, existir. E aí sim, existindo escrevemos histórias, descrevemos, textos-textos, textos-palavras, textos-monótonos, ensaios de vida, desejos reprimidos de viver e uma angustia, típica do homem que julga ser humano mas que de humano nada tem enquanto apenas ser existente.
E eu continuo teimando! eu teimo e bato na mesma tecla de que não sei, eu não quero, eu não admito saber contar histórias! não quero descrições, palavras, limitações, situações, pessoas eu não quero. Isso é pouco, e o pouco não é o suficiente quando se tem sede, quando se morre de sede, quando se precisa respirar. Não quero SÓ respirar, quero respiração e inspiração, quero transpiração. E nada disso, nada do que eu diga aqui é o suficiente porque não sei, eu não quero descrever nada! Entre gregos e troianos eu não fico com nenhum e com todos. Eu fico com o viver humano, sentir humano, ou só com o humano, mas que seja sentido.
Eu teimo, eu teimo porque sinto que na verdade, eu não sei contar histórias. eu não quero saber. Porque as palavras nunca me satisfazem por completo, existir não é completo e eu, eu só quero viver.
"só sentir,
só viver e sonhar
só sentir que nada aqui
é o suficiente para ser,
quero mais que existir."
- E eu, dedico todas as flores do mundo, belas ou não em concepções de diferentes olhares, ao sentimento mais vivo que já senti, e que permanece intacto de qualquer definição.
sábado, 20 de setembro de 2008
Oceano.
É sempre a mesma coisa. Todo dia acho um continente perdido dentro de mim. Um continente escondido em baixo de tantas águas que me fazem ser o oceano que eu sou.
Tantas descobertas e tanto escondido ainda que no fundo, bem lá no fundo não sei se termino com pedras, construções esquecidas ou se vou mais além. Distante de mim mesmo muitas vezes, me perco no eu que insistem que tenho que ser. Difícil querer viver de verdade quando se tem um papel a cumprir mediante uma plateia tão imensa.
Aprendendo todo dia a gente percebe que nunca vai ter certeza em grandes proporções de nada. Toda certeza se limita e se torna incerta dependendo do contexto no qual foi empregada.
Respirando, suspirando, pensando. Sempre procurando um algo a mais a gente segue.E vai indo assim, até se deparar com continentes gigantes perdidos e não poder calcular reação nenhuma. Nunca podemos.
Quando os pés, as mãos e o corpo mais a mente alcançam o que tava lá perdido, esquecido muitas vezes, é difícil aprender tudo de novo, relembrar. Parece um quebra cabeça complicado, onde as peças são difíceis muitas vezes de se encaixarem e exigem muito de nós.
Porém, se somos oceano, nos fazemos nas águas que livres, escolhem o caminho a seguir. Como as ondas trazem quase tudo de volta o que foi jogado dentro delas, podemos escolher mostrar ou não o continente perdido, os continentes.
Os meus, que diariamente encontro as vezes mostro, as vezes não. No fundo, só o mar sabe bem o que se guarda nas profundezas de um grande oceano.
"Multidões de sentimentos,
como onda batem, vem e vão.
E ao nosso contentamento
escolhemos, oceano
Se mostramos ou não."
Tantas descobertas e tanto escondido ainda que no fundo, bem lá no fundo não sei se termino com pedras, construções esquecidas ou se vou mais além. Distante de mim mesmo muitas vezes, me perco no eu que insistem que tenho que ser. Difícil querer viver de verdade quando se tem um papel a cumprir mediante uma plateia tão imensa.
Aprendendo todo dia a gente percebe que nunca vai ter certeza em grandes proporções de nada. Toda certeza se limita e se torna incerta dependendo do contexto no qual foi empregada.
Respirando, suspirando, pensando. Sempre procurando um algo a mais a gente segue.E vai indo assim, até se deparar com continentes gigantes perdidos e não poder calcular reação nenhuma. Nunca podemos.
Quando os pés, as mãos e o corpo mais a mente alcançam o que tava lá perdido, esquecido muitas vezes, é difícil aprender tudo de novo, relembrar. Parece um quebra cabeça complicado, onde as peças são difíceis muitas vezes de se encaixarem e exigem muito de nós.
Porém, se somos oceano, nos fazemos nas águas que livres, escolhem o caminho a seguir. Como as ondas trazem quase tudo de volta o que foi jogado dentro delas, podemos escolher mostrar ou não o continente perdido, os continentes.
Os meus, que diariamente encontro as vezes mostro, as vezes não. No fundo, só o mar sabe bem o que se guarda nas profundezas de um grande oceano.
"Multidões de sentimentos,
como onda batem, vem e vão.
E ao nosso contentamento
escolhemos, oceano
Se mostramos ou não."
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Roseiras.

"Dizer, à sombra de mil roseiras
Floridas, sobre a queda de flores
de folhas, de amores
que vivo até aqui,
que até aqui vivi.
Como os raios de sol
que incidem tanta luz,
reflexo do desejo de sentir.
Me trouxeram um sentimento
iluminado por si só
que brilha na noite,
enfeitando fantasias
estrelas mil, luzidas.
E aquela rosa que sob o pé
se fez brotar, exala o perfume
que só sente aquele
que tenta aprender a amar."
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Trem.
Da janela do trem via o tempo passar. Todos os dias, a mesma rotina, às margens do mesmo rio, as mesmas construções e a mesma cidade. Aquela gigantesca onda de prédios cinzas e carros e carros e carros.
Interessante mesmo era sentar naquele banco, em frente a janela como se tudo passasse em um quadro a sua frente. Ao som de Mozart, Bethoven e tantos outros sentia vontade de valsar; muitas vezes se sentia dentro de um grande filme clássico ou quem sabe, uma super produção latino-americana de um terceiro mundo esquecido perante tanta riqueza por aí.
Interessante mesmo e triste, era analisar cada um que sentava ali também, no mesmo vagão. O cansaço nos rostos não era escondido, era explícito, era fato. E a paisagem de fora não lhe negava, pelo contrário: mostrava descaradamente o quão irracional era o lugar em que vivia.
