"É estranho o som que faz
quando soa normal
sai de tudo a minha volta
menos de mim,
Um quê de não sei o quê
Parece querer chegar
suspiro então.
Vou para os sonhos,
estrelas mil, constelações
e eu só. nada mais
Frente e verso de um papel
refletindo muito mais de mim
do que eu possa saber
sobre lágrimas, sorriso
e muitas vezes saudade.
Saudade de tudo que passa
como um raio
Saudade de tudo que vai
como um cometa."
As obrigações muitas vezes fazem a gente esquecer do obrigado por coisas simples.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Regras.
Até podia ser bem diferente. Eu até tentei, e que isso soe mais como um desabafo do que como um arrependimento ou coisa assim. As coisas, todas elas podiam funcionar de outra forma que não essa, mas não funcionam não. Não comigo, que já tentei seguir regras e não consegui e então inventei as minhas próprias regras pra seguir. Não consegui, é claro que não! Até comigo mesmo eu consigo ser extremamente tolerante.
Por várias vezes já me chateei comigo mesmo por causa disso, por não conseguir seguir o que eu mesma planejo e tudo mais. No entanto vi que isso não é tão ruim assim, o lances de não consegui seguir regras. Quer dizer, todo mundo te diz o que fazer a toda hora, todo momento e em todos os lugares. Sejam placas, pessoas ou estradas, sempre tentam colocar rédias e limitar o seu caminho.
Isso não dá pra mim mesmo, foi isso que percebi e no começo, até contra isso eu lutei. Só que vi que prefiro assim do que não ser o que eu quero ser, do que não poder viver livremente e ter que ficar mediada as regras.
As regras, que consomem até o fim os últimos suspiros de liberdade.
"Sem liberdade não se tem amor
não se tem sonhos
não se tem vida.
Sem liberdade, ninguém pode respirar."
Por várias vezes já me chateei comigo mesmo por causa disso, por não conseguir seguir o que eu mesma planejo e tudo mais. No entanto vi que isso não é tão ruim assim, o lances de não consegui seguir regras. Quer dizer, todo mundo te diz o que fazer a toda hora, todo momento e em todos os lugares. Sejam placas, pessoas ou estradas, sempre tentam colocar rédias e limitar o seu caminho.
Isso não dá pra mim mesmo, foi isso que percebi e no começo, até contra isso eu lutei. Só que vi que prefiro assim do que não ser o que eu quero ser, do que não poder viver livremente e ter que ficar mediada as regras.
As regras, que consomem até o fim os últimos suspiros de liberdade.
"Sem liberdade não se tem amor
não se tem sonhos
não se tem vida.
Sem liberdade, ninguém pode respirar."
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Estavam lá parados, estáticos como estátuas petrificadas. Olhavam o chão, e calados não sabiam ao certo o que fazer. Mas queriam fazer e isso, fazia diferença.
Juntos, porque decidiram. E decidiram juntos ficar unidos pro que desse e viesse, era estranho se deparar com obstáculos pela frente que enfraqueciam às vezes. Se sentiam tão fortes mas haviam cacos de vidros no chão. Dores eram necessárias, fundamentais.
Se perguntavam, cada qual do seu lado, o quê fazer. Passar por aquilo era nada se comparado ao que tinham pela frente. Caminho árduo. Escolha própria, escolha dupla e até mesmo, coletiva. De todos os seres humanos.
Havia sangue, lágrimas, haviam dúvidas, escolhas, gritos. O que quisesse havia ali, explosão de sentimentos e as vezes, falta de direção momentânea. O mundo sempre puxa pro lado contrário quando querem mudá-lo.
E palavras, palavras, palavras. Que seja. Ou não. Eram palavras desesperadas, as vezes, que queriam exprimir uma só frase, simples: eu te amo. E nossa! como é difícil dizer isso quando os pés estão em cacos de vidros e as mãos, apoiadas sobre a pedra que corta também, fraca de tanto se cortar. A primeira reação é sempre o grito, o desespero, a raiva, agonia, qualquer sentimento, menos o amor.
