São tão iguais os que propõem uma suposta mudança que me enoja, as vezes me enoja. No mínimo, me entristece saber que são iguais. E se perdem em suas particularidades tão genéricas que se tornam mercadologicamente feitos de esteriótipos e só.
Mostram um profundo que esconde um vazio, um patético vazio disfarçado em palavras bonitas e iguais. São iguais.
Brincam com as palavras e juram saber brincar, mas através da brincadeira não mudam as palavras, elas continuam cantando o velho mundo.
Não há o desejo de destruição das coisas ruins e sim um culto, culto ao que julgam profundo e em sua miopia diária não enxergam que na verdade, não mudam nada. Suas palavras, são mudas.
No silêncio, cantam o desencanto do mundo e acreditam piamente que mudam, ao menos mudam a si próprios assim, mas não. Continuam velhos, caducos, continuam a celebrar o asco e cultivam como planta sua rotina auto-destruitiva. E só.