Aquele rio poluído com pouca vegetação ao redor, empurrado pela ocupação humana parecia gritar pedindo socorro. Fábricas e mais Fábricas soltando fumaças ou dejetos ao leito do rio se erguiam em suas margens enquanto, do outro lado o trem passava, com espectadores desatentos que não percebiam nem a feiúra de fora, nem a música de dentro.
Fumaça, prédios e tanta gente. Toda vez que descia do metrô indo à plataforma do trem pensava muito sobre tudo o que via ali de cima. Eram tantos os carros, as fábricas, as compras, a infelicidade. Infelicidade pois ninguém parava ali, ninguém pensava ali nem muito menos questionava o por quê. Apenas seguiam. Seguiam como cegas ovelhas, ovelhas mudas indo a caminho da destruição.
E de vez em quando, lá de cima, via o trem chegar correndo, silencioso de longe e seguindo os trilhos construídos para que por ali, ele pudesse passar. Talvez a vida fosse assim também.
Descia as escadas todos os dias e ia em direção ao trem. Sentava no banco em frente a janela e via tudo passar pensando também em quantas pessoas pararam pra ver tudo aquilo nos dias que se passavam ora quentes, ora muito frios. Sabia que em breve ia largar tudo aqui e não ia sentar no mesmo banco todos os dias, mas outras pessoas iriam ocupar o seu lugar.
E se perguntava afinal, quantas pessoas parariam para ver, sentir a tristeza daquele lugar. Quantas pessoas ouviriam aquela música.
"Embalando o dia-a-dia
a doce música,
a doce valsa da vida
Que não dizia,
não queria.
Só se fazia sentida
a doce valsa da vida."
Interessante mesmo era sentar naquele banco, em frente a janela como se tudo passasse em um quadro a sua frente. Ao som de Mozart, Bethoven e tantos outros sentia vontade de valsar; muitas vezes se sentia dentro de um grande filme clássico ou quem sabe, uma super produção latino-americana de um terceiro mundo esquecido perante tanta riqueza por aí.
Interessante mesmo e triste, era analisar cada um que sentava ali também, no mesmo vagão. O cansaço nos rostos não era escondido, era explícito, era fato. E a paisagem de fora não lhe negava, pelo contrário: mostrava descaradamente o quão irracional era o lugar em que vivia.
Aquele rio poluído com pouca vegetação ao redor, empurrado pela ocupação humana parecia gritar pedindo socorro. Fábricas e mais Fábricas soltando fumaças ou dejetos ao leito do rio se erguiam em suas margens enquanto, do outro lado o trem passava, com espectadores desatentos que não percebiam nem a feiúra de fora, nem a música de dentro.
Fumaça, prédios e tanta gente. Toda vez que descia do metrô indo à plataforma do trem pensava muito sobre tudo o que via ali de cima. Eram tantos os carros, as fábricas, as compras, a infelicidade. Infelicidade pois ninguém parava ali, ninguém pensava ali nem muito menos questionava o por quê. Apenas seguiam. Seguiam como cegas ovelhas, ovelhas mudas indo a caminho da destruição.
E de vez em quando, lá de cima, via o trem chegar correndo, silencioso de longe e seguindo os trilhos construídos para que por ali, ele pudesse passar. Talvez a vida fosse assim também.
Descia as escadas todos os dias e ia em direção ao trem. Sentava no banco em frente a janela e via tudo passar pensando também em quantas pessoas pararam pra ver tudo aquilo nos dias que se passavam ora quentes, ora muito frios. Sabia que em breve ia largar tudo aqui e não ia sentar no mesmo banco todos os dias, mas outras pessoas iriam ocupar o seu lugar.
E se perguntava afinal, quantas pessoas parariam para ver, sentir a tristeza daquele lugar. Quantas pessoas ouviriam aquela música.
"Embalando o dia-a-dia
a doce música,
a doce valsa da vida
Que não dizia,
não queria.
Só se fazia sentida
a doce valsa da vida."
domingo, 7 de setembro de 2008
Imprevisível
A imprevisibilidade das coisas assusta. Sabemos que o dois vem depois do um mas nunca dá pra saber como o dois vai virar dois. Nunca, nós, seres humanos mortais, sabemos ao certo como tudo vai acontecer e se planejamos, os planos saem do nosso controle e se deturpam de tal forma que deixam de ser aqueles planos. São mutáveis, como os nossos sentimentos, pensamentos, como o que somos então.
Dia após dia não é difícil se tocar da lei da vida: Não há leis sobre o futuro, mesmo se colhendo o que se planta sempre, não dá para prever a maioria das coisas. Fogem do alcance das mãos e da imaginação e no fim paramos em um só pensamento: A vida é engraçada!
Mas ser verbo sem sujeito não dá. As ações acontecem e já que não podemos prevê-las, devemos fazê-las acontecer. Sem essa de ficar esperando a hora certa delas chegarem, sentados na frente da tv, ou do computador e só pensando. Pensamento sem ação é só pensamento, sem muita utilidade prática - funciona como fé sem obras, doce sem açúcar, essas coisas.
Premeditar as coisas nunca dá certo. Ninguém, por maior que seja o seu sexto sentido é capaz de ser vidente da própria vida. E conforme o tempo passa, isso se torna mais visível, cada vez mais.
Mas claro, imprevisíveis as voltas, como o dois chega depois do um e não se depois do um vem o dois. Digo isso porque é óbvio que se não dou valor a água, por exemplo, sentirei falta dela depois. Além do mais colho tomates quando planto tomates, ou seja: Colho o que planto, quando sei o que tô plantando. E na maioria das vezes não temos consciência do que plantamos em um determinado momento do passado, e isso é que torna as nossas colheitas e a nossa vida tão imprevisível.
"Se puder plantar pense antes
A colheita é logo depois.
e antes de colher fique alerta
Vais colher agora, o que antes foi."
Dia após dia não é difícil se tocar da lei da vida: Não há leis sobre o futuro, mesmo se colhendo o que se planta sempre, não dá para prever a maioria das coisas. Fogem do alcance das mãos e da imaginação e no fim paramos em um só pensamento: A vida é engraçada!
Mas ser verbo sem sujeito não dá. As ações acontecem e já que não podemos prevê-las, devemos fazê-las acontecer. Sem essa de ficar esperando a hora certa delas chegarem, sentados na frente da tv, ou do computador e só pensando. Pensamento sem ação é só pensamento, sem muita utilidade prática - funciona como fé sem obras, doce sem açúcar, essas coisas.
