sábado, 20 de setembro de 2008

Oceano.

É sempre a mesma coisa. Todo dia acho um continente perdido dentro de mim. Um continente escondido em baixo de tantas águas que me fazem ser o oceano que eu sou.
Tantas descobertas e tanto escondido ainda que no fundo, bem lá no fundo não sei se termino com pedras, construções esquecidas ou se vou mais além. Distante de mim mesmo muitas vezes, me perco no eu que insistem que tenho que ser. Difícil querer viver de verdade quando se tem um papel a cumprir mediante uma plateia tão imensa.
Aprendendo todo dia a gente percebe que nunca vai ter certeza em grandes proporções de nada. Toda certeza se limita e se torna incerta dependendo do contexto no qual foi empregada.
Respirando, suspirando, pensando. Sempre procurando um algo a mais a gente segue.E vai indo assim, até se deparar com continentes gigantes perdidos e não poder calcular reação nenhuma. Nunca podemos.
Quando os pés, as mãos e o corpo mais a mente alcançam o que tava lá perdido, esquecido muitas vezes, é difícil aprender tudo de novo, relembrar. Parece um quebra cabeça complicado, onde as peças são difíceis muitas vezes de se encaixarem e exigem muito de nós.
Porém, se somos oceano, nos fazemos nas águas que livres, escolhem o caminho a seguir. Como as ondas trazem quase tudo de volta o que foi jogado dentro delas, podemos escolher mostrar ou não o continente perdido, os continentes.
Os meus, que diariamente encontro as vezes mostro, as vezes não. No fundo, só o mar sabe bem o que se guarda nas profundezas de um grande oceano.


"Multidões de sentimentos,
como onda batem, vem e vão.
E ao nosso contentamento
escolhemos, oceano
Se mostramos ou não."
Seja o que quiser ser, viva o que quiser viver, plante sempre o que desejar colher; Liberdade só depende de você.