Difícil escrever sobre o que só se sente ainda mais, sendo saudade.
Saudade, que não tem tradução em nenhum outro idioma a não ser o nosso (sinto sua falta, chega perto, mas não é saudade.) parece não ter tradução em nenhuma palavra também. É substantivo sem sinônimos. Aliás, como substantivo é fácil defini-lo com um "sentir falta de algo ou alguém que se encontra longe, do que já passou" mas como sentimento não. É impossível, ou quase, principalmente quando sentido intensamente.
Saudade que dói no peito, que rasga a alma e faz o corpo doer, muitas vezes ou todo tempo, tanto faz. É tão forte quando sentido, que o sentimento saudade não deixa espaço pra se saber ao certo quando se sente nem se é sentido conscientemente.
Consciência, difícil controlá-la quando tudo já se subverteu aos sentimentos a tempos. Tempos que deixaram marcas aliás e essas marcas, trouxeram saudade e ela, se fixou dentro de tudo o que se possa ser e não quis mais sair. É até confundida com outros sentimentos fortes também, mas não deixa de ser saudade.
Saída mesmo é só reviver tudo de novo. Todos aqueles momentos que se foram, que passaram e ficaram na memória em um tempo e um espaço que nem existem mais. Mas como reviver se nenhum dia é igual ao outro?
Reencontrar, relembrar, memórias, lembranças. Vai ser tudo bom novamente quando ela passar, a saudade.
Talvez até melhor. Mas o que passou não se volta, é fato. E a saudade sempre vai ficar, pelo tempo que se passou enquanto você a sentia. A saudade.
"Me enrolaria em laços de fita,
papéis de seda, folhas de camursa
e me cobriria de pétalas de rosas
se soubesse que seria melhor assim.
Mas não vou me embrulhar,
não vou enrolar, vou direto ao ponto
que os dois pontos antecedem antes de lhe dizer:
Eu te Amo."
Seja o que quiser ser, viva o que quiser viver, plante sempre o que desejar colher; Liberdade só depende de você.