Premeditar as coisas nunca dá certo. Ninguém, por maior que seja o seu sexto sentido é capaz de ser vidente da própria vida. E conforme o tempo passa, isso se torna mais visível, cada vez mais.
Mas claro, imprevisíveis as voltas, como o dois chega depois do um e não se depois do um vem o dois. Digo isso porque é óbvio que se não dou valor a água, por exemplo, sentirei falta dela depois. Além do mais colho tomates quando planto tomates, ou seja: Colho o que planto, quando sei o que tô plantando. E na maioria das vezes não temos consciência do que plantamos em um determinado momento do passado, e isso é que torna as nossas colheitas e a nossa vida tão imprevisível.
"Se puder plantar pense antes
A colheita é logo depois.
e antes de colher fique alerta
Vais colher agora, o que antes foi."
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
"É estranho o som que faz
quando soa normal
sai de tudo a minha volta
menos de mim,
Um quê de não sei o quê
Parece querer chegar
suspiro então.
Vou para os sonhos,
estrelas mil, constelações
e eu só. nada mais
Frente e verso de um papel
refletindo muito mais de mim
do que eu possa saber
sobre lágrimas, sorriso
e muitas vezes saudade.
Saudade de tudo que passa
como um raio
Saudade de tudo que vai
como um cometa."
As obrigações muitas vezes fazem a gente esquecer do obrigado por coisas simples.
quando soa normal
sai de tudo a minha volta
menos de mim,
Um quê de não sei o quê
Parece querer chegar
suspiro então.
Vou para os sonhos,
estrelas mil, constelações
e eu só. nada mais
Frente e verso de um papel
refletindo muito mais de mim
do que eu possa saber
sobre lágrimas, sorriso
e muitas vezes saudade.
Saudade de tudo que passa
como um raio
Saudade de tudo que vai
como um cometa."
As obrigações muitas vezes fazem a gente esquecer do obrigado por coisas simples.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Regras.
Até podia ser bem diferente. Eu até tentei, e que isso soe mais como um desabafo do que como um arrependimento ou coisa assim. As coisas, todas elas podiam funcionar de outra forma que não essa, mas não funcionam não. Não comigo, que já tentei seguir regras e não consegui e então inventei as minhas próprias regras pra seguir. Não consegui, é claro que não! Até comigo mesmo eu consigo ser extremamente tolerante.
Por várias vezes já me chateei comigo mesmo por causa disso, por não conseguir seguir o que eu mesma planejo e tudo mais. No entanto vi que isso não é tão ruim assim, o lances de não consegui seguir regras. Quer dizer, todo mundo te diz o que fazer a toda hora, todo momento e em todos os lugares. Sejam placas, pessoas ou estradas, sempre tentam colocar rédias e limitar o seu caminho.
Isso não dá pra mim mesmo, foi isso que percebi e no começo, até contra isso eu lutei. Só que vi que prefiro assim do que não ser o que eu quero ser, do que não poder viver livremente e ter que ficar mediada as regras.
As regras, que consomem até o fim os últimos suspiros de liberdade.
"Sem liberdade não se tem amor
não se tem sonhos
não se tem vida.
Sem liberdade, ninguém pode respirar."
Por várias vezes já me chateei comigo mesmo por causa disso, por não conseguir seguir o que eu mesma planejo e tudo mais. No entanto vi que isso não é tão ruim assim, o lances de não consegui seguir regras. Quer dizer, todo mundo te diz o que fazer a toda hora, todo momento e em todos os lugares. Sejam placas, pessoas ou estradas, sempre tentam colocar rédias e limitar o seu caminho.
Isso não dá pra mim mesmo, foi isso que percebi e no começo, até contra isso eu lutei. Só que vi que prefiro assim do que não ser o que eu quero ser, do que não poder viver livremente e ter que ficar mediada as regras.
As regras, que consomem até o fim os últimos suspiros de liberdade.
"Sem liberdade não se tem amor
não se tem sonhos
não se tem vida.
Sem liberdade, ninguém pode respirar."
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Estavam lá parados, estáticos como estátuas petrificadas. Olhavam o chão, e calados não sabiam ao certo o que fazer. Mas queriam fazer e isso, fazia diferença.
Juntos, porque decidiram. E decidiram juntos ficar unidos pro que desse e viesse, era estranho se deparar com obstáculos pela frente que enfraqueciam às vezes. Se sentiam tão fortes mas haviam cacos de vidros no chão. Dores eram necessárias, fundamentais.
Se perguntavam, cada qual do seu lado, o quê fazer. Passar por aquilo era nada se comparado ao que tinham pela frente. Caminho árduo. Escolha própria, escolha dupla e até mesmo, coletiva. De todos os seres humanos.
Havia sangue, lágrimas, haviam dúvidas, escolhas, gritos. O que quisesse havia ali, explosão de sentimentos e as vezes, falta de direção momentânea. O mundo sempre puxa pro lado contrário quando querem mudá-lo.
E palavras, palavras, palavras. Que seja. Ou não. Eram palavras desesperadas, as vezes, que queriam exprimir uma só frase, simples: eu te amo. E nossa! como é difícil dizer isso quando os pés estão em cacos de vidros e as mãos, apoiadas sobre a pedra que corta também, fraca de tanto se cortar. A primeira reação é sempre o grito, o desespero, a raiva, agonia, qualquer sentimento, menos o amor.
As vezes não era diferente com eles. Mas ia além. Porque o que sentiam superava qualquer coisa, qualquer sentimento, qualquer obstáculo. Era amor, isso bastava. Isso dizia tudo.
Tinham aprendido a ser forte, a enfrentar os próprios medos, a desafiar a si próprio, a lutar. Tudo isso porque sonhavam, sonhavam grande, sonhavam mais alto do que o mais alto dos prédios. Esses, movidos por simples papel, eles queriam derrubar.
E lembraram de tudo isso ali, acordaram do impasse, olharam dentro de si mesmos e viram, refletidos, cada um dentro do outro. Sorriram. Deram as mãos, cortadas, mas juntas. Pegaram a pedra que se empunha como obstáculo e jogaram ao mar. Ele se encarregaria de levá-la pra bem longe.
