<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273</id><updated>2011-07-30T14:10:40.288-07:00</updated><category term='oceano'/><title type='text'>Reticências;</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://brisasminhas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-1198067315165042446</id><published>2011-03-10T10:47:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T10:49:58.444-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cotidianamente desperso-me&lt;br /&gt;Os problemas parecem tapar a visão&lt;br /&gt;Muitas vezes não há possibilidades&lt;br /&gt;Mas sigo.&lt;br /&gt;Complico a vida inteira&lt;br /&gt;Buscando explicação&lt;br /&gt;Para a mentalidade infantil&lt;br /&gt;De um mundo morto&lt;br /&gt;Entregue à própria sorte&lt;br /&gt;Entregue à própria lógica&lt;br /&gt;Minhas reflexões?&lt;br /&gt;Me fazem doer a vida&lt;br /&gt;Mais do que deveria&lt;br /&gt;Então desisto e desfaço&lt;br /&gt;Se a humanidade pode ser entendida&lt;br /&gt;Eu também posso compreender-me&lt;br /&gt;Eu também posso compreender-te&lt;br /&gt;Futuramente não cometeremos erros,&lt;br /&gt;Os mesmos erros&lt;br /&gt;Futuramente não existirão erros ou acertos&lt;br /&gt;Aí compreenderemos&lt;br /&gt;A necessidade enfática&lt;br /&gt;De viver uma vida intensamente.&lt;br /&gt;Até lá, não compliquemos mais&lt;br /&gt;Busquemos a vida&lt;br /&gt;A vida que nos escapa no inicio do dia&lt;br /&gt;Até o final da noite&lt;br /&gt;Busquemos a vida que não é cabível&lt;br /&gt;Nesse mundo hostil,&lt;br /&gt;Nessa sociedade apática.&lt;br /&gt;Criemos cores que pintem nosso dia-a-dia&lt;br /&gt;Não deixemos que se torne cinza, como o mundo&lt;br /&gt;Pintemos então,&lt;br /&gt;De um vermelho vivo e único&lt;br /&gt;Nossa vida, sentimento e luta&lt;br /&gt;Pintemos de vermelho&lt;br /&gt;Os sonhos de transformação&lt;br /&gt;[e que deixem de ser sonhos,&lt;br /&gt;     sejam realidade]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-1198067315165042446?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1198067315165042446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1198067315165042446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2011/03/cotidianamente-desperso-me-os-problemas.html' title=''/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-4391403771828599190</id><published>2010-08-08T11:31:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T11:41:31.516-07:00</updated><title type='text'>flor.</title><content type='html'>Aquele dia entendi perfeitamente o porque das flores rasgarem o asfalto.&lt;br /&gt;Entendi o suficiente pra lutar contra minha condição de pedra morta, pedra pálida. Entendi o suficiente para querer ser mais do que asfalto. É preciso rasgar as construções que me fizeram esse mundo e esse mundo falido, apático. Mundo morto. É preciso ressussitar a vida e antes que me entendam mal, ressussitar a vida exige uma luta constante em favor da mudança. Não qualquer mudança, mas aquela em que caiba a liberdade de poder decidir sobre a vida, A liberdade de se rasgar o asfalto, quebrar o tédio, quebrar o feio. A liberdade de ser flor.&lt;br /&gt;Uma flor singela, porém forte o suficiente para romper. Contradizer o que está posto, contradizer o velho mundo, a velha lógica, as velhas mediocridades. Contradizer o já dito e redito. Reafirmado todos os dias. Contradizer as mentiras que os homens contam e a submissão imposta àqueles que não vêem escolha. Contradizer o parado, o estático e o fatalismo. Contradizer o que sem importância se torna cerne. E não contradizer por contradizer, mas contradizer pra superar.&lt;br /&gt;Uma flor.&lt;br /&gt;Sim uma flor!&lt;br /&gt;E que se danem o que dizem sobre isso. Dirão ser inocência mas são poucos os que conseguem enxergar além do asfalto. Sei que não basta enxergar, por isso quero ser flor.&lt;br /&gt;Flor, aquela flor!&lt;br /&gt;Sei que pisarão na flor e tentarão matá-la, é bem verdade.&lt;br /&gt;Mas não é qualquer flor. é flor entendida, flor cabida e medida, além de seu tempo.&lt;br /&gt;Uma flor.&lt;br /&gt;Aquela, chamada revolução.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-4391403771828599190?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/4391403771828599190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/4391403771828599190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/08/flor.html' title='flor.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-7796779208380671587</id><published>2010-07-10T16:18:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T16:24:07.555-07:00</updated><title type='text'>p.c.</title><content type='html'>Mal sabe respirar,&lt;br /&gt;pobre coração.&lt;br /&gt;Vive em um labirinto infinito&lt;br /&gt;procurando ar.&lt;br /&gt;Ar que falta&lt;br /&gt;Ar que faz apertar,&lt;br /&gt;a falta que tira o ar&lt;br /&gt;o ar que falta&lt;br /&gt;e cansa&lt;br /&gt;e para&lt;br /&gt;e sente.&lt;br /&gt;e segue, o coração.&lt;br /&gt;Mal sabe caminhar&lt;br /&gt;Mal sabe dizer um sim,&lt;br /&gt;um não.&lt;br /&gt;Mal sabe contar.&lt;br /&gt;E vai, pobre coração&lt;br /&gt;que de coração não tem resto&lt;br /&gt;só sobra.&lt;br /&gt;E sobra, a falta que faz.&lt;br /&gt;Esse pobre coração que não se aquieta&lt;br /&gt;Vive em silêncio&lt;br /&gt;Amargando a inquietude&lt;br /&gt;da falta de ar em pleno vôo.&lt;br /&gt;esse pobre coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-7796779208380671587?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7796779208380671587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7796779208380671587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/07/pc.html' title='p.c.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-5563343037387500379</id><published>2010-06-28T20:28:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T20:41:04.911-07:00</updated><title type='text'>Fardo.</title><content type='html'>Eu disse.&lt;br /&gt;O fardo era pesado demais. Bem que avisei. As circunstâncias não ajudariam muito e eu agiria normalmente, por mais que não quisesse. Normalmente. Nunca de má fé.&lt;br /&gt;Repugnei-me de mim mesma ao olhar-me frente a frente no monstruoso espelho que me engolia. Como eram tristes meus olhos! Eu, que nada mais era do que a absurda contradição entre estar vivo e não poder viver. Eu, que muitas vezes não tinha forças pra garantir o próximo passo. Renego, renego, renego e me calo. Isso não pode ser eu.&lt;br /&gt;Mas eu mesmo disse,&lt;br /&gt;disse sim.&lt;br /&gt;Era tudo pesado demais e mais pesado do que a cabeça de um alfinete que guarda o Universo não poderia ser. Era isso, era bem isso o que eu sentia: um alfinete com um Universo concentrado, pronto pra explodir. Mas não explodia!&lt;br /&gt;Não explodia e aí de mim! Aquele peso todo e eu e só. Era um pobre espírito que mal sabia dissertar sobre si mesmo.&lt;br /&gt;Revigorava-me perceber a vida possível fora daqui.Ao mesmo tempo, ela estava aqui porque esse fora não era exterior, era apenas a negação do aqui e do agora e a destruição da caduquice tautológica e drástica que se faz. Revigorava-me saber que tudo pode ser diferente mas o alfinete continua aqui. Pesando e pesando e se fazendo parte minha.&lt;br /&gt;Era pesado demais.&lt;br /&gt;Mas continuaria a agir normalmente, só eu sei. Calaria pateticamente.&lt;br /&gt;Covarde. Covarde e só. Ou não. Talvez as explosões tardem, mas nunca deixem de vir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-5563343037387500379?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/5563343037387500379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/5563343037387500379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/06/fardo.html' title='Fardo.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-660741853172872478</id><published>2010-06-24T07:04:00.001-07:00</published><updated>2010-06-24T07:17:51.360-07:00</updated><title type='text'>Um pouco.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/TCNpA3tfScI/AAAAAAAAAcs/XD9Cq-Vwcx4/s1600/salvador_dali_explosion11.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 322px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/TCNpA3tfScI/AAAAAAAAAcs/XD9Cq-Vwcx4/s400/salvador_dali_explosion11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486344234743056834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tinha sempre mais pra dizer, mas não dizia.&lt;br /&gt;As palavras simplesmente não saim ou ela própria negava a si com um não expressar-se constante. Talvez soubesse que embora pudesse dizer tudo que guardava ali, era em vão.&lt;br /&gt;Dizer o quê das coisas óbvias, afinal? Não era sua culpa se ninguém enxergava.&lt;br /&gt;Calava-se e contentava-se em observar a reação do todo em relação a si mesma. Qual era o papel que cumpria na história? Qual era a história que escrevia no papel?&lt;br /&gt;Meras abstrações. Não respondiam nada! Por mais que pensasse, pensasse, pensasse em tudo e isso e mais, tinha que correr no final.&lt;br /&gt;E corria como louca, corria de encontro a um não-lugar, a algo que negasse tudo ali, que destruísse tudo aquilo que desmoronava de uma vez em cima dela. &lt;br /&gt;Mas seus pés eram frágeis, embora ninguém soubesse ou houvesse reparado. Eles feriam demais, não aguentavam muito mesmo ela insistindo tanto em correr.&lt;br /&gt;Talvez fosse hora de parar pra respirar e andar à passos firmes. O coração batia forte e o sangue pulsava como nunca. Apesar do medo quem decidia agora não era o tempo dos relógios e sim aquelas batidas profundas. Aquelas, do coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-660741853172872478?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/660741853172872478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/660741853172872478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/06/um-pouco.html' title='Um pouco.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/TCNpA3tfScI/AAAAAAAAAcs/XD9Cq-Vwcx4/s72-c/salvador_dali_explosion11.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-3706450149141095500</id><published>2010-04-27T16:36:00.001-07:00</published><updated>2010-07-20T16:38:51.437-07:00</updated><title type='text'>balas.</title><content type='html'>Acordou às quatro da madrugada com o barulho das balas varando a cozinha. Temeu, não o medo que se sente quando nos vemos perto do fim ou perto de algo que tende ao fim mas sim o medo de se ser menos do que uma bala.&lt;br /&gt;Uma bala de chumbo, bala comum, dessas que varam a cidade todos os dias e por isso mesmo temeu mais do que nunca ser menos do que aquilo. Como poderia ser menor do que uma bala? Como poderia perde-se em uma bala de menos de um centímetro de diâmetro.&lt;br /&gt;Empalideuceu-se na cogitação do talvez acabar-se ali, menos do que uma bala, uma simples bala. Não queria acreditar que aquela bala era maior que o mundo, seu mundo.&lt;br /&gt;Seu coração batia forte, não por medo de acabar ali. Não temia o fim em si, não temia deixar de existir pois mal sabia o sigificado de sua existência mas temia sim, ser menor do que uma bala, deixar que a bala levasse sua existência embora, varresse teu eu e terminasse dentro daquela bala. O que era a vida afinal? Se em menos de três segundos poderia terminar em um projétil, algo inanimado, sem vida. A vida poderia terminar na não-vida, o que poderia ser viver então?&lt;br /&gt;Poderia gritar, correr, fechar os olhos mas não. Ficou ali, parada. Não podia se mexer pois sentia-se pequena demais para mexer.&lt;br /&gt;Viu tudo que vivera, tudo que fora e sentiu-se no vácuo. Àquele silêncio que tampa os ouvidos e deixa surdo se fez e pôde sentir sua respiração como nunca. Sorriu então.&lt;br /&gt;Havia entendido que ser menor que uma bala não significa que a vida seja vã, pequena ou sem nexo, mas o contrário. É a tenacidade da linha que separa o vivo do não-vivo que faz da vida uma dádiva. Ou mais que isso, mais do que isso porque a vida não é divina, nem sublime. É inconstância, furacão.&lt;br /&gt;Atingiu-a então.&lt;br /&gt;Dentre o mar de balas que varavam a cozinha, uma delas atingiu em cheio o seu coração. Lentamente diminui a velocidade das batidas e no sangue, via-se a vida escorrendo. Respirando com dificuldade, estendeu as mãos, o máximo que pode e sorriu.&lt;br /&gt;Uma última lágrima, anunciando o fim da vida ou o começo dela. Sentiu ali, naquele instante último o quão intenso era viver. O quão grandioso é estar vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-3706450149141095500?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3706450149141095500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3706450149141095500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/04/balas.html' title='balas.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-8274168944229388816</id><published>2010-04-17T21:03:00.001-07:00</published><updated>2010-04-17T21:25:58.081-07:00</updated><title type='text'>d água.</title><content type='html'>Bateram à sua porta tarde da noite já. Atendeu entre a brecha da porta, desconfiado como sempre. Quem poderia ser essa hora afinal? quem poderia gostar tanto de incomodar? Viu que era uma mulher, de casaco azul e um semblante tão simples e sem expressão que era quase invisível. Não a conhecia, mas a odiou desde a primeira vez.&lt;br /&gt;Não perguntou o que ela queria, apenas balançou a cabeça como quem pergunta: O que foi? E manteve o olhar carrancudo no rosto.&lt;br /&gt;- Moço, me arranja um copo d água, por favor.&lt;br /&gt;Ele não pode acreditar naquilo. Meu Deus do céu, pensou, isso lá eram horas de bater na porta de alguém pra pedir água?!&lt;br /&gt;- E pra que diabos você quer água?! Perguntou à mulher com indignação.&lt;br /&gt;- Tenho sede, ela respondeu.&lt;br /&gt;Tinha sede sim aquela mulher, mas isso pouco importava pra ele ali, naquele momento. Aliás, pouco importaria a sede de alguém em qualquer tempo. Era tão perdido em si mesmo que tanto fazia sentir sede ou fome, tanto fazia viver ou morrer. Odiava o mundo e tudo que o habitava. Odiava a vida como se fosse algo separável e sujo. Algo exterior e contaminoso. Algo que merecia seu desprezo.&lt;br /&gt;- Entre.&lt;br /&gt;- Desculpa moço, não queria tomar o seu tempo. Só quero um copo d água.&lt;br /&gt;- E porque não tomar meu tempo? Tome, tome logo, leve todos esses relógios daqui vai, dou a água mas também te dou meu tempo, esses relógios são teus agora. Não aguento mais tanto tic-tac na minha cabeça e não quero esse tempo miserável. Tome! Leve-os daqui, esses relógios. Leve-os para longe!&lt;br /&gt;A mulher pegou todos os relógios, recolheu-os em seus braços e disse:&lt;br /&gt;- Está bem, eu os carrego comigo. Mas quero um copo d água.&lt;br /&gt;É claro que apesar de tudo ele iria dar um copo d água pra ela mas era inevitável fazer uso daquela oportunidade única de escarrar o mundo pra fora.&lt;br /&gt;- Está bem, eu vou lhe dar sua água mas tente me ouvir um instante. Tente entender que não é porque eu lhe dou um copo d água que aceito o mundo. eu não sei quem você é, mas você bateu em minha porta e me fez lembrar o quanto eu odeio o mundo. E eu te convidei para entrar como quem aceita o mundo mas isso não é verdade. Isso é uma tremenda mentira. Eu não aceito o mundo. Eu não aceito você. Minha ira é tão grande que se eu pudesse eu amassava o mundo como se amassa folha de papel e jogava numa lata de lixo, tampava e esquecia. Coisa grotesca ter que viver! E veja bem, eu sou obrigado a viver todos os dias e toda vez que respiro sinto raiva de meus pulmões funcionarem, sinto raiva desses relógios que te dei também. Perda de tempo querer ganhar tempo. A gente perde sempre nessa imundisse de mundo! queria explodir o mundo, chutar o mundo, queria cuspir no mundo!&lt;br /&gt;E realmente cuspiu, na mulher. No entanto seu cuspe não teve forças pra chegar até ela e escorreu pelo seu queixo, descendo até o peito.&lt;br /&gt;- É sempre assim, a gente cospe no mundo e ele chove na gente!&lt;br /&gt;Mas que seja, tanto faz e não é porque te deixei entrar que aceito o mundo, tá entendendo?&lt;br /&gt;A mulher disse delicadamente: &lt;br /&gt;- Estou com sede. Preciso de um copo d água, por favor.&lt;br /&gt;Ele então se recompôs e foi buscar o copo d água jurando a si mesmo que não, jamais, não aceitava aquele mundo imbecil.&lt;br /&gt;- Está aqui sua água.&lt;br /&gt;A mulher pegou o copo com vigor e bebeu a água de olhos fechados como se sentisse cada gota lavar sua alma.&lt;br /&gt;Devolveu o copo. Olhou bem pra aquele homem e disse:&lt;br /&gt;- É como a vida que chega sutil, em gotas d água e de repente chove em temporal. Mas não deixa de ser vida, lúcida ou em delírios, se bastando por si. Só a vida, capaz de mudar o mundo e fazer do desejo intenso de mudança, explosão.&lt;br /&gt;Com os olhos cheios d água, ele caiu no chão.&lt;br /&gt;Ajoelhado, como numa prece, disse:&lt;br /&gt;- Eu amo você, vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-8274168944229388816?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8274168944229388816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8274168944229388816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/04/d-agua.html' title='d água.