As vezes não era diferente com eles. Mas ia além. Porque o que sentiam superava qualquer coisa, qualquer sentimento, qualquer obstáculo. Era amor, isso bastava. Isso dizia tudo.
Tinham aprendido a ser forte, a enfrentar os próprios medos, a desafiar a si próprio, a lutar. Tudo isso porque sonhavam, sonhavam grande, sonhavam mais alto do que o mais alto dos prédios. Esses, movidos por simples papel, eles queriam derrubar.
E lembraram de tudo isso ali, acordaram do impasse, olharam dentro de si mesmos e viram, refletidos, cada um dentro do outro. Sorriram. Deram as mãos, cortadas, mas juntas. Pegaram a pedra que se empunha como obstáculo e jogaram ao mar. Ele se encarregaria de levá-la pra bem longe.
Continuaram a caminhar, chorando, sorrindo, sentido tudo e principalmente: amando, de mãos dadas. Sabiam que em breve isso ia mudar. Não seriam só mãos dadas, seriam um só.
"Face a face a dor,
amor
Venturas, desventuras
o que der na telha
Vontade de ser,
sentir
foi lá e fez,
tirou a pedra
abraço e chorou
e seguiu de mão dadas
com o eterno aprendiz."
Juntos, porque decidiram. E decidiram juntos ficar unidos pro que desse e viesse, era estranho se deparar com obstáculos pela frente que enfraqueciam às vezes. Se sentiam tão fortes mas haviam cacos de vidros no chão. Dores eram necessárias, fundamentais.
Se perguntavam, cada qual do seu lado, o quê fazer. Passar por aquilo era nada se comparado ao que tinham pela frente. Caminho árduo. Escolha própria, escolha dupla e até mesmo, coletiva. De todos os seres humanos.
Havia sangue, lágrimas, haviam dúvidas, escolhas, gritos. O que quisesse havia ali, explosão de sentimentos e as vezes, falta de direção momentânea. O mundo sempre puxa pro lado contrário quando querem mudá-lo.
E palavras, palavras, palavras. Que seja. Ou não. Eram palavras desesperadas, as vezes, que queriam exprimir uma só frase, simples: eu te amo. E nossa! como é difícil dizer isso quando os pés estão em cacos de vidros e as mãos, apoiadas sobre a pedra que corta também, fraca de tanto se cortar. A primeira reação é sempre o grito, o desespero, a raiva, agonia, qualquer sentimento, menos o amor.
As vezes não era diferente com eles. Mas ia além. Porque o que sentiam superava qualquer coisa, qualquer sentimento, qualquer obstáculo. Era amor, isso bastava. Isso dizia tudo.
Tinham aprendido a ser forte, a enfrentar os próprios medos, a desafiar a si próprio, a lutar. Tudo isso porque sonhavam, sonhavam grande, sonhavam mais alto do que o mais alto dos prédios. Esses, movidos por simples papel, eles queriam derrubar.
E lembraram de tudo isso ali, acordaram do impasse, olharam dentro de si mesmos e viram, refletidos, cada um dentro do outro. Sorriram. Deram as mãos, cortadas, mas juntas. Pegaram a pedra que se empunha como obstáculo e jogaram ao mar. Ele se encarregaria de levá-la pra bem longe.
Continuaram a caminhar, chorando, sorrindo, sentido tudo e principalmente: amando, de mãos dadas. Sabiam que em breve isso ia mudar. Não seriam só mãos dadas, seriam um só.
"Face a face a dor,
amor
Venturas, desventuras
o que der na telha
Vontade de ser,
sentir
foi lá e fez,
tirou a pedra
abraço e chorou
e seguiu de mão dadas
com o eterno aprendiz."
sábado, 23 de agosto de 2008
Coração.