Continuaram a caminhar, chorando, sorrindo, sentido tudo e principalmente: amando, de mãos dadas. Sabiam que em breve isso ia mudar. Não seriam só mãos dadas, seriam um só.
"Face a face a dor,
amor
Venturas, desventuras
o que der na telha
Vontade de ser,
sentir
foi lá e fez,
tirou a pedra
abraço e chorou
e seguiu de mão dadas
com o eterno aprendiz."
Juntos, porque decidiram. E decidiram juntos ficar unidos pro que desse e viesse, era estranho se deparar com obstáculos pela frente que enfraqueciam às vezes. Se sentiam tão fortes mas haviam cacos de vidros no chão. Dores eram necessárias, fundamentais.
Se perguntavam, cada qual do seu lado, o quê fazer. Passar por aquilo era nada se comparado ao que tinham pela frente. Caminho árduo. Escolha própria, escolha dupla e até mesmo, coletiva. De todos os seres humanos.
Havia sangue, lágrimas, haviam dúvidas, escolhas, gritos. O que quisesse havia ali, explosão de sentimentos e as vezes, falta de direção momentânea. O mundo sempre puxa pro lado contrário quando querem mudá-lo.
E palavras, palavras, palavras. Que seja. Ou não. Eram palavras desesperadas, as vezes, que queriam exprimir uma só frase, simples: eu te amo. E nossa! como é difícil dizer isso quando os pés estão em cacos de vidros e as mãos, apoiadas sobre a pedra que corta também, fraca de tanto se cortar. A primeira reação é sempre o grito, o desespero, a raiva, agonia, qualquer sentimento, menos o amor.
As vezes não era diferente com eles. Mas ia além. Porque o que sentiam superava qualquer coisa, qualquer sentimento, qualquer obstáculo. Era amor, isso bastava. Isso dizia tudo.
Tinham aprendido a ser forte, a enfrentar os próprios medos, a desafiar a si próprio, a lutar. Tudo isso porque sonhavam, sonhavam grande, sonhavam mais alto do que o mais alto dos prédios. Esses, movidos por simples papel, eles queriam derrubar.
E lembraram de tudo isso ali, acordaram do impasse, olharam dentro de si mesmos e viram, refletidos, cada um dentro do outro. Sorriram. Deram as mãos, cortadas, mas juntas. Pegaram a pedra que se empunha como obstáculo e jogaram ao mar. Ele se encarregaria de levá-la pra bem longe.
Continuaram a caminhar, chorando, sorrindo, sentido tudo e principalmente: amando, de mãos dadas. Sabiam que em breve isso ia mudar. Não seriam só mãos dadas, seriam um só.
"Face a face a dor,
amor
Venturas, desventuras
o que der na telha
Vontade de ser,
sentir
foi lá e fez,
tirou a pedra
abraço e chorou
e seguiu de mão dadas
com o eterno aprendiz."
sábado, 23 de agosto de 2008
Coração.
Eu poderia ficar horas e horas falando sobre o que se passa aqui dentro. Mas são tantas coisas, é tanto sangue que corre nas veias seguindo ciclos e ciclos que nunca dá para saber por onde começar. Mistura-se ao sangue, o pulsar do coração que bate, por tudo que se passa aqui dentro. São palavras, idéias, certezas, mentiras e no fim, nem se sabe ao certo onde tudo teve um início - se é que se teve um início.
Sendo assim ou não, o fato é que não posso desabafar o que desaba e me sustenta, porque não entendo. E se falasse, falasse, falasse tudo perderia o sentido de não ter sentido e ser sentido e seria só dito, sem solidificação no que se sente.
Razão, emoção. Hoje joguei tudo pro alto, só sei disso. O que me importa mesmo é viver. É a vida em si. Despretensiosa, sem metas, só vontades. Vontade de vida mesmo.
E nem sei se entendo tudo o que escrevo, aqui e agora. Não posso saber, é o coração que pulsa, o ar, o sangue e tudo o que eu penso que me guia a dizer o que eu sinto, mas são tantas coisas! tão grandes, tão pequenas, tão intocáveis às vezes, impalpáveis. Sonhos como nuvens em dia nublado, muitos, espessos, longe de serem solidificados enquanto nuvem. Mas viram chuva, não posso esquecer.
E chovendo ou não, eu tô aqui. E sentindo, sentindo tudo a volta. Respirando o que sinto e lutando. Lutando pra um dia, entendendo ou não o que se passa aqui dentro de mim e até mesmo fora, formando o Todo substancial, eu possa ver a chuva cair e sentir que o coração que bombeia meu sangue, com suas batidas me fez poder ver a nuvem idealizada virar chuva.
Assim, vou sorrir. Lembrando sempre que só vale a pena sonhar se a alma for grande.
E se o coração bater.
"Palavras ditas demasiadamente
Perdem o sentido,
ganham o vazio.
É preferível o silêncio
a se perder."
Sendo assim ou não, o fato é que não posso desabafar o que desaba e me sustenta, porque não entendo. E se falasse, falasse, falasse tudo perderia o sentido de não ter sentido e ser sentido e seria só dito, sem solidificação no que se sente.
Razão, emoção. Hoje joguei tudo pro alto, só sei disso. O que me importa mesmo é viver. É a vida em si. Despretensiosa, sem metas, só vontades. Vontade de vida mesmo.
E nem sei se entendo tudo o que escrevo, aqui e agora. Não posso saber, é o coração que pulsa, o ar, o sangue e tudo o que eu penso que me guia a dizer o que eu sinto, mas são tantas coisas! tão grandes, tão pequenas, tão intocáveis às vezes, impalpáveis. Sonhos como nuvens em dia nublado, muitos, espessos, longe de serem solidificados enquanto nuvem. Mas viram chuva, não posso esquecer.
E chovendo ou não, eu tô aqui. E sentindo, sentindo tudo a volta. Respirando o que sinto e lutando. Lutando pra um dia, entendendo ou não o que se passa aqui dentro de mim e até mesmo fora, formando o Todo substancial, eu possa ver a chuva cair e sentir que o coração que bombeia meu sangue, com suas batidas me fez poder ver a nuvem idealizada virar chuva.
Assim, vou sorrir. Lembrando sempre que só vale a pena sonhar se a alma for grande.
E se o coração bater.