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-4446441175777976023</id><published>2010-04-16T19:28:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T19:48:26.021-07:00</updated><title type='text'>sp.</title><content type='html'>Caminhei por entre aquela cidade como se descobrisse um mundo novo, não bastava apenas caminhar, eu tinha que sentir um pouco de mim naquilo tudo. Tinha também que sentir que tudo saía de dentro de mim ao mesmo tempo que me engolia. Era deveras aterrorizante, mas um terror que corroía sem que se percebesse. Era curioso e isso me atraía.&lt;br /&gt;Aqueles arranha-céus arranhavam mais que os céus, arranhavam algo dentro de mim que não sabia o quê. Um quê de vazio ou de não preenchimento sempre relutava pra ser sentido, vivido e interagido no cotidiano. O que eu poderia entender daquilo tudo? Eu era só mais uma num todo tão conturbado.&lt;br /&gt;Eram tantas coisas diferentes que a cabeça doía. Tantos anúncios e relógios que o amargo gosto de perde-se aos poucos pairava sempre, reinava sempre. E aquilo tudo parecia tão maior do que eu, aqueles prédios eram tão maiores do que eu mas não me deixei intimidar, acredite. Não me deixei intimidar dessa vez. Dessa vez tentei sentir o mundo nas mãos. Sim! Aquilo tudo, aquele amontoado de coisas cabia sim na palma da minha mão, pela primeira vez.&lt;br /&gt;Olhei pros carros solitários e reparei, uma pessoa em cada um, cada uma fazendo alguma coisa pra passar o tempo no trânsito parado. Será que sonham, pensei. Será que sentem? Cada um é tão particular e é tão absurdo meu deus, tão absurdo pensar em como nos faz tão igual a grande máquina do mundo.&lt;br /&gt;Reparei que a cidade das pluralidades e das milhares e milhares de pessoas era também a cidade da impessoalidade. Era difícil, muito difícil conhecer alguém ali. Eram só pessoas passando, muitas, muitas delas passando, passando e só. E não eram rostos apenas, eram rostos cansados, amargos com um certo sabor de desilusão. Até os sonhos, será que até os sonhos a grande máquina era capaz de roubar?!&lt;br /&gt;Não tinha resposta pra todas as perguntas que ficaram martelando em minha cabeça enquanto andava por aquela cidade. Mas tinha em mim um desejo de mudar tudo aquilo, que de tão grande cabia na palma da mão. Tinha também o olhar curioso de menina que descobre o quão intenso é o próprio descobrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-4446441175777976023?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/4446441175777976023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/4446441175777976023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/04/sp.html' title='sp.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-1879102465716263562</id><published>2010-04-15T15:55:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T19:28:46.503-07:00</updated><title type='text'>hã.</title><content type='html'>Absorvi o que pude daquelas palavras, suguei com toda força aquelas palavras que não me diziam nada. Tentavam e aquela tentativa incontrolável de dizer alguma coisa foi a que me fez absorver palavra por palavra. Mas quando mais absorvia mais me via inundada de um vazio que só me puxava. Lamentei não poder fazer mais do que balançar a cabeça e ouvir. Ouvir o máximo que eu pudesse, ouvir cada palavra e tentar apertá-las até que dali saísse alguma coisa. Mas nada, nada acontecia. Eram só palavras vazias, coisas não inteligíveis, indecifráveis e vazias por si. Eram distantes e eu, eu só balançava a cabeça.&lt;br /&gt;De que adianta dizer: - perdão, pode repetir. E começar tudo de novo, tentar absorver novamente alguma coisa daquelas palavras que não entravam, não se encaixavam, não diziam nada! E então, eu fingia entender e concordar com cada palavra. Não podia discutir aquilo que não dizia nada pra mim. Não podia discutir sobre coisas que me pareciam vazias, absortas e muitas vezes patéticas.&lt;br /&gt;Comecei a sentir pena, compaixão. Não sabiam se comunicar, pobres homens, não sabiam dizer nada. E me senti estranha por querer gritar ao menos uma vez que todas aquelas conversas eram monólogos afinal, eu estava ali e não estava, eu era ali e não era.&lt;br /&gt;Quis chorar, mas não haviam lágrimas e me surpreendi com a dor no peito que sentia. Surpreendi por ela ser tão grande e não querer sair.&lt;br /&gt;Reparei um pouco mais e notei. Notei que não era só eu que não entedia nada, não era só eu que fingia! Vi diversas pessoas conversando e balançando a cabeça. Ora, era claro que elas estavam fingindo entender.&lt;br /&gt;Então não me senti tão só, não era só eu que não compreendia, não era só eu que não absorvia, eram todos os homens. Todos, sem excessão, fingiam entender o que sequer escutavam atentamente.&lt;br /&gt;Foi então que uma estranha sensação me invadiu. Pude ver que não só eu, mas sim todos os homens haviam esquecido a própria linguagem. Os homens haviam esquecido a linguagem com que os homens se comunicam. Não falavam entre homens, falavam entre coisas, coisamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-1879102465716263562?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1879102465716263562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1879102465716263562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/04/ha.html' title='hã.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-5867863910534053849</id><published>2010-04-11T23:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T18:48:45.393-07:00</updated><title type='text'>palavriado.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S8LJBlIb_LI/AAAAAAAAAcU/DWysRD8xdjs/s1600/palavras.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S8LJBlIb_LI/AAAAAAAAAcU/DWysRD8xdjs/s200/palavras.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459146727311015090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas palavras não bastariam, mas era apenas o que tinha naquele momento. Imensidão de pensamentos mas poucas palavras. Nunca saiam como deveria ou planejava. Teimavam em contradizer o que se sente e descrever o que se forma na cabeça, mas não conseguiam. &lt;br /&gt;Odiava, com toda a sua força as palavras. Eram a voz, a voz do mundo e da vida, mas não expressavam por completo e isso a deixara agonizando, sozinha, por um longo tempo, várias vezes. Triste complexidade que insistia em pairar.&lt;br /&gt;Eram letras, números, pontos e etc que a deixavam perdida, pois não podiam dizer mais do que se espera ouvir de alguém. As palavras pouco surpreendiam, eram sempre iguais.&lt;br /&gt;No entanto, era isso que tinha naquele momento: algumas palavras. Palavras essas que tentavam expressar o que não lhe deixava dormir e o peso do mundo que se faz quando se pensa sobre o mundo e sobre si. Sobre mudar a si, mudar o mundo, mudar, mudar as coisas e mudar mais um pouco, mudar profundamente, mudar impacientemente. Impacientemente, perdeu a paciência. Algumas palavras não eram o suficiente, nunca seriam e quanto mais ela dizia, mais se repetia e mais se irritava! E se talvez se calasse? Se talvez deixasse de dizer, de repetir, de reverberar as coisas? Se assim fizesse cairia no luto de poucos, que esquecem a linguagem dos homens. Mas hoje, a linguagem dos homens é a linguagem das coisas e isso, isso não é certo! Mas como mudar se as próprias palavras são iguais, expressam as mesmas coisas, o mesmo tempo, as mesmas causas.&lt;br /&gt;Tanto faz.&lt;br /&gt;Eram apenas poucas palavras que tinha naquele momento e colocá-las pra fora era tão difícil quanto mudar o mundo. Estava emocionada, talvez desde que falara pela primeira vez, mas ali, suas pernas tremiam. Não estava frio, mas haviam borboletas em seu estômogo e algumas lágrimas insistiam em querer descer enquanto se preparava - Sim! exigiam um grande preparo àquelas palavras... Era estranho se sentir assim porque as palavras nunca foram suas amigas íntimas, elas sempre embolavam o que era sentido e agora, naquele momento ímpar, eram só algumas palavras que ela tinha e no entanto tinha que escolher com todo cuidado, com toda delicadeza, com todo zelo possível.&lt;br /&gt;Aquelas poucas palavras, as únicas que tinha naquele momento, iriam responder a pergunta que acabara de ouvir do atendente daquela lanchonete no centro da cidade:&lt;br /&gt;- Você quer alguma coisa?&lt;br /&gt;Bem, querer alguma coisa. Era claro que ela queria, ela queria tantas coisas, ela queria dizer tantas coisas e queria contar tantos sonhos naquele momento! Queria poder dizer que desejava ter a vida nas mãos e sentí-la como ninguém a não ser nós mesmos podemos sentir e que queria tudo diferente, um lugar diferente, onde seres humanos existissem de verdade. Verdadeiramentes humanos, sabe como é, nada de coisas no comando, nada de tempo das coisas, nada de sofrimentos e sentimentos banais. Eu queria também, ela diria, eu queria também engolir o mundo inteiro com a boca, mastigá-lo e cuspi-lo totalmente refeito, novo, diferente. Algo que nascesse de dentro de mim antes de tudo sabe? Algo que ultrapassasse qualquer regra de liberdade que torna a liberdade tão frívola e inalcansável. Queria também ter asas e voar tão alto como  se eu não podesse voltar ao chão e ao mesmo tempo eu queria não sair do chão enquanto eu voasse. Queria as coisas por inteiro, por fim. Nada tão separado, fragmentado e morto como é. Ela realmente queria dizer tudo isso e tudo isso, sabe moço, tudo isso não chegaria perto do que sentia naquele momento enquanto as pernas tremiam. Sim, minhas pernas tremem enquanto você me pergunta o que eu quero moço, tremem porque eu quero tanta coisa que não consigo expressar! Tremem porque quando penso no que quero lembro que tô viva e que sou vida, mais, muito mais do que apenas existir, eu tô tão viva! E meu coração pulsa de um jeito que me lembra que não tem volta o caminho da vida. Tanta coisa, tanta coisa, que a lágrima rolou sem que percebesse.&lt;br /&gt;- Você quer alguma coisa? Disse novamente o moço atendente e isso a fez despertar.&lt;br /&gt;Lembrou que tinha apenas algumas palavras e que deveria escolher com muito zelo, muito cuidado, com muito sentimento. Eram as únicas palavras que podia usar naquele momento e criava coragem pra dizer o que se passava na cabeça, criava coragem para proferir como discurso épico triunfal aquelas palavras, aquelas poucas palavras que tinha ali, naquele momento que passava como furacão e brisa.&lt;br /&gt;- Não, obrigada.&lt;br /&gt;Foi isso que disse por fim. E saiu da lanchonete emocionadamente feliz. Era isso que tinha a dizer porque sabia que por mais que disesse, nada iria sair, as palavras nunca iriam preencher o que sentia.&lt;br /&gt;Saiu pulando pelas calçadas enquanto sentia a respiração. Com a mão no peito então, sentindo as batidas daquele órgão esquisto e pulsante, repetiu em pensamento: eu tô viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-5867863910534053849?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/5867863910534053849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/5867863910534053849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/04/palavriado.html' title='palavriado.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S8LJBlIb_LI/AAAAAAAAAcU/DWysRD8xdjs/s72-c/palavras.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-804500283507657764</id><published>2010-04-05T15:06:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T15:22:31.650-07:00</updated><title type='text'>Medrosamente.</title><content type='html'>Ao toque de recolher todos foram para casa. Mas não havia toque de recolher, não se ouvia barulho nas ruas desde o pôr do Sol. Só eles ouviram e se esconderam. Tracancaram suas casas, esconderam sonhos e assim, esconderam-se da vida. Não importava mais, o medo havia dominado aquele lugar.&lt;br /&gt;Ao sinal de qualquer tremor, se apavoravam. Até descobrirem que na verdade não, a Terra não estava tremendo e o mundo ainda não ia desmoronar sobre suas cabeças, na verdade era só alguém que tinha pisado um pouco mais forte e seus passos foram sentidos.&lt;br /&gt;Pediam perdão por tudo, e permaneciam calados e com cara de luto eterno quando perguntavam sobre o que pensavam sobre o mundo. Vire e mexe alguém perguntava por incrível que pareça, vire e mexe eram obrigados a pensar sobre isso e sentiam pavor, pavor pela mudança, pelo novo, pelo mundo. Sentiam pavor pela vida inteiramente vivida.&lt;br /&gt;Pediam perdão ao Estado quando infrigiam regras lutando por verdades acreditadas, por novos mundos e novos cotidianos. Pediam perdão por faltar o pão, afinal os justos não passam fome e pediam perdão à Deus pelos desejos da carne, amém. Quando ouviam notícia de algum menino de 12 anos que tivesse roubado algo por aí ou matado alguém diziam ser servo do diabo, usado pelo 'cão', mas não se falava em quem seria o 'cão' da história. O verdadeiro diabo e seus verdadeiros desejos eram sempre camuflados e todos aqueles que se escondiam ao toque de recolher eram submetidos ao dom da honestidade. Afinal, pediam perdão, eles sempre pediam perdão por serem roubados.&lt;br /&gt;E olhavam os ponteiros do relógio como estátuas e então corriam, corriam porque o tempo corria também e eles precisavam se redimir, precisavam pedir perdão, pagar penitências, precisavam fugir da vida. Não percebiam que aquele relógio marcava um tempo não deles, um não-tempo, o tempo das coisas. Tempo que fugia como o tal diabo foge da cruz, tempo ilusório. Tempo que não permitia haver tempo de se construir a história. E de transformar a história.&lt;br /&gt;O medo, ininterrupto em suas ações continuava dominando, mente e corações daqueles habitantes da desolação. Cegava, mais do que qualquer outra coisa, esse medo e não permitia que fosse vista a servidão voluntária dos que sempre pediam perdão.&lt;br /&gt;E quando ouviam o toque de recolher que nunca havia tocado, se escondiam, trancafiavam-se e não mostravam seus rostos, suas idéias, sua vida. Porque era o tempo das coisas que ditava a hora de se recolher. Era o tempo das coisas e não da vida que fazia do medo senhor absoluto das multidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic Tac.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-804500283507657764?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/804500283507657764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/804500283507657764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/04/medrosamente.html' title='Medrosamente.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-8849269485162327190</id><published>2010-04-05T00:00:00.001-07:00</published><updated>2010-04-05T00:01:12.104-07:00</updated><title type='text'>Desventuras</title><content type='html'>- Era meu Amante amado,&lt;br /&gt;e não meu Amado amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que ninguém, ela sabia a diferença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-8849269485162327190?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8849269485162327190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8849269485162327190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/04/desventuras.html' title='Desventuras'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-7163429735710492620</id><published>2010-04-02T18:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T19:55:06.363-07:00</updated><title type='text'>Vida.</title><content type='html'>Ficou estática. Não porque se esquecera como se mexer mas pelas pernas bambas diante da visão: era ela, nua, diante do espelho, viva. Estava viva e só agora percebia que estar viva só não bastava. Era ela ali, sim. Mas era mais que olhos, boca, nariz, seios, ventre, sexo, pernas e órgãos, órgãos e órgãos. Era ela mais nua do que nunca, mais viva do que nunca e não por descobri como que por encanto que estava viva e sim por reconhecer a si mesmo como vida. Era vida meu deus e tinha tanta sede, tanta fome de vida e estava nua.&lt;br /&gt;Inefavelmente sentiu que jamais estivera tão nua e tão viva. Naquele instante teve certeza de que poderia voar quando quisesse, poderia correr quando e como quisesse e poderia viver mais do que nunca, como nunca, poderia ser vida e isso a deixava sem movimento. Extasiadamente sentia sua respiração ofegar e podia sentir batidas vindas do meio do peito. Não sabia o que era aquilo afinal, tinha descoberto cedo ou tarde que o amor não é feito pra quem tem coração pois quem o tem, não aguentaria o amor e ela o sentiu bater ao mesmo tempo que sabia ser feita de amor. Aquela confusão inigualável fez dela um segundo ímpar, paralisação do tempo intacta, observante de si mesma sem saber.&lt;br /&gt;Como era bom estar viva e saber que isso não bastava. A vida, descoberta nos seus inesperados era tanto mas era um tanto quanto vazia de sentido sem transformação. A vida insurgia, renascia e ela ali, naquele quarto, em frente ao espelho, nua, descobria renascer. Descobria a vida e descobria nua. Era tão bom desarmar a si mesmo e colocar de lado aquele casaco pesado que insistimos em carregar por puro orgulho ou seja lá o que for, aquele tecido feio, enxarcado da lama mais terrível que humanamente podemos conhecer. E ela não, estava nua, sem o casaco pela primeira vez.