Eu poderia ficar horas e horas falando sobre o que se passa aqui dentro. Mas são tantas coisas, é tanto sangue que corre nas veias seguindo ciclos e ciclos que nunca dá para saber por onde começar. Mistura-se ao sangue, o pulsar do coração que bate, por tudo que se passa aqui dentro. São palavras, idéias, certezas, mentiras e no fim, nem se sabe ao certo onde tudo teve um início - se é que se teve um início.
Sendo assim ou não, o fato é que não posso desabafar o que desaba e me sustenta, porque não entendo. E se falasse, falasse, falasse tudo perderia o sentido de não ter sentido e ser sentido e seria só dito, sem solidificação no que se sente.
Razão, emoção. Hoje joguei tudo pro alto, só sei disso. O que me importa mesmo é viver. É a vida em si. Despretensiosa, sem metas, só vontades. Vontade de vida mesmo.
E nem sei se entendo tudo o que escrevo, aqui e agora. Não posso saber, é o coração que pulsa, o ar, o sangue e tudo o que eu penso que me guia a dizer o que eu sinto, mas são tantas coisas! tão grandes, tão pequenas, tão intocáveis às vezes, impalpáveis. Sonhos como nuvens em dia nublado, muitos, espessos, longe de serem solidificados enquanto nuvem. Mas viram chuva, não posso esquecer.
E chovendo ou não, eu tô aqui. E sentindo, sentindo tudo a volta. Respirando o que sinto e lutando. Lutando pra um dia, entendendo ou não o que se passa aqui dentro de mim e até mesmo fora, formando o Todo substancial, eu possa ver a chuva cair e sentir que o coração que bombeia meu sangue, com suas batidas me fez poder ver a nuvem idealizada virar chuva.
Assim, vou sorrir. Lembrando sempre que só vale a pena sonhar se a alma for grande.
E se o coração bater.
"Palavras ditas demasiadamente
Perdem o sentido,
ganham o vazio.
É preferível o silêncio
a se perder."
Sendo assim ou não, o fato é que não posso desabafar o que desaba e me sustenta, porque não entendo. E se falasse, falasse, falasse tudo perderia o sentido de não ter sentido e ser sentido e seria só dito, sem solidificação no que se sente.
Razão, emoção. Hoje joguei tudo pro alto, só sei disso. O que me importa mesmo é viver. É a vida em si. Despretensiosa, sem metas, só vontades. Vontade de vida mesmo.
E nem sei se entendo tudo o que escrevo, aqui e agora. Não posso saber, é o coração que pulsa, o ar, o sangue e tudo o que eu penso que me guia a dizer o que eu sinto, mas são tantas coisas! tão grandes, tão pequenas, tão intocáveis às vezes, impalpáveis. Sonhos como nuvens em dia nublado, muitos, espessos, longe de serem solidificados enquanto nuvem. Mas viram chuva, não posso esquecer.
E chovendo ou não, eu tô aqui. E sentindo, sentindo tudo a volta. Respirando o que sinto e lutando. Lutando pra um dia, entendendo ou não o que se passa aqui dentro de mim e até mesmo fora, formando o Todo substancial, eu possa ver a chuva cair e sentir que o coração que bombeia meu sangue, com suas batidas me fez poder ver a nuvem idealizada virar chuva.
Assim, vou sorrir. Lembrando sempre que só vale a pena sonhar se a alma for grande.
E se o coração bater.
"Palavras ditas demasiadamente
Perdem o sentido,
ganham o vazio.
É preferível o silêncio
a se perder."
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Dança.
É sempre uma dança. Todo mundo segue assim, dançando, ou por estar feliz ou por estar triste, pouco importa. Seguem no mesmo ritmo ou não, apenas dançam e giram, como se o mundo estivesse parado. Mas espera! ele tá girando também.
Causas e consequências formam uma partitura que vai contando aos poucos, a história da humanidade e a melodia, harmonia, ritmo e compasso ficam por nossa conta. Se damos conta? talvez; Não se pode julgar o de fora sem conhecer o de dentro. E ninguém é cem por cento em matéria de auto-conhecimento.