"Palavras ditas demasiadamente
Perdem o sentido,
ganham o vazio.
É preferível o silêncio
a se perder."
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Dança.
É sempre uma dança. Todo mundo segue assim, dançando, ou por estar feliz ou por estar triste, pouco importa. Seguem no mesmo ritmo ou não, apenas dançam e giram, como se o mundo estivesse parado. Mas espera! ele tá girando também.
Causas e consequências formam uma partitura que vai contando aos poucos, a história da humanidade e a melodia, harmonia, ritmo e compasso ficam por nossa conta. Se damos conta? talvez; Não se pode julgar o de fora sem conhecer o de dentro. E ninguém é cem por cento em matéria de auto-conhecimento.
Os passos, as escalas, as claves. Música e ritmo embalando a humanidade que as vezes canta mas também as vezes grita. De raiva, ódio, amor, tristeza, alegria ou emoção. Gritam, como loucos, são conscientes de sua loucura de gritar, de existir. Nenhum pouco conscientes da própria vida.
São tudo, personagens vazios, estereotipados, típicos que aceitam tudo, inclusive a diminuta classificação de classe social, trabalhadores, patrões. Aceitam tudo calados, faz parte da música devem pensar.
E seguem marchando, valsando em uma dança que provavelmente seria considerada excêntrica se pudesse ser vista de fora, mas não pode. Todos nós a dançamos, homens, Deus, o diabo, os anjos, os demônios, et.s e qualquer outra coisa que tenha vida, de verdade ou de nossa mera imaginação.
Vamos então, vamos depressa! Valsando sem pensar, não é isso? Valsamos, não pensamos, dançamos apenas. E assim vai indo o ritmo, os passos, a melodia tudo isso em grande quantidade, faltando apenas um pouco de poesia, um pouco de colorido, um pouco de música respirável.
Quando o espetáculo acabar, não se sabe ao certo se sobrarão personagens. O único perigo aqui minha gente, é continuarmos nessa dança e acabarmos dançando, no sentido conotativo da coisa.
"Quem sabe do fim?
Quem se atreve a justificá-lo pelos meios?"
Causas e consequências formam uma partitura que vai contando aos poucos, a história da humanidade e a melodia, harmonia, ritmo e compasso ficam por nossa conta. Se damos conta? talvez; Não se pode julgar o de fora sem conhecer o de dentro. E ninguém é cem por cento em matéria de auto-conhecimento.
Os passos, as escalas, as claves. Música e ritmo embalando a humanidade que as vezes canta mas também as vezes grita. De raiva, ódio, amor, tristeza, alegria ou emoção. Gritam, como loucos, são conscientes de sua loucura de gritar, de existir. Nenhum pouco conscientes da própria vida.
São tudo, personagens vazios, estereotipados, típicos que aceitam tudo, inclusive a diminuta classificação de classe social, trabalhadores, patrões. Aceitam tudo calados, faz parte da música devem pensar.
E seguem marchando, valsando em uma dança que provavelmente seria considerada excêntrica se pudesse ser vista de fora, mas não pode. Todos nós a dançamos, homens, Deus, o diabo, os anjos, os demônios, et.s e qualquer outra coisa que tenha vida, de verdade ou de nossa mera imaginação.
Vamos então, vamos depressa! Valsando sem pensar, não é isso? Valsamos, não pensamos, dançamos apenas. E assim vai indo o ritmo, os passos, a melodia tudo isso em grande quantidade, faltando apenas um pouco de poesia, um pouco de colorido, um pouco de música respirável.
Quando o espetáculo acabar, não se sabe ao certo se sobrarão personagens. O único perigo aqui minha gente, é continuarmos nessa dança e acabarmos dançando, no sentido conotativo da coisa.
"Quem sabe do fim?
Quem se atreve a justificá-lo pelos meios?"
sábado, 16 de agosto de 2008
Avião.
Já se passaram sete meses, alguns dias e algumas horas desde o último beijo no aeroporto. O último abraço as pressas, o último eu te amo de perto e o último olhar quando, indo embora com a mala eu vi você entrar por aquela porta e nunca mais até então.
Lembro perfeitamente do caminho de volta até a minha casa e o quanto aquilo foi angustiante. Como eu segurei minhas lágrimas que mesmo assim, insistiam teimosamente em cair. Engolia. Engolia com força e mágoa por tudo que tivemos que passar.
Aquela noite inteira não foi diferente. Dormindo na casa de familiares estranhos, na mesma cama que no dia anterior a gente tinha dividido e sentindo um frio cortante, eu nunca me senti tão só. Passei a noite em claro, olhando pela janela e observando como a cidade é feia, mecânica e triste quando não se tem com quem dividir os sonhos. Não pude ouvir tua voz dizendo que tinha chegado bem e também, não esperava ouvir. Por mais cortante que aquilo tudo era pra mim, eu tinha que ser forte, ia passar.
Ia passar assim como todos aqueles outros tantos momentos. A chuva no parque, a noite de estrelas na praia, o cachorro e o bolinho de limão e as noites frias, que foram quentes e que eu nunca vou me esquecer.
Se eu sempre acreditei em conto de fadas? Claro. É padrão isso, é de se esperar. Mas tudo o que eu vivi, surpreendeu todos os contos de fada que sempre terminam pateticamente com um final feliz. Descobri que eu não preciso de um final feliz (o que é um final feliz?) e sim de uma história intensa. E isso eu tive, sem espaço pra dúvidas.
E dividi tudo o que eu sou assim. Me parti ao meio, por opção. O engraçado é que ao partir, não diminuí, eu me tornei maior, mais viva, mais humana até. Pude sonhar mais e os sonhos mais lindos possíveis, que não se limitam a histórinhas de amor e vão além de se mudar o mundo. Pude ser metade de um inteiro que eu nunca seria sozinha.
E ver a metade naquela noite tão fria, entrando por aquela porta com mala e tudo sem poder fazer nada, fez eu me sentir tão só. Mas vou esperar agora, quando o relógio der as doze badaladas ninguém me segura. Vou sair correndo, e em vez de abóboras e carroças encantadas, vou pegar o primeiro avião pra te encontrar. E não volto nunca mais.
"E o nosso amor se fez assim,
sem culpa de ser diferente
sem medo de não agradar.