&lt;br /&gt;Começou a dançar, sozinha no quarto e nua. Como sempre fizera, mas desta vez sentindo cada passo. Dançava escondida uma dança sem música pois seus passos eram descompassados, desritmados, eram passos de quem dança nu. Olhou pro teto enquanto dançava e pôs-se a rir, a rir como nunca e se emocionar agradecendo a si mesma por estar viva, por estar vida. Ah! Como era bom ser vida ali e descobri assim e saber que estar viva não basta, era bom ser transformação. Sentiu a lágrima rolar pelo rosto e sorrindo disse a si mesma:&lt;br /&gt;- É a vida que me chega na frente do espelho e me encanta por não se bastar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-7163429735710492620?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7163429735710492620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7163429735710492620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/04/vida.html' title='Vida.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-384487918373871471</id><published>2010-03-31T14:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T14:40:48.295-07:00</updated><title type='text'>Perdão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S7PBWa01_uI/AAAAAAAAAbA/GnYzJDiqcOw/s1600/MUDANA~1.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S7PBWa01_uI/AAAAAAAAAbA/GnYzJDiqcOw/s320/MUDANA~1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454916164578049762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Perdão por não saber muito sobre o mundo. Na realidade ele é grande demais e não consigo abocanhá-lo de uma vez só. Quando penso que sei certas coisas, deixo de saber no instante seguinte justamente porque nada me serve mais. Mesmo sabendo que mudá-lo é o único caminho eu não sei por onde começar. A Terra é redonda, teria que reconstruí-la novamente, refazê-la e com tal zelo que exige tanto e quanto mais de mim que não sou capaz, muitas vezes, de assim ser.&lt;br /&gt;Perdão por não saber nada sobre mudança. Eu sei que ela tem que acontecer e começar por mim mas sempre ando a procura de algo externo que me guie na mudança. Não há de chegar, tenho que partir da negação do mundo, da negação do que se é posto pra entender um pouco mais sobre mudança e mesmo assim, eu sempre me perco.&lt;br /&gt;Perdão por ser fraca, covarde. Eu deveria lutar mais, doar mais e mesmo assim me travo, estagno e fico passivamente me angustiando com o mundo que exige mudança. Logo eu, que como tantos outros me angustio. A maioria das vezes, me vejo perdida sem saber por onde começar.&lt;br /&gt;Perdão por todas essas baboseiras enfames, essas angustias humanas que de tão humanas precisam deixar de existir. Perdão por não saber como negar. E não saber como ser a negação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-384487918373871471?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/384487918373871471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/384487918373871471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/03/perdao.html' title='Perdão'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S7PBWa01_uI/AAAAAAAAAbA/GnYzJDiqcOw/s72-c/MUDANA~1.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-1329759455138581265</id><published>2010-03-30T18:25:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T14:48:08.009-07:00</updated><title type='text'>Flores.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S7PDD_kAhWI/AAAAAAAAAbQ/yv_del2-VWc/s1600/2278671810_dc9f82b3eb.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S7PDD_kAhWI/AAAAAAAAAbQ/yv_del2-VWc/s200/2278671810_dc9f82b3eb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454918047045289314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aquele lugar não era um lugar qualquer: era mais um lugar. Não era igual aos outros nem tão pouco diferente. Homogeneamente desfigurado, se fazia nos rostos sofridos e desolados como o último recanto do fim do mundo.&lt;br /&gt;Era o último lugar da Terra, esquecido, desolado, inconformado e ao mesmo tempo passivo já que a indignação havia se transformado em tédio no tempo que nem os céus respondiam as preces daquele povo.&lt;br /&gt;Há tempos haviam desistido de pedir compaixão, há tempos haviam desistido de viver. No tempo e no espaço haviam se perdido os sonhos, os desejos e a vida. Eram sobreviventes como de um naufrágio, sobreviventes do mundo que assim se mostra.&lt;br /&gt;Não tinham cultura, estudo, inteligência e nem belas roupas, belos rostos e nem fingiam belamente ser o que não eram. Eram tristes, passivos, tediosos e não fingiam mais do que isso.&lt;br /&gt;Tinham lhe tirado tudo. Não tinham mais nada e tão pouco reclamavam porque até sua voz haviam tirado. E sobreviviam, se agarravam a sobrevida de não ser o que se deseja, das necessidades básicas e da aceitação de um deus morto.&lt;br /&gt;A prova maior de que tudo ali era morto eram os urubus no cais do porto. Haviam muitos urubus comendo os restos da feira do dia anterior e comiam com gosto. Só eles comiam com gosto naquele lugar. Haviam urubus também no alto das capelas, soltando suas fétidas e moles feses em cima da cruz. Só eles não acreditavam no morto.&lt;br /&gt;Não havia chuva e quando chovia, uma vez por ano era pela misericórdia do Cristo pregado na cruz que muitos ainda sobreviviam e recomeçavam a sobrevida. Recomeçavam porque as coisas iam pelos rios de águas, as poucas coisas que ainda tinham direito, iam junto com a chuva, por isso não reclamavam de não chover pois temiam a chuva.&lt;br /&gt;Tinham aprendido a ter medo, mas um medo ameno, apático, medo de quem não tem opção. Tinham medo da própria sombra e não saiam de tarde, com medo do Sol se esconder e a escuridão reinar. Não viam as estrelas pois temiam o céu.&lt;br /&gt;Os que nasciam ali sabiam que era o destino quem os havia colocado ali, não saiam jamais, nem de barco, nem de carro e nem haviam. Ficavam ali naquela vida interiorana e de fim de mundo sem saber o que acontece e não reclamavam.&lt;br /&gt;Sabiam do mundo pelos rádios, mas nada fazia sentido porque nada do que se falava chegava ali. Alguém um dia reclamou no meio da rua:&lt;br /&gt;- Mas que porra de lugar onde até os céus se esquecem de olhar!&lt;br /&gt;E foi só, o único desabafo desde que aquele lugar era aquele lugar. Foi um, que logo depois sumiu nas águas por não aguentar aquele lugar e que logo depois voltou por achar incompreendivel o mundo de fora.&lt;br /&gt;Permaneceram assim até a desolação da solidão assombrar de uma forma que não sabiam quem morava ao lado e temiam sair nas ruas com medo da sombra dos vizinhos. Trancaram suas portas, janelas e viviam em plena escuridão com medo do Sol, dessa vez, com medo dos céus e certos de que aquilo que viviam era castigo divino por preces insistentes. Talvez Deus não gostasse de ser importunado.&lt;br /&gt;No ano de que falo, houve uma grande chuva naquele lugar, e ninguém saiu de suas casas por medo. Algumas casas foram levadas, mas outras permaneceram para continuar o legado do medo. E quando a chuva passou, abriram suas janelas e portas para ver o que restava do resto.&lt;br /&gt;O que viram, impactou de tal forma que nunca mais puderam ser iguais: haviam flores brotadas no chão. Flores que trouxeram vida e tiraram o amargo do medo. Flores que trouxeram coragem e capacidade de não aceitar a apaticidade rejente. Flores que revigoraram, reedificaram e fizeram nascer flores, outras flores, onde antes havia o medo. Flores de transformação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-1329759455138581265?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1329759455138581265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1329759455138581265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/03/flores.html' title='Flores.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S7PDD_kAhWI/AAAAAAAAAbQ/yv_del2-VWc/s72-c/2278671810_dc9f82b3eb.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-264576591537872700</id><published>2010-03-29T15:58:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T16:07:12.131-07:00</updated><title type='text'>Chuva.</title><content type='html'>Ela cai lentamente como se não fosse parar nunca de cair. Tem hora que explode em raio e luz, barulho de trovoadas e assusta os menos avisados.&lt;br /&gt;Mas sua maior virtude é lavar. Lavar a tudo que vê pela frente, lavar a todas as coisas sem se importar com o quê se lava; assim que passa, leva e lava.&lt;br /&gt;É por isso que quando cai, peço que lave as coisas mais escondidas dentro da alma, peço para que não as deixem secar nunca, não se deixem esquecer nunca e que permaneçam sempre floridas, vivas, como só a chuva pode deixar.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, peço pra não apagar o fogo que incendeia de forma encantadora as grandes paixões que impulsionam o mundo, aquelas sempre contrariadas que se fazem sempre um com o fogo e explodem. Peço a chuva pra não varrer a fogueira, não enterrar a fogueira e deixar arder o fogo, mesmo que se caia em água com toda intensidade.&lt;br /&gt;E peço, como último pedido mais desejado que me ensine também a chover. Quero chover sem deixar de queimar e ser chuva sem deixar de ser fogo. Chover como nunca, como só quem é chuva pode saber. E queimar tão intenso que só quem se faz explosão pode sentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-264576591537872700?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/264576591537872700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/264576591537872700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/03/chuva.html' title='Chuva.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-1894626265593308439</id><published>2010-03-27T20:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T14:42:59.022-07:00</updated><title type='text'>Roda Gigante.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S7PB2vVlmlI/AAAAAAAAAbI/-MSh5rbl3fg/s1600/roda+gigante+e+lua.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S7PB2vVlmlI/AAAAAAAAAbI/-MSh5rbl3fg/s400/roda+gigante+e+lua.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454916719839910482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estavam numa roda gigante, ela e ele sem perceber. Não percebiam que o tempo era aliado das contrariedades da vida e que ao se contrariar, estavam vivendo como nunca.&lt;br /&gt;Não era tarde, mas mesmo assim engoliam-se por absorver como último cada instante que passavam na roda gigante invisível. Ora voavam, ora caiam mas sempre, sempre engoliam-se.&lt;br /&gt;Não faziam idéia da dimensão desses sentimentos que mesmo com o tempo são indescritíveis, permanecendo sempre intactos de definição. Era uma construção constante, um passo de cada vez mesmo que atropelado e contrariado. Era amor.&lt;br /&gt;Mas não desconfiavam das pedras, talvez eram imaturos demais para enfrentá-las e para enfrentá-lo, esse sentimento, que nutre e destrói.&lt;br /&gt;Havia o medo da entrega sem barreiras porque nem ele e nem ela eram todo amor. Temiam e não queriam ser. Ser todo amor era doentil, era demais, era quase um negar a si, um não ser. Enquanto o que mais queriam eram ser. Ser amplamente que só em liberdade irrestrita podemos alcançar. Liberdade, queriam, desejavam, sonhavam com a liberdade.&lt;br /&gt;Na roda gigante, esquivavam-se por medo de se aprisionar. Era o medo intenso de não ser nada do que desejavam que faziam com que fugissem. Eram fugas individuais e conjuntas ali. Eram a fuga de todos nós, e de cada um.&lt;br /&gt;Giro a giro da imensa roda era cada vez mais inevitável se consumir. Era o intenso que fazia do amor, fogo e da liberdade, vôo.&lt;br /&gt;Aprendiam com o tempo, que amor e liberdade são contraditórios e por assim serem, são intensos quando se tornam um e sendo um permancem intactos de descrição.&lt;br /&gt;Foi então que consumiram-se, engoliram-se como nunca por entender que liberdade e amor eram uma coisa só e não houve mais medo.&lt;br /&gt;Não eram todo amor, é verdade. Mas construiam a cada giro esse sentimento que encandeia e se faz candura.&lt;br /&gt;Ele e ela eram ali mais que pássaros, eram vôo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-1894626265593308439?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1894626265593308439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1894626265593308439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/03/roda-gigante.html' title='Roda Gigante.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/S7PB2vVlmlI/AAAAAAAAAbI/-MSh5rbl3fg/s72-c/roda+gigante+e+lua.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-7603878949831860079</id><published>2010-03-27T19:29:00.000-07:00</published><updated>2010-03-27T19:32:13.353-07:00</updated><title type='text'>Vingança.</title><content type='html'>E continuaria em sua vingança diária sendo mais feliz do que nunca antes fora. Aliás, talvez felicidade não caberia aqui, mas ela irradiava uma vida que antes não tinha, irradiava um quê de libertação que antes não conseguia suportar. Sua vingança consistia em ser cada dia mais ela mesma e esquecer de uma vez por todas o fardo de não ser por amor ou que diabos isso chamasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda bem que não sou toda coração. - Disse a si mesma antes de seguir. E seguiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-7603878949831860079?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7603878949831860079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7603878949831860079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/03/vinganca.html' title='Vingança.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-4326188941948355692</id><published>2010-03-25T12:47:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T17:02:57.246-07:00</updated><title type='text'>De outro mundo.</title><content type='html'>- Ele parece ser de outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que ela disse e essas palavras me fizeram ter certeza que ele não era. Não poderia ser, pois suas singularidades o faziam intacto diante das coisas. Ele continuava lá mesmo quando tudo se reinvertia e mudava de direção. Continuava lá mesmo quando todos os passos marchavam na direção contrária. E não se encaixava, nunca se encaixou.&lt;br /&gt;Desistiu cedo de tentar, é verdade. Não queria se adaptar ao que considerava caduco e asqueroso, tão pouco quis se tornar igual ao que tanto criticava. Queria um mundo diferente e fazia dele próprio, todo dia, a mudança. Mudança que trazia sentido a vida, sem ela não poderia se quer viver, dizia.&lt;br /&gt;Andava de um jeito diferente, absorto muitas vezes, era dono de belas palavras ora duras, ora doces, mas sempre belas. Eram intensas e cantavam o novo, o tão desejado novo e não as coisas velhas e boas de sempre. Era contraditório, enérgico e sua energia me consumia todos os dias.&lt;br /&gt;Era nele que pensava quando por muitas vezes me sentia fraca. Era nele que pensava quando desacreditava na mudança, no novo, na vida por inteiro. Mas ao mesmo tempo, era essa energia e desejos tão intenso que me sufocavam, sugavam e me consumiam ao mesmo tempo que me nutriam e mantiam em pé. Grande contradição, eu não fui capaz de suportar.&lt;br /&gt;Enquanto aguentei, doei o que pude nessa grande aventura de sermos ou de tentarmos ser ou de pelo menos desejarmos ser a mudança que tanto queríamos. Doei meu silêncio, que dizia tanto pra mim, mas que não podia ser ouvido. Implodia, todo tempo eu implodia.&lt;br /&gt;Éramos dois, ao mesmo tempo que não eramos nada. Nos faziamos, construíamos todos os dias nossas potencialidades, mas não! não pude aguentar, quando percebi que ainda, ainda era fragmentos que estavam longe de se tornarem inteiros.&lt;br /&gt;Ao primeiro choque, caí. Ele não pode me acompanhar, afinal, ele não era daqui. Era de outro lugar e esse aqui me prendia tanto e com tanta força que era necessário uma luta constante contra mim mesma pra poder me libertar. Minha liberdade tão desejada e tão idealizada não era possível ainda. Eu tinha que me libertar sozinha. Era eu contra mim mesma. Sim! A luta era contra mim mesma que eu deveria travar.&lt;br /&gt;Ele tentou me carregar no colo, muitas vezes. Talvez soubesse do meu desejo de mudança, talvez me amasse. Talvez não, ele me amava e eu o amava tanto que era impossível dizer ou mostrar ou se quer dimensionar. Eu sentia, com todas as minhas forças que o amava. Mas não precisava de colo, precisava aprender a caminhar e aquela força tão grande e desejo tão intenso eram ainda pesados pra mim. eu só sabia implodir, enquanto ele, ele explodia como estrela no final da vida. Explodia como explodem os fogos em um fim de ciclo terrestre. Eu, eu só sabia implodir.&lt;br /&gt;Em minha busca por minha liberdade tão intensamente desejada, acabei me sufocando em minhas próprias correntes. Corri mais do que minhas pernas aguentavam e caí. Dessa vez ele não poderia me ajudar. Ele não era daqui e era justamente aqui que eu estava presa.&lt;br /&gt;Não havia como aguentar, não se eu quisesse minha liberdade e a mudança desejada. Não se eu quisesse realmente o novo, sem resquícios de um passado banal.