Os passos, as escalas, as claves. Música e ritmo embalando a humanidade que as vezes canta mas também as vezes grita. De raiva, ódio, amor, tristeza, alegria ou emoção. Gritam, como loucos, são conscientes de sua loucura de gritar, de existir. Nenhum pouco conscientes da própria vida.
São tudo, personagens vazios, estereotipados, típicos que aceitam tudo, inclusive a diminuta classificação de classe social, trabalhadores, patrões. Aceitam tudo calados, faz parte da música devem pensar.
E seguem marchando, valsando em uma dança que provavelmente seria considerada excêntrica se pudesse ser vista de fora, mas não pode. Todos nós a dançamos, homens, Deus, o diabo, os anjos, os demônios, et.s e qualquer outra coisa que tenha vida, de verdade ou de nossa mera imaginação.
Vamos então, vamos depressa! Valsando sem pensar, não é isso? Valsamos, não pensamos, dançamos apenas. E assim vai indo o ritmo, os passos, a melodia tudo isso em grande quantidade, faltando apenas um pouco de poesia, um pouco de colorido, um pouco de música respirável.
Quando o espetáculo acabar, não se sabe ao certo se sobrarão personagens. O único perigo aqui minha gente, é continuarmos nessa dança e acabarmos dançando, no sentido conotativo da coisa.
"Quem sabe do fim?
Quem se atreve a justificá-lo pelos meios?"
Causas e consequências formam uma partitura que vai contando aos poucos, a história da humanidade e a melodia, harmonia, ritmo e compasso ficam por nossa conta. Se damos conta? talvez; Não se pode julgar o de fora sem conhecer o de dentro. E ninguém é cem por cento em matéria de auto-conhecimento.
Os passos, as escalas, as claves. Música e ritmo embalando a humanidade que as vezes canta mas também as vezes grita. De raiva, ódio, amor, tristeza, alegria ou emoção. Gritam, como loucos, são conscientes de sua loucura de gritar, de existir. Nenhum pouco conscientes da própria vida.
São tudo, personagens vazios, estereotipados, típicos que aceitam tudo, inclusive a diminuta classificação de classe social, trabalhadores, patrões. Aceitam tudo calados, faz parte da música devem pensar.
E seguem marchando, valsando em uma dança que provavelmente seria considerada excêntrica se pudesse ser vista de fora, mas não pode. Todos nós a dançamos, homens, Deus, o diabo, os anjos, os demônios, et.s e qualquer outra coisa que tenha vida, de verdade ou de nossa mera imaginação.
Vamos então, vamos depressa! Valsando sem pensar, não é isso? Valsamos, não pensamos, dançamos apenas. E assim vai indo o ritmo, os passos, a melodia tudo isso em grande quantidade, faltando apenas um pouco de poesia, um pouco de colorido, um pouco de música respirável.
Quando o espetáculo acabar, não se sabe ao certo se sobrarão personagens. O único perigo aqui minha gente, é continuarmos nessa dança e acabarmos dançando, no sentido conotativo da coisa.
"Quem sabe do fim?
Quem se atreve a justificá-lo pelos meios?"
sábado, 16 de agosto de 2008
Avião.
Já se passaram sete meses, alguns dias e algumas horas desde o último beijo no aeroporto. O último abraço as pressas, o último eu te amo de perto e o último olhar quando, indo embora com a mala eu vi você entrar por aquela porta e nunca mais até então.
Lembro perfeitamente do caminho de volta até a minha casa e o quanto aquilo foi angustiante. Como eu segurei minhas lágrimas que mesmo assim, insistiam teimosamente em cair. Engolia. Engolia com força e mágoa por tudo que tivemos que passar.
Aquela noite inteira não foi diferente. Dormindo na casa de familiares estranhos, na mesma cama que no dia anterior a gente tinha dividido e sentindo um frio cortante, eu nunca me senti tão só. Passei a noite em claro, olhando pela janela e observando como a cidade é feia, mecânica e triste quando não se tem com quem dividir os sonhos. Não pude ouvir tua voz dizendo que tinha chegado bem e também, não esperava ouvir. Por mais cortante que aquilo tudo era pra mim, eu tinha que ser forte, ia passar.