Se fez forte nos piores momentos
E intenso quando menos se espera."
Lembro perfeitamente do caminho de volta até a minha casa e o quanto aquilo foi angustiante. Como eu segurei minhas lágrimas que mesmo assim, insistiam teimosamente em cair. Engolia. Engolia com força e mágoa por tudo que tivemos que passar.
Aquela noite inteira não foi diferente. Dormindo na casa de familiares estranhos, na mesma cama que no dia anterior a gente tinha dividido e sentindo um frio cortante, eu nunca me senti tão só. Passei a noite em claro, olhando pela janela e observando como a cidade é feia, mecânica e triste quando não se tem com quem dividir os sonhos. Não pude ouvir tua voz dizendo que tinha chegado bem e também, não esperava ouvir. Por mais cortante que aquilo tudo era pra mim, eu tinha que ser forte, ia passar.
Ia passar assim como todos aqueles outros tantos momentos. A chuva no parque, a noite de estrelas na praia, o cachorro e o bolinho de limão e as noites frias, que foram quentes e que eu nunca vou me esquecer.
Se eu sempre acreditei em conto de fadas? Claro. É padrão isso, é de se esperar. Mas tudo o que eu vivi, surpreendeu todos os contos de fada que sempre terminam pateticamente com um final feliz. Descobri que eu não preciso de um final feliz (o que é um final feliz?) e sim de uma história intensa. E isso eu tive, sem espaço pra dúvidas.
E dividi tudo o que eu sou assim. Me parti ao meio, por opção. O engraçado é que ao partir, não diminuí, eu me tornei maior, mais viva, mais humana até. Pude sonhar mais e os sonhos mais lindos possíveis, que não se limitam a histórinhas de amor e vão além de se mudar o mundo. Pude ser metade de um inteiro que eu nunca seria sozinha.
E ver a metade naquela noite tão fria, entrando por aquela porta com mala e tudo sem poder fazer nada, fez eu me sentir tão só. Mas vou esperar agora, quando o relógio der as doze badaladas ninguém me segura. Vou sair correndo, e em vez de abóboras e carroças encantadas, vou pegar o primeiro avião pra te encontrar. E não volto nunca mais.
"E o nosso amor se fez assim,
sem culpa de ser diferente
sem medo de não agradar.
Se fez forte nos piores momentos
E intenso quando menos se espera."
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Tempo.
Estranho querer que ele corra agora, depois de passar dias e dias querendo que ele parasse. Na verdade é complicado, paradoxal, estranho e infinitamente contraditório pensar sobre ele.
Há um tempo queria que ele parasse. E eu o fiz parar. É bem mágico fazer o tempo parar assim, e bem simples: o segredo está na intensidade das coisas, momentos e sentimentos e claro, em fechar os olhos.
Logo depois - e me vejo assim agora- quis que ele não parasse também, mas de correr. Desejei a velocidade máxima para ele, que ultrapassasse até mesmo - quem sabe- a velocidade da luz. Isso tudo, só para reviver os segundos em que os ponteiros do relógio não se moveram. E o complicado nisso tudo é que não dá pra correr tão depressa agora, as coisas tem direito de acontecerem ao natural. Liberdade. Controlada pelo tempo, mas liberdade.
Às vezes ainda tento fechar os olhos e enxergar em flashes tudo o que passou e p a u s a d a m e n t e, e até consigo quando sonho. Mas acordo, todo dia e vejo que já se passaram algumas horas. O tempo não parou como eu esperei.
E vou levando a vida então, tentando caminhar lado a lado com o tempo, é o jeito. Ele não deixa de passar nunca e vai me levando muitas coisas. Mas tudo bem, enquanto leva, ele também me trás outras novas. E vai indo, vem vindo, voltando, surgindo e tudo de uma vez algumas vezes, dinamicamente, sempre. Estranhamente rápido e devagar ao mesmo tempo. Rápido, porque quando vejo já se foram mais alguns tic-tacs e devagar, porque queria que ele corresse agora, e justamente agora ele insiste em não correr.
Sei que enquanto espero e torço pra ele correr, ele não pára e vai andando à seu ritmo mesmo. Então vou esperar, mas caminhando, e só vou esperar, sonhando dia após dia para que ele passe depressa agora, e pare quando for a hora. Nem que pra isso eu tenha que esconder todos os relógios.
"Sim ou não, tanto faz agora
Já sabemos demais do que não deveríamos
Já sonhamos demais o inimaginável.
Então meu amor, só nos resta voar,
nos jogar, sem medo, sem temer
vem depressa, se apressa que a Lua nos espera
e o tempo não pára de correr."
Há um tempo queria que ele parasse. E eu o fiz parar. É bem mágico fazer o tempo parar assim, e bem simples: o segredo está na intensidade das coisas, momentos e sentimentos e claro, em fechar os olhos.
Logo depois - e me vejo assim agora- quis que ele não parasse também, mas de correr. Desejei a velocidade máxima para ele, que ultrapassasse até mesmo - quem sabe- a velocidade da luz. Isso tudo, só para reviver os segundos em que os ponteiros do relógio não se moveram. E o complicado nisso tudo é que não dá pra correr tão depressa agora, as coisas tem direito de acontecerem ao natural. Liberdade. Controlada pelo tempo, mas liberdade.
Às vezes ainda tento fechar os olhos e enxergar em flashes tudo o que passou e p a u s a d a m e n t e, e até consigo quando sonho. Mas acordo, todo dia e vejo que já se passaram algumas horas. O tempo não parou como eu esperei.
E vou levando a vida então, tentando caminhar lado a lado com o tempo, é o jeito. Ele não deixa de passar nunca e vai me levando muitas coisas. Mas tudo bem, enquanto leva, ele também me trás outras novas. E vai indo, vem vindo, voltando, surgindo e tudo de uma vez algumas vezes, dinamicamente, sempre. Estranhamente rápido e devagar ao mesmo tempo. Rápido, porque quando vejo já se foram mais alguns tic-tacs e devagar, porque queria que ele corresse agora, e justamente agora ele insiste em não correr.
Sei que enquanto espero e torço pra ele correr, ele não pára e vai andando à seu ritmo mesmo. Então vou esperar, mas caminhando, e só vou esperar, sonhando dia após dia para que ele passe depressa agora, e pare quando for a hora. Nem que pra isso eu tenha que esconder todos os relógios.