&lt;br /&gt;Haveria agora de caminhar sozinha, lutar sozinha e me arrebentar sozinha. Haveria então de me tornar tão enérgica quanto ele, tão profundamente certa no meu querer quanto ele e aí sim, me livrar de tudo aqui. Meus erros haveriam de ser só meus a partir de agora e então, nos meus passos em falso eu iria aprender a caminhar sozinha, sem cair. E foi só com essa certeza que pude me libertar da figura daquele menino. Libertação necessária, desejada e mais que essencial na minha aprendizagem. Eu haveria de dizer um dia que também não sou daqui. E a passos lentos eu soube que deveria seguir. Me sentia renovada quando finalmente conseguia dar um passo, ser um passo e conhecer outros lugares e outros passos. Era um consolo talvez saber que sozinha, eu conseguiria. Mas ele me fazia falta, é bem verdade. Seu colo me fazia falta, mas eu sabia e mais do que isso, eu sentia que deveria caminhar só. E essa minha solidão me fazia renovar, transformar a mim mesma diante das coisas e sentia que a liberdade tão desejada estava diante de mim. Eu precisava encontrá-la só. Meu erro grande foi me julgar livre ao me encontrar com ele. Não eu não era, o que eu julgava ser liberdade era apenas um desejo profundo e arraigado de libertação. Desse desejo fiz minha verdade, mas não, nunca fui livre. Era somente só que poderia ser, era somente só que poderia percorrer milhões de caminhos e cair milhões de vezes ao encontro de minha liberdade tardia.&lt;br /&gt;Justamente por não ser livre e me julgar assim que me contradisse muitas vezes junto a ele. Fui um pouco dele e ele um pouco de mim, mas sem saber que não era livre. Eu precisava descobri que não, que jamais havia sido livre pra poder me libertar. Me libertar de mim mesma antes de tudo. Antes de tudo era a mim mesma e de mim mesma que queria me libertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele parece ser de outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não saiu da minha cabeça nos momentos que se seguiram daquela conversa informal. Era porque talvez era a mesma impressão que eu tinha e isso me pareceu estranhamente correto: ele não era desse mundo. E eu me agarrei de mais porque justamente esse não ser daqui me livrou do inferno que era meu mundo. Meu pequeno grande mundo que tanto me oprimia e que precisava ser destruído, exterminado. Foi esse não ser daqui que me fez desejar abominar tudo aqui e nesse meu ímpeto incontrolável de sair daqui, sair desse mundo eu não percebi que não tinha alcançado minha liberdade. Ainda havia prisão em mim.&lt;br /&gt;Mas agora sim, agora eu sei que preciso caminhar sozinha. É sozinha que deveria encontrar a minha verdadeira mudança pra depois, quem sabe o encontrar. O encontrar longe das amarras que me prendem, longe dos meus medos e pesadelos e de minha pequenês de ser daqui. Encontrá-lo sim, logo ele, que parece ser de outro mundo. Logo ele que me ensinou a voar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-4326188941948355692?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/4326188941948355692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/4326188941948355692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/03/de-outro-mundo.html' title='De outro mundo.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-8289148092421514925</id><published>2010-03-24T11:33:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T19:40:51.822-07:00</updated><title type='text'>Pateticamente iguais.</title><content type='html'>São tão iguais os que propõem uma suposta mudança que me enoja, as vezes me enoja. No mínimo, me entristece saber que são iguais. E se perdem em suas particularidades tão genéricas que se tornam mercadologicamente feitos de esteriótipos e só.&lt;br /&gt;Mostram um profundo que esconde um vazio, um patético vazio disfarçado em palavras bonitas e iguais. São iguais.&lt;br /&gt;Brincam com as palavras e juram saber brincar, mas através da brincadeira não mudam as palavras, elas continuam cantando o velho mundo.&lt;br /&gt;Não há o desejo de destruição das coisas ruins e sim um culto, culto ao que julgam profundo e em sua miopia diária não enxergam que na verdade, não mudam nada. Suas palavras, são mudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio, cantam o desencanto do mundo e acreditam piamente que mudam, ao menos mudam a si próprios assim, mas não. Continuam velhos, caducos, continuam a celebrar o asco e cultivam como planta sua rotina auto-destruitiva. E só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-8289148092421514925?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8289148092421514925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8289148092421514925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2010/03/pateticamente-iguais.html' title='Pateticamente iguais.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-788159021362492004</id><published>2009-08-04T06:02:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T08:00:26.134-07:00</updated><title type='text'>VÍRUS:</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vírus é uma partícula protéica que pode infectar organismos vivos. Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios e isso significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, de fato eles são perigosos, os vírus. Nem os notamos e quando vemos, já fomos atacados. Passam despercebidos até mesmo por alguns microscópios e, quando menos se espera estão por aí, contagiando e matando quem bem quiserem.&lt;br /&gt;Os homens criam vacinas; conseguem controlá-los por algum tempo, as vezes um tempo realmente longo e mesmo assim, continuam a discussão sobre se são ou não seres vivos.&lt;br /&gt;E então, como se renascessem das cinzas, de uma hora para outra, reaparecem, mais fortes, mudados; reaparecem mutações e driblam a vacina. Invadem nossas células e codificam o nosso DNA, colocam outras informações, invertem algumas funções celulares e quando vemos, estamos destruídos. São perigosos os vírus.&lt;br /&gt;Mas precisamos deles, &lt;em&gt;Quod me nutrit, me destruit &lt;/em&gt;se faz valer mais uma vez. Acontece que há um vírus que nos destrói a todo tempo, toda hora, em toda a nossa vida; Acreditamos precisar realmente dele, mas será mesmo?&lt;br /&gt;Rouba-nos a vida, esse vírus. Destrói todas as potencialidades, possibilidades e nos faz reproduzir toda a sua lógica, sem parar. E o fazemos. Achamos que &lt;em&gt;há males que vem para o bem&lt;/em&gt; e nos conformamos. &lt;em&gt;É a vida&lt;/em&gt;, afinal - dizemos. Isso tudo por acharmos válido acreditar que é necessário viver assim. Não notamos que estamos infectados. E continuamos a reproduzir a informação posta pelo vírus.&lt;br /&gt;Quase não temos desejos, ou se temos, conformamos com a idéia da utopia. E nos contentamos em ter os mesmos desejos que ele; a trabalhar para e pela realização desse vírus. Trabalhar mesmo, trabalhar e trabalhar.&lt;br /&gt;Acabamos nos reproduzindo, como ele bem entende também. Se há a necessidade de muitos homens, nos multiplicamos. Se não há, matamos uns aos outros ou então, paramos de nascer. Ele sempre dita as regras.&lt;br /&gt;Parece psicótico, mas não é. Um bom observador, já o teria notado. Mas não só: não basta observá-lo: precisamos mudá-lo e ainda mais: destruí-lo. Aliás, mudá-lo não seria viável, afinal, as mutações são apenas &lt;em&gt;modernizações da lógica desse vírus&lt;/em&gt;, ou seja: ao final de tudo, seriamos destruídos do mesmo jeito.&lt;br /&gt;Então, destruí-lo dependeria apenas de nós, já que esse vírus se nutre e se faz em nossas cabeças e corpos. Mas sabemos, vacinas seriam apenas provisórias já que no caso de aplicadas, de uma forma ou de outra, existiriam mutações, que sobreviveriam e colocariam em curso todo esse processo de parasitismo novamente.&lt;br /&gt;Vírus, parasita e dinâmico: Eis a grande questão: Como desprendermos esse hóspede maldito de nossas mentes, se o próprio vírus nos faz crer que nos nutre e nos esquece de dizer - propositalmente, é claro - que nos destrói. E mesmo quando percebemos, achamos que tudo tem seu lado bom e ruim. Mas no caso desse vírus não há juízo de valor, já que o bom aqui é o mínimo necssário para aceitarmos e nos acomodarmos a pôr em curso a lógica que nos ditam.&lt;br /&gt;Nossas células, infectadas, já não reclamam, já não questionam e continuam a reproduzir-se rumo a destruição.&lt;br /&gt;O vírus, parece ter dado um &lt;em&gt;xeque-mate &lt;/em&gt;absoluto no grande organimos social a qual pertencemos; parece triunfante ao radiar sua luz como se fosse o único Sol de todo o Universo. E nós, continuamos girando em torno dele, reproduzindo cada vez mais as informações codificadas em nossa mente e corpos sãs ou não. Não percebemos sequer o sentimento de nostalgia que nos acompanha desde que nascemos; o sentimento de que tudo, um dia já foi melhor. Corremos rumo a própria destruição, achando que realmente, o que nutre, destrói e tendo isso como natural e simples de se aceitar. Mas será mesmo tudo tão natural e simples assim?&lt;br /&gt;Os vírus, são perigosos e esse, muito mais, do que qualquer outro vírus. Afinal, não se contentando em recodificar toda a nossa estrutura ele nos rouba a vida, por completo.&lt;br /&gt;As vacinas, não adiantam mais. Para combater um vírus como esse é necessário pensar e pensar e pensar: as idéias devem ser perigosas&lt;em&gt; &lt;/em&gt;e mais: &lt;em&gt;audaciosas!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Será que conseguimos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-788159021362492004?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/788159021362492004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/788159021362492004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2009/08/virus.html' title='VÍRUS:'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-3884556982362572348</id><published>2009-03-13T16:42:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T17:17:36.295-07:00</updated><title type='text'>Coisas.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As coisas me incomodam. Elas realmente chegam a me incomodar. Me incomodam, porque eu não sei o que são e porque se fazem tantas vezes assim. Sim, elas são grandes. Angustiam, oprimem e causam revoltam sim. Mas eu também sou as coisas; no fundo eu sou coisa também. E isso não é bom. Não me parece bom ser coisa e me fazer coisa em tudo o que vejo por aí. As pessoas se fazem coisa e nem ao menos pensam sobre as coisas! Onde foi que todas as coisas se tornaram coisas e se fizeram repetir enquanto coisas?&lt;br /&gt;Parece um vírus. Sim, estamos infectados então. As coisas entraram em nós, desde os tempos de Drummond e mudaram nosso material genético; Tornaram-nos coisas. Fizeram, assim como os vírus fazem com as células de tudo o que existe: impregnaram-nos e ditaram as ordens; agora só reproduzimos as coisas, como as células reproduzem os vírus e sem saber nem o porquê.&lt;br /&gt;E então nos tornamos coisas. Eu me torno coisa e nem entendo ao certo. Até entendo, sutilmente, mas de tão simples, são tão complexas essas coisificações. As pessoas nas ruas também são coisas. As cadeiras, a quadra da praça, o asfalto, o ônibus, o motorista, a farmácia e todos os remédios... Tudo, tudo se tornando coisa repetidamente coisa. Sem saber o que o são e como são, as coisas estão aí: com sua própria lógica, seus próprios valores e suas 'células' hospedeiras, que agora, já são coisas.&lt;br /&gt;Então desci do ônibus e só vi coisas. Daí olhei pro céu e vi a Lua, linda por sinal. Olhei e pensei se a Lua era uma coisa como todas as outras coisas do mundo, assim como eu. Resolvi que não, que a Lua não era uma coisa, que ela ainda despertava algo que pudesse superar todas essas coisas. Resolvi que não! que nem tudo está perdido dentro desse mundo cheio de coisas, que há algo que ultrapassa a lógica irracional das coisas. Mas vi meu dedo. Meu dedo ainda era coisa. E resolvi que bastava decidir se eu era coisa ou se eu era Lua. Decidi ser Lua já que as coisas continuam me revoltando. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não sou mais coisa. Sou Lua. E uma Lua disposta a refletir a luz do Sol. Que sol?&lt;br /&gt;Aquele, onde se guardam todos os segredos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;... As coisas continuam me oprimindo, me angustiando e se reproduzindo por aí. Mas decidi que não sou coisa, isso melhora as coisas pra mim. Quero destruir as coisas. Quero ser e quero ver Luas em todos os cantos por aí.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-3884556982362572348?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3884556982362572348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3884556982362572348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2009/03/as-coisas-me-encomodam.html' title='Coisas.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-6027407538638082233</id><published>2009-03-01T11:03:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T06:01:55.227-08:00</updated><title type='text'>Sobre reflexos mal refletidos.</title><content type='html'>&lt;span style="color:#666666;"&gt;Sei, ou deveria saber ou ao menos, creio que sempre achei saber que essa superestima que o homem se coloca todos os dias na frente do espelho ao se tornar um 'homem' de verdade &lt;strong&gt;não poderia fazer bem&lt;/strong&gt;; nem muito menos &lt;strong&gt;real&lt;/strong&gt; como se mostra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Por mais que, ao ver seu próprio reflexo face a face, o observador não se goste, não se admire e &lt;strong&gt;nem tenha o mínimo de agrado pela própria imagem&lt;/strong&gt; materializada ali, ele sempre achará ser &lt;strong&gt;dono de si&lt;/strong&gt;, livre pra escolhas, livre pra pensamentos e &lt;strong&gt;até livre pra gostar de si ou não&lt;/strong&gt;. É o que menos importa o &lt;em&gt;'gostar ou não de si'&lt;/em&gt;, o que importa é &lt;strong&gt;se olhar nos olhos&lt;/strong&gt;, você frente a você e dizer, &lt;strong&gt;com toda certeza&lt;/strong&gt;: '- não importa o que sou, o que pareço ou o que eu &lt;strong&gt;possa parecer&lt;/strong&gt;; Sou &lt;strong&gt;sujeito de mim mesmo e não devo nada a ninguém&lt;/strong&gt;, afinal, sou dono do meu nariz!.' É sempre assim, mesmo que essas certezas sejam &lt;strong&gt;totalmente falsas&lt;/strong&gt;; mesmo que essas certezas ditas a si mesmo &lt;strong&gt;cara a cara&lt;/strong&gt; sejam carregadas de &lt;strong&gt;inseguranças&lt;/strong&gt; escondidas por de trás de todo o &lt;em&gt;'parecer'&lt;/em&gt;. Quanto ao &lt;strong&gt;não dever nada a ninguém&lt;/strong&gt;, é bem relativo. A sociedade aprendeu - &lt;strong&gt;ou nem teve tempo pra isso&lt;/strong&gt; - a levar tudo pro economico e o &lt;em&gt;'dever'&lt;/em&gt; um &lt;strong&gt;abraço&lt;/strong&gt; nem seja dívida. &lt;strong&gt;Ninguém precisa muito de abraços&lt;/strong&gt; hoje em dia, é verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Quanto ao &lt;em&gt;'não me importo com o que pareço'&lt;/em&gt; não existe &lt;strong&gt;mentira&lt;/strong&gt; mais escrupulosa e &lt;strong&gt;sínica&lt;/strong&gt; do que essa. Afinal, vivemos ou não na sociedade onde os homens &lt;strong&gt;se afirmam&lt;/strong&gt; pelo que &lt;strong&gt;aparentam ser&lt;/strong&gt;? Espectadores da própria história, &lt;strong&gt;mentem até mesmo pro próprio reflexo&lt;/strong&gt;, esses homens! Mentem, porque até para o expectador denominado&lt;em&gt; 'eu'&lt;/em&gt; pois não se deve &lt;strong&gt;vacilar&lt;/strong&gt;: A vida é &lt;strong&gt;uma representação todos os dias&lt;/strong&gt;. E se &lt;strong&gt;re&lt;/strong&gt;pete, se &lt;strong&gt;re&lt;/strong&gt;pete, se &lt;strong&gt;re&lt;/strong&gt;pete...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Quanto a afirmação &lt;strong&gt;'sujeito de mim mesmo'&lt;/strong&gt; posso dizer que não há nada mais &lt;strong&gt;inquestionado&lt;/strong&gt; nos últimos séculos - Ou até mesmo, &lt;strong&gt;nos séculos de&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Homo Sapiens&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;vividos até aqui&lt;/strong&gt; - e muito menos algo mais &lt;strong&gt;sem nexo&lt;/strong&gt;. Ninguém, nem um homem, por mais &lt;strong&gt;distante do macaco&lt;/strong&gt; que seja e por mais que se intitule&lt;em&gt; 'ser racional'&lt;/em&gt; é sujeito de si mesmo, &lt;strong&gt;nem da própria história.