Ia passar assim como todos aqueles outros tantos momentos. A chuva no parque, a noite de estrelas na praia, o cachorro e o bolinho de limão e as noites frias, que foram quentes e que eu nunca vou me esquecer.
Se eu sempre acreditei em conto de fadas? Claro. É padrão isso, é de se esperar. Mas tudo o que eu vivi, surpreendeu todos os contos de fada que sempre terminam pateticamente com um final feliz. Descobri que eu não preciso de um final feliz (o que é um final feliz?) e sim de uma história intensa. E isso eu tive, sem espaço pra dúvidas.
E dividi tudo o que eu sou assim. Me parti ao meio, por opção. O engraçado é que ao partir, não diminuí, eu me tornei maior, mais viva, mais humana até. Pude sonhar mais e os sonhos mais lindos possíveis, que não se limitam a histórinhas de amor e vão além de se mudar o mundo. Pude ser metade de um inteiro que eu nunca seria sozinha.
E ver a metade naquela noite tão fria, entrando por aquela porta com mala e tudo sem poder fazer nada, fez eu me sentir tão só. Mas vou esperar agora, quando o relógio der as doze badaladas ninguém me segura. Vou sair correndo, e em vez de abóboras e carroças encantadas, vou pegar o primeiro avião pra te encontrar. E não volto nunca mais.
"E o nosso amor se fez assim,
sem culpa de ser diferente
sem medo de não agradar.
Se fez forte nos piores momentos
E intenso quando menos se espera."
Lembro perfeitamente do caminho de volta até a minha casa e o quanto aquilo foi angustiante. Como eu segurei minhas lágrimas que mesmo assim, insistiam teimosamente em cair. Engolia. Engolia com força e mágoa por tudo que tivemos que passar.
Aquela noite inteira não foi diferente. Dormindo na casa de familiares estranhos, na mesma cama que no dia anterior a gente tinha dividido e sentindo um frio cortante, eu nunca me senti tão só. Passei a noite em claro, olhando pela janela e observando como a cidade é feia, mecânica e triste quando não se tem com quem dividir os sonhos. Não pude ouvir tua voz dizendo que tinha chegado bem e também, não esperava ouvir. Por mais cortante que aquilo tudo era pra mim, eu tinha que ser forte, ia passar.
Ia passar assim como todos aqueles outros tantos momentos. A chuva no parque, a noite de estrelas na praia, o cachorro e o bolinho de limão e as noites frias, que foram quentes e que eu nunca vou me esquecer.
Se eu sempre acreditei em conto de fadas? Claro. É padrão isso, é de se esperar. Mas tudo o que eu vivi, surpreendeu todos os contos de fada que sempre terminam pateticamente com um final feliz. Descobri que eu não preciso de um final feliz (o que é um final feliz?) e sim de uma história intensa. E isso eu tive, sem espaço pra dúvidas.
E dividi tudo o que eu sou assim. Me parti ao meio, por opção. O engraçado é que ao partir, não diminuí, eu me tornei maior, mais viva, mais humana até. Pude sonhar mais e os sonhos mais lindos possíveis, que não se limitam a histórinhas de amor e vão além de se mudar o mundo. Pude ser metade de um inteiro que eu nunca seria sozinha.
E ver a metade naquela noite tão fria, entrando por aquela porta com mala e tudo sem poder fazer nada, fez eu me sentir tão só. Mas vou esperar agora, quando o relógio der as doze badaladas ninguém me segura. Vou sair correndo, e em vez de abóboras e carroças encantadas, vou pegar o primeiro avião pra te encontrar. E não volto nunca mais.
"E o nosso amor se fez assim,
sem culpa de ser diferente
sem medo de não agradar.
Se fez forte nos piores momentos
E intenso quando menos se espera."
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Tempo.
Estranho querer que ele corra agora, depois de passar dias e dias querendo que ele parasse. Na verdade é complicado, paradoxal, estranho e infinitamente contraditório pensar sobre ele.