"Sim ou não, tanto faz agora
Já sabemos demais do que não deveríamos
Já sonhamos demais o inimaginável.
Então meu amor, só nos resta voar,
nos jogar, sem medo, sem temer
vem depressa, se apressa que a Lua nos espera
e o tempo não pára de correr."
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Saudade.
Difícil escrever sobre o que só se sente ainda mais, sendo saudade.
Saudade, que não tem tradução em nenhum outro idioma a não ser o nosso (sinto sua falta, chega perto, mas não é saudade.) parece não ter tradução em nenhuma palavra também. É substantivo sem sinônimos. Aliás, como substantivo é fácil defini-lo com um "sentir falta de algo ou alguém que se encontra longe, do que já passou" mas como sentimento não. É impossível, ou quase, principalmente quando sentido intensamente.
Saudade que dói no peito, que rasga a alma e faz o corpo doer, muitas vezes ou todo tempo, tanto faz. É tão forte quando sentido, que o sentimento saudade não deixa espaço pra se saber ao certo quando se sente nem se é sentido conscientemente.
Consciência, difícil controlá-la quando tudo já se subverteu aos sentimentos a tempos. Tempos que deixaram marcas aliás e essas marcas, trouxeram saudade e ela, se fixou dentro de tudo o que se possa ser e não quis mais sair. É até confundida com outros sentimentos fortes também, mas não deixa de ser saudade.
Saída mesmo é só reviver tudo de novo. Todos aqueles momentos que se foram, que passaram e ficaram na memória em um tempo e um espaço que nem existem mais. Mas como reviver se nenhum dia é igual ao outro?
Reencontrar, relembrar, memórias, lembranças. Vai ser tudo bom novamente quando ela passar, a saudade.
Talvez até melhor. Mas o que passou não se volta, é fato. E a saudade sempre vai ficar, pelo tempo que se passou enquanto você a sentia. A saudade.
"Me enrolaria em laços de fita,
papéis de seda, folhas de camursa
e me cobriria de pétalas de rosas
se soubesse que seria melhor assim.
Mas não vou me embrulhar,
não vou enrolar, vou direto ao ponto
que os dois pontos antecedem antes de lhe dizer:
Eu te Amo."
Saudade, que não tem tradução em nenhum outro idioma a não ser o nosso (sinto sua falta, chega perto, mas não é saudade.) parece não ter tradução em nenhuma palavra também. É substantivo sem sinônimos. Aliás, como substantivo é fácil defini-lo com um "sentir falta de algo ou alguém que se encontra longe, do que já passou" mas como sentimento não. É impossível, ou quase, principalmente quando sentido intensamente.
Saudade que dói no peito, que rasga a alma e faz o corpo doer, muitas vezes ou todo tempo, tanto faz. É tão forte quando sentido, que o sentimento saudade não deixa espaço pra se saber ao certo quando se sente nem se é sentido conscientemente.
Consciência, difícil controlá-la quando tudo já se subverteu aos sentimentos a tempos. Tempos que deixaram marcas aliás e essas marcas, trouxeram saudade e ela, se fixou dentro de tudo o que se possa ser e não quis mais sair. É até confundida com outros sentimentos fortes também, mas não deixa de ser saudade.
Saída mesmo é só reviver tudo de novo. Todos aqueles momentos que se foram, que passaram e ficaram na memória em um tempo e um espaço que nem existem mais. Mas como reviver se nenhum dia é igual ao outro?
Reencontrar, relembrar, memórias, lembranças. Vai ser tudo bom novamente quando ela passar, a saudade.
Talvez até melhor. Mas o que passou não se volta, é fato. E a saudade sempre vai ficar, pelo tempo que se passou enquanto você a sentia. A saudade.
"Me enrolaria em laços de fita,
papéis de seda, folhas de camursa
e me cobriria de pétalas de rosas
se soubesse que seria melhor assim.
Mas não vou me embrulhar,
não vou enrolar, vou direto ao ponto
que os dois pontos antecedem antes de lhe dizer:
Eu te Amo."
domingo, 27 de julho de 2008
segunda-feira, 26 de maio de 2008
tédio.
Não tédio tédio, só tédio.
Tédio não porque o dia tá entediante. Não, não sai de casa, verdade, mas li, e lendo eu sempre viajo!
Mas o tédio persiste, insiste em meio a tantas coisas pra fazer.É que quando se pensa em fazer, já se fez o tédio.
Quando se faz, ele vai embora, às vezes. Mas ainda assim, tédio.
Não vou mais reclamar. Do tédio. O resto não anda um tédio, tirando o tédio.
Tá legal, tô aprendendo a transformar ócio em criação. Esse ócio que as vezes se torna um tédio.
Esse tédio que me mata.
De tanto tédio.
Tédio não porque o dia tá entediante. Não, não sai de casa, verdade, mas li, e lendo eu sempre viajo!
Mas o tédio persiste, insiste em meio a tantas coisas pra fazer.É que quando se pensa em fazer, já se fez o tédio.
Quando se faz, ele vai embora, às vezes. Mas ainda assim, tédio.
Não vou mais reclamar. Do tédio. O resto não anda um tédio, tirando o tédio.
Tá legal, tô aprendendo a transformar ócio em criação. Esse ócio que as vezes se torna um tédio.
Esse tédio que me mata.
De tanto tédio.
domingo, 25 de maio de 2008
Pois é.
É, outro dia já.
Engraçado que os dias passam e são iguais, em termos. Digo isso porque a Lua é a mesma, o Sol é o mesmo e a Terra gira da mesma forma, desde o princípio... Até mesmo quando acreditavam que quem rodava era o Sol, ela já rodava, do mesmo jeito. Mas esse 'igual' acaba sendo diferente, por que, enquanto seres humanos podemos ver as coisas por milhões de pontos de vista, ângulos e tudo mais. Somos uma infinidade de descobertas, só girar diferentes. Isso me faz lembrar algo que acredito e que um filósofo brisadão dos tempos antes da vovó disse: - Sei que nada sei. É né, acho que sabendo disso, a gente pode tudo, porque sempre se propõem a aprender. E aí, aprende e desaprende milhões de vezes. Legal!