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Parece &lt;strong&gt;infundável&lt;/strong&gt; dizer isso, mas &lt;strong&gt;não é&lt;/strong&gt;. Seu reflexo no espelho &lt;strong&gt;é sempre mais real do que você&lt;/strong&gt; e ao te ver, - repare bem na profundidade dos olhos dele, o quão são intensos - ele sabe bem que você não é o que diz ser nem o que &lt;strong&gt;quer parecer&lt;/strong&gt;. Você até aqui&lt;strong&gt; não foi&lt;/strong&gt;. Você até aqui &lt;strong&gt;não viveu&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Tudo isso porque a &lt;strong&gt;lógica que rege nossa vida&lt;/strong&gt; e nosso jeito de se refletir é uma lógica autônoma, &lt;strong&gt;sujeita de si mesma&lt;/strong&gt;, que anula todo e qualquer &lt;em&gt;'eu'&lt;/em&gt; que possa existir no humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Roubando nossas vidas dia após dia, essa lógica nos faz &lt;strong&gt;a cada segundo e cada vez mais&lt;/strong&gt;, mercadorias, mercadorias e &lt;strong&gt;mercadorias&lt;/strong&gt;; pessoas &lt;strong&gt;prostitutas&lt;/strong&gt; que mais do que o corpo, &lt;strong&gt;vendem a vida&lt;/strong&gt; e se conformam com os&lt;strong&gt; restos&lt;/strong&gt; achando que os restos são o todo possível de um &lt;em&gt;'mundo cão'&lt;/em&gt; como o nosso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Mundo cão&lt;/strong&gt;. Taí uma coisa&lt;strong&gt; infundada&lt;/strong&gt;! Ora, se somos tão &lt;em&gt;'sujeitos de nós mesmos'&lt;/em&gt; por que esse mundo é tão&lt;em&gt; 'cão'&lt;/em&gt; assim? Gostamos de uma &lt;em&gt;'orgia masoquista'&lt;/em&gt; que envolve &lt;strong&gt;todo e qualquer ser humano existe&lt;/strong&gt;? Com tantas opções de escolha, já que somos um &lt;em&gt;'eu' &lt;/em&gt;a dirigir nossa própria vida, &lt;strong&gt;gostamos tanto assim de sofrer&lt;/strong&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;- Ah! Mas a culpa não é nossa, é de quem tem dinheiro, é de quem tá no poder. Ou então do povo mesmo, que não escolhe bem seus representantes...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Sujeitos de si mesmos não colocam a culpa em outrem&lt;/strong&gt;, fazem consciente o que querem e se &lt;strong&gt;relacionam conscientemente&lt;/strong&gt; uns com os outros. Não precisam de representações e muito menos de &lt;strong&gt;culpar alguém&lt;/strong&gt;. Aliás, tendo dinheiro ou não, ninguém é sujeito nesse palco de agora, ninguém age por si, &lt;strong&gt;enquanto ser humano&lt;/strong&gt;. Não existe o &lt;em&gt;'mal'&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;'pobre coitado'&lt;/em&gt; como &lt;strong&gt;quer crer&lt;/strong&gt; quem acredita que a culpa tá &lt;em&gt;'lá em cima'&lt;/em&gt;, nas classes opressoras. Não existe pobre sem rico, nem rico sem pobre; logo são ambos, &lt;strong&gt;duas faces da mesma moeda.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Moeda; outra coisa aí que é sempre &lt;strong&gt;muito intrigante&lt;/strong&gt;. Quem tem dinheiro, compra o que quiser, inclusive aparência e&lt;strong&gt; falsos reflexos&lt;/strong&gt;. Quem não tem, se &lt;strong&gt;conforma&lt;/strong&gt;. Mas ambos, pode notar, &lt;strong&gt;perdem sua vida&lt;/strong&gt;, vendem sua vida e não vivem. Por dinheiro, abrem mão do ser sujeito histórico e &lt;strong&gt;se anulam&lt;/strong&gt;, tornando-se mero &lt;strong&gt;espectros&lt;/strong&gt;, sombras a alimentar esse&lt;em&gt; 'mundo cão'&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;'Mundo cão'&lt;/em&gt;, cabe lembrar, que deveria ser comandado e mudado por todos nós, se fossemos sujeitos, se fizessemos a nossa própria lógica; &lt;strong&gt;mas não fazemos&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;E a culpa não é da ambiç&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;ão humana de querer &lt;em&gt;'sempre mais dinheiro'&lt;/em&gt;, da perversidade do humano ou de qualquer &lt;strong&gt;blá blá blá&lt;/strong&gt; que se ouve por aí. Até porque, se fosse mesmo ambição, &lt;strong&gt;será&lt;/strong&gt; que prefeririamos ser sempre &lt;em&gt;'zumbis'&lt;/em&gt; à podermos &lt;strong&gt;ser o que se quiser&lt;/strong&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;E continuamos a mentir &lt;strong&gt;falsas afirmações&lt;/strong&gt; mediante nossos reflexos, por &lt;strong&gt;não querermos assumir&lt;/strong&gt; que, dentro dessa lógica não são &lt;em&gt;'sujeitos de si mesmo'&lt;/em&gt; que dominam e sim, essa lógica abstrata, que se tornou, além de real, &lt;strong&gt;nossa própria realidade&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Reflexos &lt;strong&gt;continuam&lt;/strong&gt; aí, todos os dias; e sempre mentindo ao se olhar &lt;strong&gt;nos próprios olhos&lt;/strong&gt; sem ter sequer segurança no que diz; &lt;strong&gt;mas diz&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Da próxima vez, é bom que lembrem-se ao observar e olhar bem nos olhos do que se reflete ali, &lt;strong&gt;frente a frente&lt;/strong&gt;, que sombras, sombras &lt;strong&gt;não têm reflexo&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Tira o tempo, que o tempo voa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;e quem voa não tem lugar aqui&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Se nos escapa, esse tal do tempo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Levanta vôo e a gente ri&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Sem saber e nem questionar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Se há sujeito dentro de si.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Ou se o tempo,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;o nosso tempo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;está fungindo, e a gente aqui&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-6027407538638082233?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/6027407538638082233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/6027407538638082233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2009/03/sobre-reflexos-mal-refletidos.html' title='Sobre reflexos mal refletidos.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-7019174491749986960</id><published>2008-11-03T16:21:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T16:47:21.216-08:00</updated><title type='text'>Embalagens.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Mais triste do que viver dentro da sociedade dita do consumo é viver dentro da sociedade que, além do consumo extremo, não se importa com o que consome e sim, com a embalagem do que consome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;É só reparar: Não consumimos compulsivamente alimentos saudáveis, esportes prazerosos, roupas confortáveis, livro, música e arte que nos faça bem. Consumimos o que, perante aos olhos alheios tem a embalagem mais bonita. As vezes, olhando as filas imensas em supermercados, shoppings e lanchonetes de fast-food eu percorro um caminho dentro do mais humano possível que consigo tirar de mim como em uma viagem ultradimensional. E ao abrir os olhos, não vejo pessoas consumistas, eu vejo bois. Bois mastigando lentamente uma grama que outrora era local de excressão de outros animais, ou ainda o chão, de algum fazendeiro com as botas cheias de lama originadas do chiqueiro que antes pisara. E eles mastigam e não sabem se cospem, se engolem, não sabem o que fazem, mas mastigam. Mastigam lentamente e tediosamente como se não reparassem, não saboreassem, não sentissem a grama. E, ao contrário dos bois, a grama, a grama nos é fútil, desnecessária, impensada, mastigada e engolida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Mais ou menos assim, a sociedade do consumo a qual formamos, ela consome sem parar. Mas não sabe o quê, não nota o quê. Se depara com embalagens e as embalagens, elas sim são importantes. Confundem restos de alguma digestão mal terminada com comida própria para ser mastigada, e além de mastigarem, engolem. Vomitam, engolem, Vomitam e engolem o próprio vomito novamente. Sem digerir nada afinal, embalagens são só embalagens. Totalmente vazio, incompleto, indigerível mas, mastigado é o nosso compulsivo consumo em consumir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;E as pessoas, essas que vemos nas ruas todos os dias são só embalagens, vazias e as mastigamos sem reparar no vazio ou não, sem se importar. A lei é consumir e não qualquer coisa. A lei é consumir e tornar-se embalagens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Não faz sentido e nem deveria. Nada é sentido. Os bois só mastigam grama pisada, que já fora grama um dia e agora, agora é só uma mistura de restos, de restos de embrulho de presentes mal feitos, laços de fitas e caixas. Sem nutrientes, sem nada que nos faça bem, que nos acrescente, que colabore para nos manter vivo. Só restos. e vamos mastigando, cuspindo, mastigando, cuspindo, mastigando e é bom saber que cuspimos pra mastigar de novo. Engolimos e vomitamos, sem digerir. Mas somos bois, bois de uma espécie que não é herbívora e continua comendo grama, sem pensar. Não faz sentido, mas também não é sentido. Acontece que o não fazer sentido é a grande jogada da coisa: Não importa. Não importa se não preciso de grama, se não quero a grama, não importa! Somos bois, vivemos bois e a regra meu irmão, é mastigar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E a boiada, de gente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pálida, sem vida, sem gente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;segue a estrada, sem questionar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vai só seguindo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;até o penhasco chegar."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-7019174491749986960?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7019174491749986960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7019174491749986960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/11/embalagens.html' title='Embalagens.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-1833630102655151903</id><published>2008-11-02T11:34:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T12:00:27.828-08:00</updated><title type='text'>Indescritivel.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Eu não sei contar histórias. Não sei descrever lugares, as coisas, situações, pessoas, eu definitivamente não sei. Não sei escrever textos, palavras combinadas, textos-textos, textos monótonos, só palavras, vírgulas e ponto final. Não sei. Escolhi não querer saber e pouco me importar se isso é bom ou ruim. A verdade que decidi ser fato é a de que não sei contar histórias. E que,além disso, não quero saber contá-las.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Tudo vai tão além de palavras e contos que é indescritível querer sentir cada parte sem descrição do que me mantém viva, apta a escolher entre querer ou não contar histórias. É esse meu coração que bate o tempo todo, pulsando num ritmo mais vivo do que parece e jorrando mais sangue em mais veias do que pareço ter pelo meu corpo que faz meu cérebro querer ir além, querer sentir cada coisa que me faz existir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;É esse impulso de ser racional que teima em querer descrever as coisas que me faz mal, que me freia, que às vezes me faz pensar que voltar a idade das pedras seria tão melhor. Mesmo sabendo que não, que não é assim eu ainda teimo, teimo porque não me conformo em apenas contar histórias, teimo em querer sentir cada uma delas pulsando como meu coração dentro de mim. Não superficialmente nem morfologicamente dizendo, pulsando em profundidade mesmo, em um ângulo tão novo e surreal que ninguém ainda alcançou. São mais do que descrições, do que histórias e até mesmo do que pulsações. São sensações, que permanecem sempre intactas em mutações, que permanecem sempre sensações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;E tudo isso, porque teimo, eu sempre teimo em não querer contar histórias, mas essa é a verdade: eu não sei. Eu não sei contar, escrever, descrever, eu não sei contar histórias! Eu quero senti-las, sem nome, sobrenome ou apelido, só senti-las. Mais do que sentimentos, quero sentir. Isso me faz forte o suficiente pra continuar existindo. E aqui, eu tô só falando de existir, nem falei de viver. Porque a vida é complexa de se entender quando não se pára pra sentir de verdade e só se segue o fluxo de seus semelhantes. A vida encanta, mantém, sustenta e mata, mata quem não souber viver. É contraditória, é em si, pura contradição. Sem descrições em sua essência e por isso, nunca contada em histórias na íntegra. Continuamos então todos a apenas, existir. E aí sim, existindo escrevemos histórias, descrevemos, textos-textos, textos-palavras, textos-monótonos, ensaios de vida, desejos reprimidos de viver e uma angustia, típica do homem que julga ser humano mas que de humano nada tem enquanto apenas ser existente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;E eu continuo teimando! eu teimo e bato na mesma tecla de que não sei, eu não quero, eu não admito saber contar histórias! não quero descrições, palavras, limitações, situações, pessoas eu não quero. Isso é pouco, e o pouco não é o suficiente quando se tem sede, quando se morre de sede, quando se precisa respirar. Não quero SÓ respirar, quero respiração e inspiração, quero transpiração. E nada disso, nada do que eu diga aqui é o suficiente porque não sei, eu não quero descrever nada! Entre gregos e troianos eu não fico com nenhum e com todos. Eu fico com o viver humano, sentir humano, ou só com o humano, mas que seja sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Eu teimo, eu teimo porque sinto que na verdade, eu não sei contar histórias. eu não quero saber. Porque as palavras nunca me satisfazem por completo, existir não é completo e eu, eu só quero viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"só sentir,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;só viver e sonhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;só sentir que nada aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é o suficiente para ser,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quero mais que existir."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;- E eu, dedico todas as flores do mundo, belas ou não em concepções de diferentes olhares, ao sentimento mais vivo que já senti, e que permanece intacto de qualquer definição.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-1833630102655151903?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1833630102655151903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1833630102655151903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/11/indescritivel.html' title='Indescritivel.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-3649648043476055729</id><published>2008-09-20T12:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T09:55:07.515-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oceano'/><title type='text'>Oceano.</title><content type='html'>É sempre a mesma coisa. Todo dia acho um continente perdido dentro de mim. Um continente escondido em baixo de tantas águas que me fazem ser o oceano que eu sou.&lt;br /&gt;Tantas descobertas e tanto escondido ainda que no fundo, bem lá no fundo não sei se termino com pedras, construções esquecidas ou se vou mais além. Distante de mim mesmo muitas vezes, me perco no eu que insistem que tenho que ser. Difícil querer viver de verdade quando se tem um papel a cumprir mediante uma plateia tão imensa.&lt;br /&gt;Aprendendo todo dia a gente percebe que nunca vai ter certeza em grandes proporções de nada. Toda certeza se limita e se torna incerta dependendo do contexto no qual foi empregada.&lt;br /&gt;Respirando, suspirando, pensando. Sempre procurando um algo a mais a gente segue.E vai indo assim, até se deparar com continentes gigantes perdidos e não poder calcular reação nenhuma. Nunca podemos.&lt;br /&gt;Quando os pés, as mãos e o corpo mais a mente alcançam o que tava lá perdido, esquecido muitas vezes, é difícil aprender tudo de novo, relembrar. Parece um quebra cabeça complicado, onde as peças são difíceis muitas vezes de se encaixarem e exigem muito de nós.&lt;br /&gt;Porém, se somos oceano, nos fazemos nas águas que livres, escolhem o caminho a seguir. Como as ondas trazem quase tudo de volta o que foi jogado dentro delas, podemos escolher mostrar ou não o continente perdido, os continentes.&lt;br /&gt;Os meus, que diariamente encontro as vezes mostro, as vezes não. No fundo, só o mar sabe bem o que se guarda nas profundezas de um &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;grande oceano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Multidões de sentimentos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;como onda batem, vem e vão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E ao nosso contentamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;escolhemos, oceano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se mostramos ou não."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-3649648043476055729?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3649648043476055729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3649648043476055729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/09/oceano.html' title='Oceano.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-198056392287838616</id><published>2008-09-16T18:24:00.001-07:00</published><updated>2008-09-16T18:32:38.397-07:00</updated><title type='text'>Roseiras.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SNBcc-lCOII/AAAAAAAAAQo/wDi6F0GW46E/s1600-h/raa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SNBcc-lCOII/AAAAAAAAAQo/wDi6F0GW46E/s400/raa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246795218791053442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Dizer, à sombra de mil roseiras&lt;br /&gt;Floridas, sobre a queda de flores&lt;br /&gt;de folhas, de amores&lt;br /&gt;que vivo até aqui,&lt;br /&gt;que até aqui vivi.