Há um tempo queria que ele parasse. E eu o fiz parar. É bem mágico fazer o tempo parar assim, e bem simples: o segredo está na intensidade das coisas, momentos e sentimentos e claro, em fechar os olhos.
Logo depois - e me vejo assim agora- quis que ele não parasse também, mas de correr. Desejei a velocidade máxima para ele, que ultrapassasse até mesmo - quem sabe- a velocidade da luz. Isso tudo, só para reviver os segundos em que os ponteiros do relógio não se moveram. E o complicado nisso tudo é que não dá pra correr tão depressa agora, as coisas tem direito de acontecerem ao natural. Liberdade. Controlada pelo tempo, mas liberdade.
Às vezes ainda tento fechar os olhos e enxergar em flashes tudo o que passou e p a u s a d a m e n t e, e até consigo quando sonho. Mas acordo, todo dia e vejo que já se passaram algumas horas. O tempo não parou como eu esperei.
E vou levando a vida então, tentando caminhar lado a lado com o tempo, é o jeito. Ele não deixa de passar nunca e vai me levando muitas coisas. Mas tudo bem, enquanto leva, ele também me trás outras novas. E vai indo, vem vindo, voltando, surgindo e tudo de uma vez algumas vezes, dinamicamente, sempre. Estranhamente rápido e devagar ao mesmo tempo. Rápido, porque quando vejo já se foram mais alguns tic-tacs e devagar, porque queria que ele corresse agora, e justamente agora ele insiste em não correr.
Sei que enquanto espero e torço pra ele correr, ele não pára e vai andando à seu ritmo mesmo. Então vou esperar, mas caminhando, e só vou esperar, sonhando dia após dia para que ele passe depressa agora, e pare quando for a hora. Nem que pra isso eu tenha que esconder todos os relógios.
"Sim ou não, tanto faz agora
Já sabemos demais do que não deveríamos
Já sonhamos demais o inimaginável.
Então meu amor, só nos resta voar,
nos jogar, sem medo, sem temer
vem depressa, se apressa que a Lua nos espera
e o tempo não pára de correr."
Há um tempo queria que ele parasse. E eu o fiz parar. É bem mágico fazer o tempo parar assim, e bem simples: o segredo está na intensidade das coisas, momentos e sentimentos e claro, em fechar os olhos.
Logo depois - e me vejo assim agora- quis que ele não parasse também, mas de correr. Desejei a velocidade máxima para ele, que ultrapassasse até mesmo - quem sabe- a velocidade da luz. Isso tudo, só para reviver os segundos em que os ponteiros do relógio não se moveram. E o complicado nisso tudo é que não dá pra correr tão depressa agora, as coisas tem direito de acontecerem ao natural. Liberdade. Controlada pelo tempo, mas liberdade.
Às vezes ainda tento fechar os olhos e enxergar em flashes tudo o que passou e p a u s a d a m e n t e, e até consigo quando sonho. Mas acordo, todo dia e vejo que já se passaram algumas horas. O tempo não parou como eu esperei.
E vou levando a vida então, tentando caminhar lado a lado com o tempo, é o jeito. Ele não deixa de passar nunca e vai me levando muitas coisas. Mas tudo bem, enquanto leva, ele também me trás outras novas. E vai indo, vem vindo, voltando, surgindo e tudo de uma vez algumas vezes, dinamicamente, sempre. Estranhamente rápido e devagar ao mesmo tempo. Rápido, porque quando vejo já se foram mais alguns tic-tacs e devagar, porque queria que ele corresse agora, e justamente agora ele insiste em não correr.
Sei que enquanto espero e torço pra ele correr, ele não pára e vai andando à seu ritmo mesmo. Então vou esperar, mas caminhando, e só vou esperar, sonhando dia após dia para que ele passe depressa agora, e pare quando for a hora. Nem que pra isso eu tenha que esconder todos os relógios.