Voltando aos pontos de vistas, a gente escolhe sempre o nosso ponto de vista, sendo nosso mesmo tá tudo ok. Só que nisso tudo, a gente pode escolher não ver também não é mesmo?!
Tarefas de ontem me esperam ainda, caí no sono, a vontade não veio mesmo =/ E agora ela tá aqui, me esperando relaxar e escrever tudo isso. Acho que vou me apressar, antes que ela se canse e vá embora novamente.
Engraçado que os dias passam e são iguais, em termos. Digo isso porque a Lua é a mesma, o Sol é o mesmo e a Terra gira da mesma forma, desde o princípio... Até mesmo quando acreditavam que quem rodava era o Sol, ela já rodava, do mesmo jeito. Mas esse 'igual' acaba sendo diferente, por que, enquanto seres humanos podemos ver as coisas por milhões de pontos de vista, ângulos e tudo mais. Somos uma infinidade de descobertas, só girar diferentes. Isso me faz lembrar algo que acredito e que um filósofo brisadão dos tempos antes da vovó disse: - Sei que nada sei. É né, acho que sabendo disso, a gente pode tudo, porque sempre se propõem a aprender. E aí, aprende e desaprende milhões de vezes. Legal!
Voltando aos pontos de vistas, a gente escolhe sempre o nosso ponto de vista, sendo nosso mesmo tá tudo ok. Só que nisso tudo, a gente pode escolher não ver também não é mesmo?!
Tarefas de ontem me esperam ainda, caí no sono, a vontade não veio mesmo =/ E agora ela tá aqui, me esperando relaxar e escrever tudo isso. Acho que vou me apressar, antes que ela se canse e vá embora novamente.
sábado, 24 de maio de 2008
sem títulos, por favor
Ai ai,
Feriadão prolongado e muitas coisas pra fazer. Nada de divertido, confesso, mas coisas.
Quinta show da banda do Pedro, legal, até mesmo com bebidas... Me permitir isso depois de tempo
sem um gole de álcool na garganta. Sexta ressaca. Hoje correria pro veterinário com cachorro não muito bem.
E tantas coisas na lista de espera de tarefas me esperam, enquanto eu tô só esperando uma coisinha chegar:
a vontade. Ah, ela sempre fica ausente quando eu preciso!
Mas, tá tudo certo, já já vou eu me enfiar em alguns livros e tentar me concentrar em coisas passadas, pois elas
realmente importam. (Por quê, é a pergunta.)
Enfim, tô só pensando no que vale realmente a pena. Se vale a pena se matar, torturar, sacrificar por coisas
fúteis (sim, eu tenho a resposta ha!.) Mas é, vai saber...
Não vou me estender, se não viajo, e sabe, as tarefas estão me esperando...
E eu, esperando a vontade.
Feriadão prolongado e muitas coisas pra fazer. Nada de divertido, confesso, mas coisas.
Quinta show da banda do Pedro, legal, até mesmo com bebidas... Me permitir isso depois de tempo
sem um gole de álcool na garganta. Sexta ressaca. Hoje correria pro veterinário com cachorro não muito bem.
E tantas coisas na lista de espera de tarefas me esperam, enquanto eu tô só esperando uma coisinha chegar:
a vontade. Ah, ela sempre fica ausente quando eu preciso!
Mas, tá tudo certo, já já vou eu me enfiar em alguns livros e tentar me concentrar em coisas passadas, pois elas
realmente importam. (Por quê, é a pergunta.)
Enfim, tô só pensando no que vale realmente a pena. Se vale a pena se matar, torturar, sacrificar por coisas
fúteis (sim, eu tenho a resposta ha!.) Mas é, vai saber...
Não vou me estender, se não viajo, e sabe, as tarefas estão me esperando...
E eu, esperando a vontade.
terça-feira, 11 de março de 2008
Brúú;
Milhões de palavras repetidas nos fazem criar o que queremos viver. Logo criamos tudo a nossa volta, com palavras, pois até mesmo o impalpável tem sua definição gramatical: impalpável.
Sendo assim, podemos tudo com elas, as palavras; podemos tudo definir, tudo distinguir, tudo estereotipar. É fato que tudo que é dito tem sua extrema importância e relevância em cada segundo contado pelo barulho e correr do relógio (tic-tac). Podemos dizer então que não existem apenas algumas palavras mágicas (aquelas que aprendemos desde sempre, como sinônimo de educação, obrigada.) e sim, que todas as palavras são então mágicas.
Palavras que são frutos da imaginação, pensamentos, idéias e muitas vezes do próprio ócio. Através delas materializamos o abstrato poder, em nossas mãos. (nossas bocas talvez.)
É fato que não podemos muitas vezes dizer o que quisermos; quem proíbe tem extrema consciência do poder de quem diz. Nasce então dentro de nós, toda e qualquer mudança, que só é mudança porque as palavras dizem assim.
No fim, essas palavras tão importantes, tão poderosas, tão repetidas, são só palavras;
Cabe a quem diz e escreve o modo de usá-las, interpretá-las e fazê-las mais do que meras palavras. Afinal, mágica, pra ser mágica depende de um bom feiticeiro...
[.]
Sendo assim, podemos tudo com elas, as palavras; podemos tudo definir, tudo distinguir, tudo estereotipar. É fato que tudo que é dito tem sua extrema importância e relevância em cada segundo contado pelo barulho e correr do relógio (tic-tac). Podemos dizer então que não existem apenas algumas palavras mágicas (aquelas que aprendemos desde sempre, como sinônimo de educação, obrigada.) e sim, que todas as palavras são então mágicas.
Palavras que são frutos da imaginação, pensamentos, idéias e muitas vezes do próprio ócio. Através delas materializamos o abstrato poder, em nossas mãos. (nossas bocas talvez.)
É fato que não podemos muitas vezes dizer o que quisermos; quem proíbe tem extrema consciência do poder de quem diz. Nasce então dentro de nós, toda e qualquer mudança, que só é mudança porque as palavras dizem assim.
No fim, essas palavras tão importantes, tão poderosas, tão repetidas, são só palavras;
Cabe a quem diz e escreve o modo de usá-las, interpretá-las e fazê-las mais do que meras palavras. Afinal, mágica, pra ser mágica depende de um bom feiticeiro...
[.]
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