&lt;br /&gt;Como os raios de sol&lt;br /&gt;que incidem tanta luz,&lt;br /&gt;reflexo do desejo de sentir.&lt;br /&gt;Me trouxeram um sentimento&lt;br /&gt;iluminado por si só&lt;br /&gt;que brilha na noite,&lt;br /&gt;enfeitando fantasias&lt;br /&gt;estrelas mil, luzidas.&lt;br /&gt;E aquela rosa que sob o pé&lt;br /&gt;se fez brotar, exala o perfume&lt;br /&gt;que só sente aquele&lt;br /&gt;que tenta aprender a amar."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-198056392287838616?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/198056392287838616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/198056392287838616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/09/roseiras.html' title='Roseiras.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SNBcc-lCOII/AAAAAAAAAQo/wDi6F0GW46E/s72-c/raa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-7884667962190769578</id><published>2008-09-12T19:39:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T15:45:42.372-07:00</updated><title type='text'>Trem.</title><content type='html'>Da &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;janela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do trem via o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;tempo passar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Todos os dias, a mesma rotina, às margens do mesmo rio, as mesmas construções e a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;mesma cidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Aquela gigantesca onda de prédios cinzas e carros e carros e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;carros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Interessante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; mesmo era sentar naquele banco, em frente a janela &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;como se tudo passasse&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em um quadro a sua frente. Ao som de Mozart, Bethoven e tantos outros sentia vontade de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;valsar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;; muitas vezes se sentia &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;dentro de um grande filme&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; clássico ou quem sabe, uma super produção latino-americana de um terceiro mundo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;esquecido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; perante tanta riqueza por aí.&lt;br /&gt;Interessante mesmo e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;triste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, era &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;analisar cada um&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que sentava ali também, no mesmo vagão. O cansaço nos rostos não era escondido, era explícito, era &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;fato&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. E a paisagem de fora não lhe negava, pelo contrário: mostrava descaradamente o quão &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;irracional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; era o lugar em que vivia.&lt;br /&gt;Aquele rio poluído com pouca vegetação ao redor, empurrado pela ocupação humana parecia gritar pedindo &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;socorro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Fábricas e mais Fábricas soltando fumaças ou dejetos ao leito do rio se erguiam em suas margens enquanto, do outro lado o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;trem passava&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, com espectadores desatentos que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não percebiam&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; nem a feiúra de fora, nem a música de dentro.&lt;br /&gt;Fumaça, prédios e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;tanta gente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Toda vez que descia do metrô indo à plataforma do trem pensava muito sobre tudo o que via &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ali de cima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Eram tantos os carros, as fábricas, as compras, a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;infelicidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Infelicidade pois ninguém parava ali, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ninguém pensava&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ali nem muito menos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;questionava&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o por quê. Apenas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;seguiam&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Seguiam como cegas ovelhas, ovelhas mudas indo a caminho da &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;destruição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;E de vez em quando, lá de cima, via o trem chegar correndo, silencioso de longe e seguindo os trilhos construídos para que por ali, ele pudesse passar. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Talvez a vida fosse assim também&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Descia as escadas todos os dias e ia em direção ao trem. Sentava no banco em frente a janela e via tudo passar pensando também em quantas pessoas pararam pra ver tudo aquilo nos dias que se passavam ora quentes, ora &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;muito frios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Sabia que em breve ia largar tudo aqui e não ia sentar no mesmo banco todos os dias, mas outras pessoas iriam ocupar &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;o seu lugar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;E se perguntava afinal, quantas pessoas parariam para ver, sentir a tristeza daquele lugar. Quantas pessoas ouviriam aquela &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;música.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"Embalando o dia-a-dia&lt;br /&gt;a doce música,&lt;br /&gt;a doce valsa da vida&lt;br /&gt;Que não dizia,&lt;br /&gt;não queria.&lt;br /&gt;Só se fazia sentida&lt;br /&gt;a doce valsa da vida."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-7884667962190769578?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7884667962190769578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7884667962190769578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/09/da-janela-do-trem-via-o-tempo-passar.html' title='Trem.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-2167916268638343151</id><published>2008-09-07T18:10:00.001-07:00</published><updated>2008-09-07T18:27:42.480-07:00</updated><title type='text'>Imprevisível</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;A imprevisibilidade das coisas assusta. Sabemos que o dois vem depois do um mas nunca dá pra saber como o dois vai virar dois. Nunca, nós, seres humanos mortais, sabemos ao certo como tudo vai acontecer e se planejamos, os planos saem do nosso controle e se deturpam de tal forma que deixam de ser aqueles planos. São mutáveis, como os nossos sentimentos, pensamentos, como o que somos então.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Dia após dia não é difícil se tocar da lei da vida: Não há leis sobre o futuro, mesmo se colhendo o que se planta sempre, não dá para prever a maioria das coisas. Fogem do alcance das mãos e da imaginação e no fim paramos em um só pensamento: A vida é engraçada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Mas ser verbo sem sujeito não dá. As ações acontecem e já que não podemos prevê-las, devemos fazê-las acontecer. Sem essa de ficar esperando a hora certa delas chegarem, sentados na frente da tv, ou do computador e só pensando. Pensamento sem ação é só pensamento, sem muita utilidade prática - funciona como fé sem obras, doce sem açúcar, essas coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Premeditar as coisas nunca dá certo. Ninguém, por maior que seja o seu sexto sentido é capaz de ser vidente da própria vida. E conforme o tempo passa, isso se torna mais visível, cada vez mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Mas claro, imprevisíveis as voltas, como o dois chega depois do um e não se depois do um vem o dois. Digo isso porque é óbvio que se não dou valor a água, por exemplo, sentirei falta dela depois. Além do mais colho tomates quando planto tomates, ou seja: Colho o que planto, quando sei o que tô plantando. E na maioria das vezes não temos consciência do que plantamos em um determinado momento do passado, e isso é que torna as nossas colheitas e a nossa vida tão imprevisível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se puder plantar pense antes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A colheita é logo depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e antes de colher fique alerta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vais colher agora, o que antes foi."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-2167916268638343151?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/2167916268638343151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/2167916268638343151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/09/imprevisvel.html' title='Imprevisível'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-4212320235571904472</id><published>2008-08-29T20:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T20:32:50.031-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É estranho o som que faz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quando soa normal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sai de tudo a minha volta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;menos de mim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um quê de não sei o quê&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parece querer chegar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;suspiro então.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou para os sonhos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;estrelas mil, constelações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e eu só. nada mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Frente e verso de um papel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;refletindo muito mais de mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;do que eu possa saber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sobre lágrimas, sorriso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e muitas vezes saudade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saudade de tudo que passa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;como um raio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saudade de tudo que vai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;como um cometa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;As&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt; obrigações&lt;/span&gt; muitas vezes fazem a gente esquecer do &lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;obrigado&lt;/span&gt; por coisas &lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;simples.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-4212320235571904472?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/4212320235571904472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/4212320235571904472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/08/estranho-o-som-que-faz-quando-soa.html' title=''/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-8489732292687411890</id><published>2008-08-27T17:44:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T17:58:30.166-07:00</updated><title type='text'>Regras.</title><content type='html'>Até podia ser bem diferente. Eu até tentei, e que isso soe mais como um desabafo do que como um arrependimento ou coisa assim. As coisas, todas elas podiam funcionar de outra forma que não essa, mas não funcionam não. Não comigo, que já tentei seguir regras e não consegui e então inventei as minhas próprias regras pra seguir. Não consegui, é claro que não! Até comigo mesmo eu consigo ser extremamente tolerante.&lt;br /&gt;Por várias vezes já me chateei comigo mesmo por causa disso, por não conseguir seguir o que eu mesma planejo e tudo mais. No entanto vi que isso não é tão ruim assim, o lances de não consegui seguir regras. Quer dizer, todo mundo te diz o que fazer a toda hora, todo momento e em todos os lugares. Sejam placas, pessoas ou estradas, sempre tentam colocar rédias e limitar o seu caminho.&lt;br /&gt;Isso não dá pra mim mesmo, foi isso que percebi e no começo, até contra isso eu lutei. Só que vi que prefiro assim do que não ser o que eu quero ser, do que não poder viver livremente e ter que ficar mediada as regras.&lt;br /&gt;As regras, que consomem até o fim os últimos suspiros de &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;liberdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sem liberdade não se tem amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não se tem sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não se tem vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem liberdade, ninguém pode respirar."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-8489732292687411890?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8489732292687411890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8489732292687411890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/08/regras.html' title='Regras.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-1046286582662132853</id><published>2008-08-25T18:36:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T14:52:18.175-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Estavam lá &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;parados&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;, estáticos como estátuas petrificadas. Olhavam o chão, e calados não sabiam ao certo o que fazer. Mas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;queriam fazer&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; e isso, fazia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;diferença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Juntos, porque &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;decidiram&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. E decidiram juntos ficar unidos pro que desse e viesse, era estranho se deparar com obstáculos pela frente que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;enfraqueciam às vezes&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Se sentiam tão fortes mas haviam &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;cacos de vidros no chão&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Dores eram necessárias, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;fundamentais&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Se perguntavam, cada qual do seu lado, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;o quê fazer&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Passar por aquilo era nada se comparado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;ao que tinham pela frente&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Caminho &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;árduo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Escolha própria, escolha dupla e até mesmo, coletiva. De todos os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;seres humanos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Havia sangue, lágrimas, haviam dúvidas, escolhas, gritos. O que quisesse havia ali, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;explosão de sentimentos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; e as vezes, falta de direção &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;momentânea&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. O mundo sempre puxa pro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;lado contrário&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; quando querem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;mudá-lo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;E palavras, palavras, palavras. Que seja. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Ou não&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Eram palavras desesperadas, as vezes, que queriam exprimir uma só frase, simples: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;eu te amo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. E nossa! como é difícil dizer isso quando os pés estão em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;cacos de vidros &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;e as mãos, apoiadas sobre a pedra que corta também, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;fraca&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; de tanto se cortar. A primeira reação é sempre o grito, o desespero, a raiva, agonia, qualquer sentimento, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;menos o amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;As vezes não era diferente com eles. Mas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;ia alé&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;m. Porque o que sentiam &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;superava qualquer coisa&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;, qualquer sentimento, qualquer obstáculo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Era amor&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;, isso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt; bastava&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Isso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;dizia tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Tinham aprendido a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;ser forte&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;, a enfrentar os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;próprios medos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;, a desafiar a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;si próprio&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;, a lutar. Tudo isso porque &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;sonhavam&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;, sonhavam grande, sonhavam mais alto do que o mais alto dos prédios. Esses, movidos por simples papel, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;eles queriam derrubar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;E lembraram de tudo isso ali, acordaram do impasse, olharam dentro de si &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;mesmos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; e viram, refletidos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;cada um dentro do outro&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Sorriram. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Deram as mãos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;, cortadas, mas juntas. Pegaram a pedra que se empunha como obstáculo e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;jogaram ao mar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Ele se encarregaria de levá-la pra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt; bem longe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Continuaram a caminhar, chorando, sorrindo, sentido tudo e principalmente: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;amando&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;, de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;mãos dadas&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Sabiam que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;em breve&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; isso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt; ia mudar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;. Não seriam só mãos dadas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;seriam um só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Face a face a dor,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Venturas, desventuras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o que der na telha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vontade de ser,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sentir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;foi lá e fez,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;tirou a pedra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;abraço e chorou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e seguiu de mão dadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;com o eterno aprendiz."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-1046286582662132853?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1046286582662132853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1046286582662132853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/08/estavam-l-parados-estticos-como-esttuas.html' title=''/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-6945833499035920839</id><published>2008-08-23T16:03:00.001-07:00</published><updated>2008-08-23T16:26:59.128-07:00</updated><title type='text'>Coração.</title><content type='html'>Eu poderia ficar &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;horas e horas&lt;/span&gt; falando sobre o que se passa &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;aqui dentro&lt;/span&gt;. Mas são tantas coisas, é &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;tanto sangue&lt;/span&gt; que corre nas veias seguindo ciclos e ciclos que nunca dá para saber por onde &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;começar&lt;/span&gt;. Mistura-se ao sangue, o pulsar do coração que &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;bate&lt;/span&gt;, por tudo que se passa aqui dentro. São palavras, idéias, certezas, mentiras e no fim, nem se sabe ao certo onde tudo teve um início - &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;se é que se teve um início.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;ou não&lt;/span&gt;, o fato é que não posso desabafar o que desaba e me sustenta, porque &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;não entendo&lt;/span&gt;. E se falasse, falasse, falasse &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;tudo perderia o sentido de não ter sentido e ser sentido&lt;/span&gt; e seria só dito, sem solidificação no que se sente.&lt;br /&gt;Razão, emoção. Hoje &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;joguei tudo pro alto,&lt;/span&gt; só sei disso. O que me importa mesmo é&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt;viver&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. É a vida em si. Despretensiosa, sem metas, só vontades. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Vontade de vida&lt;/span&gt; mesmo.&lt;br /&gt;E nem sei se entendo tudo o que escrevo,&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;aqui e agora&lt;/span&gt;. Não posso saber, é o coração que pulsa, o ar, o sangue e tudo o que eu penso que me guia a dizer o que eu sinto, mas são tantas coisas! tão grandes, tão pequenas, tão intocáveis às vezes,&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt; impalpáveis&lt;/span&gt;. Sonhos como nuvens em dia nublado, muitos, espessos, longe de serem solidificados enquanto nuvem. Mas &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;viram chuva&lt;/span&gt;, não posso esquecer.&lt;br /&gt;E chovendo ou não, eu &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;tô aqui&lt;/span&gt;. E sentindo, sentindo tudo a volta. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;Respirando&lt;/span&gt; o que sinto e &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;lutando&lt;/span&gt;. Lutando pra um dia, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;entendendo ou não&lt;/span&gt; o que se passa aqui dentro de mim e até mesmo fora, formando o Todo substancial, eu possa ver a &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;chuva cair&lt;/span&gt; e sentir que o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;coração&lt;/span&gt; que bombeia meu sangue, com suas batidas &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;me fez poder ver&lt;/span&gt; a nuvem idealizada &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;virar chuva&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Assim, vou &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;sorrir&lt;/span&gt;. Lembrando sempre que &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 255);"&gt;só  vale a pena sonhar se a alma for grande&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E se o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);"&gt;coração bater&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Palavras ditas demasiadamente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perdem o sentido,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ganham o vazio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É preferível o silêncio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a se perder."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-6945833499035920839?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/6945833499035920839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/6945833499035920839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/08/corao.html' title='Coração.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-5423063727043033232</id><published>2008-08-18T17:19:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T18:50:14.388-07:00</updated><title type='text'>Dança.</title><content type='html'>É sempre uma &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;dança&lt;/span&gt;. Todo mundo segue assim, dançando, ou por estar feliz ou por estar triste, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;pouco importa&lt;/span&gt;. Seguem no mesmo ritmo ou não, apenas dançam e giram, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;como se o mundo estivesse parado&lt;/span&gt;. Mas espera! ele tá girando &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;também&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Causas e consequências&lt;/span&gt; formam uma partitura que vai contando aos poucos, a história da humanidade e a melodia, harmonia, ritmo e compasso ficam &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;por nossa conta&lt;/span&gt;. Se damos conta? talvez; Não se pode julgar o de fora sem conhecer o de dentro. E &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;ninguém é cem por cento em matéria de auto-conhecimento&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Os passos, as escalas, as claves. Música e ritmo embalando a humanidade que as vezes canta mas também &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;as vezes grita.&lt;/span&gt; De raiva, ódio, amor, tristeza, alegria ou emoção. Gritam, como loucos, são conscientes de sua loucura de gritar, de &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;existir&lt;/span&gt;. Nenhum pouco conscientes da &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;própria vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;São tudo, personagens vazios, estereotipados, típicos que&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;aceitam tudo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, inclusive a diminuta classificação de &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;classe social, trabalhadores, patrões&lt;/span&gt;. Aceitam tudo &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;calados&lt;/span&gt;, faz parte da música devem pensar.&lt;br /&gt;E seguem marchando, valsando em uma dança que provavelmente seria considerada excêntrica se pudesse ser vista de fora, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;mas não pode&lt;/span&gt;. Todos nós a dançamos, homens, Deus, o diabo, os anjos, os demônios, et.s e qualquer outra coisa que tenha vida, de verdade ou de nossa &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;mera imaginação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Vamos então, vamos depressa! Valsando sem pensar, não é isso? Valsamos, não pensamos, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;dançamos apenas&lt;/span&gt;. E assim vai indo o ritmo, os passos, a melodia tudo isso em grande quantidade, faltando apenas um pouco de &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;poesia&lt;/span&gt;, um pouco de &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;colorido&lt;/span&gt;, um pouco de música &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;respirável&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Quando o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;espetáculo &lt;/span&gt;acabar, não se sabe ao certo se sobrarão personagens. O único perigo aqui minha gente, é continuarmos nessa dança e acabarmos &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;dançando&lt;/span&gt;, no sentido &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;conotativo&lt;/span&gt; da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quem sabe do fim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem se atreve a justificá-lo pelos meios?"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-5423063727043033232?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/5423063727043033232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/5423063727043033232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/08/dana.html' title='Dança.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-3250453918349665229</id><published>2008-08-16T16:04:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T20:16:29.343-07:00</updated><title type='text'>Avião.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Já se passaram&lt;/span&gt; sete  meses, alguns dias e algumas horas desde o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;último beijo no aeroporto&lt;/span&gt;. O último abraço as pressas, o último &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;eu te amo&lt;/span&gt; de perto e o último olhar quando, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;indo embora  com a mala&lt;/span&gt; eu vi você entrar por aquela porta e &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;nunca mais até então&lt;/span&gt;.&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lembro perfeitamente do caminho de volta até a minha casa e o quanto aquilo foi &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;angustiante&lt;/span&gt;. Como eu segurei minhas lágrimas que mesmo assim, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;insistiam teimosamente em cair&lt;/span&gt;. Engolia. Engolia com força e mágoa por tudo que tivemos que &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;passar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Aquela noite inteira não foi&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt; diferente.&lt;/span&gt; Dormindo na casa de familiares estranhos, na mesma cama que no dia anterior &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;a gente tinha dividido&lt;/span&gt; e sentindo um frio cortante, eu nunca me senti &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;tão só&lt;/span&gt;. Passei a noite em claro, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;olhando pela janela&lt;/span&gt; e observando como a cidade é feia, mecânica e triste quando não se tem com quem dividir os &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;sonhos&lt;/span&gt;. Não pude ouvir tua voz dizendo que tinha chegado bem e também, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;não esperava ouvir&lt;/span&gt;. Por mais cortante que aquilo tudo era pra mim, eu tinha que &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;ser forte, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;ia passar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Ia passar&lt;/span&gt; assim como todos aqueles &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;outros tantos momentos&lt;/span&gt;. A chuva no parque, a noite de estrelas na praia, o cachorro e o bolinho de limão e as noites frias, que foram quentes e que eu &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;nunca vou me esquecer&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Se eu sempre acreditei em conto de fadas? &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;Claro.&lt;/span&gt; É padrão isso, é de se esperar. Mas tudo o que eu vivi, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;surpreendeu &lt;/span&gt;todos os contos de fada que sempre terminam pateticamente com um final feliz. Descobri que eu &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;não preciso de um final feliz&lt;/span&gt; (o que é um final feliz?) e sim de uma história &lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt;intensa&lt;/span&gt;. E isso eu tive, sem espaço pra dúvidas.&lt;br /&gt;E dividi tudo o que eu sou assim. Me parti ao meio, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;por opção&lt;/span&gt;. O engraçado é que ao partir, não diminuí, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;eu me tornei maior&lt;/span&gt;, mais viva, mais humana até. Pude sonhar mais e os &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;sonhos mais lindos&lt;/span&gt; possíveis, que &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;não se limitam&lt;/span&gt; a histórinhas de amor e vão&lt;span style="color: rgb(204, 102, 204); font-weight: bold;"&gt; além de se mudar o mundo&lt;/span&gt;. Pude ser metade de um inteiro que eu &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;nunca seria sozinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E ver a metade &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;naquela noite tão fria&lt;/span&gt;, entrando por aquela porta com mala e tudo sem poder fazer nada, fez eu me sentir tão só. Mas &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;vou esperar agora&lt;/span&gt;, quando o relógio der as doze badaladas &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;ninguém me segura&lt;/span&gt;. Vou sair correndo, e em vez de abóboras e carroças encantadas, vou pegar &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;o primeiro avião pra te encontrar&lt;/span&gt;. E não volto &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;"&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E o nosso amor se fez assim,&lt;br /&gt;sem culpa de ser diferente&lt;br /&gt;sem medo de não agradar.