"Sim ou não, tanto faz agora
Já sabemos demais do que não deveríamos
Já sonhamos demais o inimaginável.
Então meu amor, só nos resta voar,
nos jogar, sem medo, sem temer
vem depressa, se apressa que a Lua nos espera
e o tempo não pára de correr."
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Saudade.
Difícil escrever sobre o que só se sente ainda mais, sendo saudade.
Saudade, que não tem tradução em nenhum outro idioma a não ser o nosso (sinto sua falta, chega perto, mas não é saudade.) parece não ter tradução em nenhuma palavra também. É substantivo sem sinônimos. Aliás, como substantivo é fácil defini-lo com um "sentir falta de algo ou alguém que se encontra longe, do que já passou" mas como sentimento não. É impossível, ou quase, principalmente quando sentido intensamente.
Saudade que dói no peito, que rasga a alma e faz o corpo doer, muitas vezes ou todo tempo, tanto faz. É tão forte quando sentido, que o sentimento saudade não deixa espaço pra se saber ao certo quando se sente nem se é sentido conscientemente.
Consciência, difícil controlá-la quando tudo já se subverteu aos sentimentos a tempos. Tempos que deixaram marcas aliás e essas marcas, trouxeram saudade e ela, se fixou dentro de tudo o que se possa ser e não quis mais sair. É até confundida com outros sentimentos fortes também, mas não deixa de ser saudade.
Saída mesmo é só reviver tudo de novo. Todos aqueles momentos que se foram, que passaram e ficaram na memória em um tempo e um espaço que nem existem mais. Mas como reviver se nenhum dia é igual ao outro?
Reencontrar, relembrar, memórias, lembranças. Vai ser tudo bom novamente quando ela passar, a saudade.
Talvez até melhor. Mas o que passou não se volta, é fato. E a saudade sempre vai ficar, pelo tempo que se passou enquanto você a sentia. A saudade.
"Me enrolaria em laços de fita,
papéis de seda, folhas de camursa
e me cobriria de pétalas de rosas
se soubesse que seria melhor assim.
Mas não vou me embrulhar,
não vou enrolar, vou direto ao ponto
que os dois pontos antecedem antes de lhe dizer:
Eu te Amo."
Saudade, que não tem tradução em nenhum outro idioma a não ser o nosso (sinto sua falta, chega perto, mas não é saudade.) parece não ter tradução em nenhuma palavra também. É substantivo sem sinônimos. Aliás, como substantivo é fácil defini-lo com um "sentir falta de algo ou alguém que se encontra longe, do que já passou" mas como sentimento não. É impossível, ou quase, principalmente quando sentido intensamente.
Saudade que dói no peito, que rasga a alma e faz o corpo doer, muitas vezes ou todo tempo, tanto faz. É tão forte quando sentido, que o sentimento saudade não deixa espaço pra se saber ao certo quando se sente nem se é sentido conscientemente.
Consciência, difícil controlá-la quando tudo já se subverteu aos sentimentos a tempos. Tempos que deixaram marcas aliás e essas marcas, trouxeram saudade e ela, se fixou dentro de tudo o que se possa ser e não quis mais sair. É até confundida com outros sentimentos fortes também, mas não deixa de ser saudade.
Saída mesmo é só reviver tudo de novo. Todos aqueles momentos que se foram, que passaram e ficaram na memória em um tempo e um espaço que nem existem mais. Mas como reviver se nenhum dia é igual ao outro?
Reencontrar, relembrar, memórias, lembranças. Vai ser tudo bom novamente quando ela passar, a saudade.
Talvez até melhor. Mas o que passou não se volta, é fato. E a saudade sempre vai ficar, pelo tempo que se passou enquanto você a sentia. A saudade.
"Me enrolaria em laços de fita,
papéis de seda, folhas de camursa
e me cobriria de pétalas de rosas
se soubesse que seria melhor assim.
Mas não vou me embrulhar,
não vou enrolar, vou direto ao ponto
que os dois pontos antecedem antes de lhe dizer:
Eu te Amo."
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