segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Dança.

É sempre uma dança. Todo mundo segue assim, dançando, ou por estar feliz ou por estar triste, pouco importa. Seguem no mesmo ritmo ou não, apenas dançam e giram, como se o mundo estivesse parado. Mas espera! ele tá girando também.
Causas e consequências formam uma partitura que vai contando aos poucos, a história da humanidade e a melodia, harmonia, ritmo e compasso ficam por nossa conta. Se damos conta? talvez; Não se pode julgar o de fora sem conhecer o de dentro. E ninguém é cem por cento em matéria de auto-conhecimento.
Os passos, as escalas, as claves. Música e ritmo embalando a humanidade que as vezes canta mas também as vezes grita. De raiva, ódio, amor, tristeza, alegria ou emoção. Gritam, como loucos, são conscientes de sua loucura de gritar, de existir. Nenhum pouco conscientes da própria vida.
São tudo, personagens vazios, estereotipados, típicos que aceitam tudo, inclusive a diminuta classificação de classe social, trabalhadores, patrões. Aceitam tudo calados, faz parte da música devem pensar.
E seguem marchando, valsando em uma dança que provavelmente seria considerada excêntrica se pudesse ser vista de fora, mas não pode. Todos nós a dançamos, homens, Deus, o diabo, os anjos, os demônios, et.s e qualquer outra coisa que tenha vida, de verdade ou de nossa mera imaginação.
Vamos então, vamos depressa! Valsando sem pensar, não é isso? Valsamos, não pensamos, dançamos apenas. E assim vai indo o ritmo, os passos, a melodia tudo isso em grande quantidade, faltando apenas um pouco de poesia, um pouco de colorido, um pouco de música respirável.
Quando o espetáculo acabar, não se sabe ao certo se sobrarão personagens. O único perigo aqui minha gente, é continuarmos nessa dança e acabarmos dançando, no sentido conotativo da coisa.



"Quem sabe do fim?
Quem se atreve a justificá-lo pelos meios?"
Seja o que quiser ser, viva o que quiser viver, plante sempre o que desejar colher; Liberdade só depende de você.