&lt;br /&gt;Se fez forte nos piores momentos&lt;br /&gt;E intenso quando menos se espera.&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 204);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-3250453918349665229?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3250453918349665229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3250453918349665229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/08/avio.html' title='Avião.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-3231566487735186869</id><published>2008-08-15T17:07:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T10:18:28.986-07:00</updated><title type='text'>Tempo.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Estranho&lt;/span&gt; querer que ele corra agora, depois de passar &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;dias e dias querendo que ele parasse&lt;/span&gt;. Na verdade é complicado, paradoxal, estranho e infinitamente &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;contraditório&lt;/span&gt; pensar sobre ele.&lt;br /&gt;Há um tempo queria que ele parasse. E &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;eu o fiz parar&lt;/span&gt;. É bem mágico fazer o tempo parar assim, e bem simples: o segredo está na intensidade das coisas, momentos e sentimentos e claro, em &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;fechar os olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Logo depois - e me vejo assim agora- quis que ele não parasse também, mas de correr. Desejei a velocidade máxima para ele, que ultrapassasse até mesmo - quem sabe- a velocidade da luz. Isso tudo, &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;só para reviver os segundos em que os ponteiros do relógio não se moveram&lt;/span&gt;. E o complicado nisso tudo é que não dá pra correr tão depressa agora, as coisas tem direito de acontecerem ao natural. Liberdade. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Controlada pelo tempo&lt;/span&gt;, mas liberdade.&lt;br /&gt;Às vezes &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;ainda tento&lt;/span&gt; fechar os olhos e &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;enxergar em flashes&lt;/span&gt; tudo o que passou e &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;p a u s a d a m e n t e,&lt;/span&gt; e até consigo quando sonho. Mas acordo, todo dia e vejo que já se passaram algumas horas. &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O tempo não parou como eu esperei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E vou levando a vida então, tentando &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;caminhar lado a lado com o tempo&lt;/span&gt;, é o jeito. Ele não deixa de passar nunca e vai me levando muitas coisas. Mas tudo bem, enquanto leva, ele também me &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;trás outras novas&lt;/span&gt;. E vai indo, vem vindo, voltando, surgindo e tudo de uma vez algumas vezes, dinamicamente, sempre. Estranhamente rápido e devagar ao mesmo tempo. Rápido, porque quando vejo já se foram mais alguns tic-tacs e devagar, porque queria que ele corresse agora, e &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;justamente agora&lt;/span&gt; ele insiste em não correr.&lt;br /&gt;Sei que enquanto espero e torço pra ele correr, ele não pára e vai andando à seu ritmo mesmo. Então vou esperar, mas caminhando, e só &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;vou esperar, sonhando dia após dia&lt;/span&gt; para que ele passe depressa agora, e pare quando for a hora. Nem que pra isso eu tenha que &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;esconder todos os relógios&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sim ou não, tanto faz agora&lt;br /&gt;Já sabemos demais do que não deveríamos&lt;br /&gt;Já sonhamos demais o inimaginável.&lt;br /&gt;Então meu amor, só nos resta voar,&lt;br /&gt;nos jogar, sem medo, sem temer&lt;br /&gt;vem depressa, se apressa que a Lua nos espera&lt;br /&gt;e o tempo não pára de correr."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-3231566487735186869?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3231566487735186869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3231566487735186869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/08/tempo.html' title='Tempo.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-7589983357802209408</id><published>2008-08-12T16:28:00.000-07:00</published><updated>2008-08-12T16:56:03.683-07:00</updated><title type='text'>Saudade.</title><content type='html'>Difícil escrever sobre o que só se sente ainda mais, sendo saudade.&lt;br /&gt;Saudade, que não tem tradução em nenhum outro idioma a não ser o nosso (sinto sua falta, chega perto, mas não é saudade.) parece não ter tradução em nenhuma palavra também. É substantivo sem sinônimos. Aliás, como substantivo é fácil defini-lo com um "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sentir falta de algo ou alguém que se encontra longe, do que já passou&lt;/span&gt;" mas como sentimento não. É impossível, ou quase, principalmente quando sentido &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;intensamente&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Saudade que dói no peito, que rasga a alma e faz o corpo doer, muitas vezes ou todo tempo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tanto faz&lt;/span&gt;. É tão forte quando sentido, que o sentimento saudade não deixa espaço pra se saber ao certo quando se sente nem se é sentido &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conscientemente&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Consciência, difícil controlá-la quando tudo já se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;subverteu&lt;/span&gt; aos sentimentos a tempos. Tempos que deixaram &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;marcas&lt;/span&gt; aliás e essas marcas, trouxeram saudade e ela, se fixou dentro de tudo o que se possa ser e não quis mais sair. É até &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;confundida&lt;/span&gt; com outros sentimentos fortes também, mas não deixa de ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;saudade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saída&lt;/span&gt; mesmo é só reviver tudo de novo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Todos aqueles momentos&lt;/span&gt; que se foram, que passaram e ficaram na memória em um tempo e um espaço que nem existem mais. Mas como reviver se&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; nenhum dia é igual ao outro&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Reencontrar, relembrar, memórias, lembranças. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vai ser tudo bom novamente&lt;/span&gt; quando ela passar, a saudade.&lt;br /&gt;Talvez até&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; melhor&lt;/span&gt;. Mas o que passou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não se volta&lt;/span&gt;, é fato. E a saudade &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sempre vai ficar&lt;/span&gt;, pelo tempo que se passou enquanto você a sentia. A &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;saudade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Me enrolaria em laços de fita,&lt;br /&gt;papéis de seda, folhas de camursa&lt;br /&gt;e me cobriria de pétalas de rosas&lt;br /&gt;se soubesse que seria melhor assim.&lt;br /&gt;Mas não vou me embrulhar,&lt;br /&gt;não vou enrolar, vou direto ao ponto&lt;br /&gt;que os dois pontos antecedem antes de lhe dizer:&lt;br /&gt;Eu te Amo.&lt;/span&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-7589983357802209408?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7589983357802209408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7589983357802209408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/08/saudade.html' title='Saudade.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-7345758175869389107</id><published>2008-07-27T19:58:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T20:08:33.570-07:00</updated><title type='text'>Constelações</title><content type='html'>De sentimentos, estrelas.&lt;br /&gt;estrelas de sentimentos,&lt;br /&gt;constelações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-7345758175869389107?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7345758175869389107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/7345758175869389107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/07/constelaes.html' title='Constelações'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-1889975167857634855</id><published>2008-05-26T17:47:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T17:59:09.551-07:00</updated><title type='text'>tédio.</title><content type='html'>Não tédio tédio, só tédio.&lt;br /&gt;Tédio não porque o dia tá entediante. Não, não sai de casa, verdade, mas li, e lendo eu sempre viajo!&lt;br /&gt;Mas o tédio persiste, insiste em meio a tantas coisas pra fazer.É que quando se pensa em fazer, já se fez o tédio.&lt;br /&gt;Quando se faz, ele vai embora, às vezes. Mas ainda assim, tédio.&lt;br /&gt;Não vou mais reclamar. Do tédio. O resto não anda um tédio, tirando o tédio.&lt;br /&gt;Tá legal, tô aprendendo a transformar ócio em criação. Esse ócio que as vezes se torna um tédio.&lt;br /&gt;Esse tédio que me mata.&lt;br /&gt;De tanto tédio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-1889975167857634855?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1889975167857634855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1889975167857634855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/05/tdio.html' title='tédio.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-8870899268410490521</id><published>2008-05-25T08:50:00.001-07:00</published><updated>2008-05-25T08:56:53.731-07:00</updated><title type='text'>Pois é.</title><content type='html'>É, outro dia já.&lt;br /&gt;Engraçado que os dias passam e são iguais, em termos. Digo isso porque a Lua é a mesma, o Sol é o mesmo e a Terra gira da mesma forma, desde o princípio... Até mesmo quando acreditavam que quem rodava era o Sol, ela já rodava, do mesmo jeito. Mas esse 'igual' acaba sendo diferente, por que, enquanto seres humanos podemos ver as coisas por milhões de pontos de vista, ângulos e tudo mais. Somos uma infinidade de descobertas, só girar diferentes. Isso me faz lembrar algo que acredito e que um filósofo brisadão dos tempos antes da vovó disse: - Sei que nada sei. É né, acho que sabendo disso, a gente pode tudo, porque sempre se propõem a aprender. E aí, aprende e desaprende milhões de vezes. Legal!&lt;br /&gt;Voltando aos pontos de vistas, a gente escolhe sempre o nosso ponto de vista, sendo nosso mesmo tá tudo ok. Só que nisso tudo, a gente pode escolher não ver também não é mesmo?!&lt;br /&gt;Tarefas de ontem me esperam ainda, caí no sono, a vontade não veio mesmo =/ E agora ela tá aqui, me esperando relaxar e escrever tudo isso. Acho que vou me apressar, antes que ela se canse e vá embora novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-8870899268410490521?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8870899268410490521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/8870899268410490521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/05/pois.html' title='Pois é.'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-3137757690448615439</id><published>2008-05-24T10:55:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T18:02:44.679-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SDhWz-AvLgI/AAAAAAAAAOw/Vygwh8Y5wso/s1600-h/creuzinho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SDhWz-AvLgI/AAAAAAAAAOw/Vygwh8Y5wso/s400/creuzinho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204004820246015490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é lindo né?&lt;br /&gt;é sim ^^&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-3137757690448615439?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3137757690448615439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/3137757690448615439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/05/lindo-n-sim.html' title=''/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SDhWz-AvLgI/AAAAAAAAAOw/Vygwh8Y5wso/s72-c/creuzinho.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-1502105350036502447</id><published>2008-05-24T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T10:51:19.651-07:00</updated><title type='text'>sem títulos, por favor</title><content type='html'>Ai ai,&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Feriadão&lt;/span&gt; prolongado e muitas coisas pra fazer. Nada de divertido, confesso, mas coisas.&lt;br /&gt;Quinta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;show&lt;/span&gt; da banda do Pedro, legal, até mesmo com bebidas... Me permitir isso depois de tempo&lt;br /&gt;sem um gole de álcool na garganta. Sexta ressaca. Hoje correria pro veterinário com cachorro não muito bem.&lt;br /&gt;E tantas coisas na lista de espera de tarefas me esperam, enquanto eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tô&lt;/span&gt; só esperando uma coisinha chegar:&lt;br /&gt;a vontade. Ah, ela sempre fica ausente quando eu preciso!&lt;br /&gt;Mas, tá tudo certo, já já vou eu me enfiar em alguns livros e tentar me concentrar em coisas passadas, pois elas&lt;br /&gt;realmente importam. (Por quê, é a pergunta.)&lt;br /&gt;Enfim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tô&lt;/span&gt; só pensando no que vale realmente a pena. Se vale a pena se matar, torturar, sacrificar por coisas&lt;br /&gt;fúteis (sim, eu tenho a resposta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ha&lt;/span&gt;!.) Mas é, vai saber...&lt;br /&gt;Não vou me estender, se não viajo, e sabe, as tarefas estão me esperando...&lt;br /&gt;E eu, esperando a vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-1502105350036502447?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1502105350036502447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1502105350036502447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/05/sem-ttulos-por-favor.html' title='sem títulos, por favor'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6631720813401692273.post-1355471415158569217</id><published>2008-03-11T17:33:00.000-07:00</published><updated>2008-03-11T17:47:39.728-07:00</updated><title type='text'>Brúú;</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;    Milhões de palavras repetidas nos fazem criar o que queremos viver. Logo criamos tudo a nossa volta, com palavras, pois até mesmo o impalpável tem sua definição gramatical: impalpável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;    Sendo assim, podemos tudo com elas, as palavras; podemos tudo definir, tudo distinguir, tudo estereotipar. É fato que tudo que é dito tem sua extrema importância e relevância em cada segundo contado pelo barulho e correr do relógio (tic-tac). Podemos dizer então que não existem apenas algumas palavras mágicas (aquelas que aprendemos desde sempre, como sinônimo de educação, obrigada.) e sim, que todas as palavras são então mágicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;    Palavras que são frutos da imaginação, pensamentos, idéias e muitas vezes do próprio ócio. Através delas materializamos o abstrato poder, em nossas mãos. (nossas bocas talvez.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;    É fato que não podemos muitas vezes dizer o que quisermos; quem proíbe tem extrema consciência do poder de quem diz. Nasce então dentro de nós, toda e qualquer mudança, que só é mudança porque as palavras dizem assim.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;    No fim, essas palavras tão importantes, tão poderosas, tão repetidas, são só palavras;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;Cabe a quem diz e escreve o modo de usá-las, interpretá-las e fazê-las mais do que meras palavras. Afinal, mágica, pra ser mágica depende de um bom feiticeiro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: webdings;"&gt;[.]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6631720813401692273-1355471415158569217?l=brisasminhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1355471415158569217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6631720813401692273/posts/default/1355471415158569217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://brisasminhas.blogspot.com/2008/03/br.html' title='Brúú;'/><author><name>ou não</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01974518500704845817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_xf0bs4wItjs/SQ-hIFtjwBI/AAAAAAAAAU4/pRbHtBo9JIc/S220/fro.jpg'/></author></entry></feed>
