domingo, 8 de agosto de 2010

flor.

Aquele dia entendi perfeitamente o porque das flores rasgarem o asfalto.
Entendi o suficiente pra lutar contra minha condição de pedra morta, pedra pálida. Entendi o suficiente para querer ser mais do que asfalto. É preciso rasgar as construções que me fizeram esse mundo e esse mundo falido, apático. Mundo morto. É preciso ressussitar a vida e antes que me entendam mal, ressussitar a vida exige uma luta constante em favor da mudança. Não qualquer mudança, mas aquela em que caiba a liberdade de poder decidir sobre a vida, A liberdade de se rasgar o asfalto, quebrar o tédio, quebrar o feio. A liberdade de ser flor.
Uma flor singela, porém forte o suficiente para romper. Contradizer o que está posto, contradizer o velho mundo, a velha lógica, as velhas mediocridades. Contradizer o já dito e redito. Reafirmado todos os dias. Contradizer as mentiras que os homens contam e a submissão imposta àqueles que não vêem escolha. Contradizer o parado, o estático e o fatalismo. Contradizer o que sem importância se torna cerne. E não contradizer por contradizer, mas contradizer pra superar.
Uma flor.
Sim uma flor!
E que se danem o que dizem sobre isso. Dirão ser inocência mas são poucos os que conseguem enxergar além do asfalto. Sei que não basta enxergar, por isso quero ser flor.
Flor, aquela flor!
Sei que pisarão na flor e tentarão matá-la, é bem verdade.
Mas não é qualquer flor. é flor entendida, flor cabida e medida, além de seu tempo.
Uma flor.
Aquela, chamada revolução.
Seja o que quiser ser, viva o que quiser viver, plante sempre o que desejar colher; Liberdade só depende de você.